Instrumentos de Deus

Deus usa as pessoas para cumprir os seus propósitos

Texto base: 1 Samuel 9.6-10

Quem não vive para servir, não serve para viver”.  (Mahatma Gandhi)

DEUS usou um homem persistente para que Saul fosse conduzido até o profeta Samuel. O texto não informa o seu nome, a sua tribo e nem a sua genealogia. No entanto, informa que ele foi usado por DEUS para insistir que Saul fosse ao encontro do homem de DEUS. O servo de Saul é mais um de vários personagens anônimos da Bíblia que é usado para cumprir os propósitos divinos. O que aprendemos com o servo de Saul?

Devemos cumprir os propósitos de DEUS sem almejar reconhecimento. Esta personagem anônima, não é mais mencionada no decorrer do livro. O livro de 1 Samuel não faz nenhuma menção honrosa ao servo de Saul. Após Saul assumir o reinado de Israel, ele não convida aquele que o levou até o profeta Samuel para ser seu assessor, e, nem lhe oferece um lugar de destaque. Não há palavras de agradecimento. O servo apenas desaparece do cenário. Infelizmente, muitos homens e mulheres atuam na obra de DEUS em busca de reconhecimento. Quando não são reconhecidos, abandonam o que estão fazendo. O anseio por reconhecimento é uma ferrugem que corrói as engrenagens do coração. Há uma frase de Benjamin Constant, que diz: “Verifiquei que, aos homens, se devia agradecer o menos possível, porque o reconhecimento que lhes testemunhamos os convence, facilmente, de que estão a fazer demais!” Os grandes feitos de pessoas como Martin Luther King e Madre Tereza de Calcutá são reverenciados por toda a humanidade. Mas eles não realizaram esses feitos sozinhos. Servos anônimos trabalharam muito, para que os ideais deles se realizassem.

Devemos insistir com as pessoas para que busquem a DEUS. Saul apresentou motivos para não ir ao encontro do profeta. Primeiro, ele alegou que já estavam distantes e que seu pai começaria a se preocupar com eles e deixaria de se preocupar com as jumentas. Segundo, ele disse que não tinha mais recursos em seu saco de viagem para presentear o homem de DEUS. Mas o servo insistiu para que Saul entrasse na cidade em busca do profeta. Lamentavelmente, desistimos fácil das pessoas. Precisamos insistir incansavelmente para que as pessoas se voltem para DEUS. Por mais que as pessoas apresentem motivos para não se envolverem com DEUS ou com a Sua obra, devemos insistir. Assim, como um vendedor não se dá por vencido enquanto não persuadir o cliente a comprar o seu produto, devemos ter disposição maior para apresentar o evangelho. Apesar de sua condição social, o servo insistiu com Saul. Na condição de servo, ele deveria acatar a vontade de seu patrão e imediatamente voltar com ele para casa. Ele foi ousado e persuadiu o seu patrão a buscar a direção de DEUS. O mesmo fez a menina na casa de Naamã, que apesar de sua condição social, persuadiu o senhor dela a se voltar para DEUS. Certa vez alguém disse: “Grande não é o homem que se deixa persuadir pelos pensamentos da maioria, mas aquele que faz a maioria ser persuadida pelos seus”.

Devemos investir nossos recursos para levar as pessoas a DEUS. Os mantimentos do alforje se esgotaram, Saul não tinha valor algum consigo para ofertar ao profeta. O servo prontamente ofereceu o seus próprios recursos para levar Saul até o profeta. Levar as pessoas para DEUS requer investimento. Nenhum investimento é demasiado quando o objetivo é levar pessoas à DEUS. O valor de uma vida é imensurável. Ao investirmos nossos recursos demonstramos que confiamos na ação de DEUS. O servo acreditava que DEUS tinha a resposta para o anseio de Saul. O servo acreditava que DEUS resolveria a situação. Não investimos porque subestimamos o poder de DEUS. Se realmente crêssemos no poder DEUS para transformar pessoas investiríamos os nossos recursos. Ao investirmos o nosso tempo, demonstramos que confiamos na ação de DEUS. Além dos recursos financeiros, o servo investiu o seu tempo levando Saul até a cidade de Ramá para encontrar o profeta. Ele fez porque tinha convicção que a jornada não seria em vão. Para levar uma pessoa à DEUS, é necessário investir tempo. Tempo para orar por ela, para estreitar o relacionamento com ela, para compartilhar de JESUS e para discipular. Oskar Schindler, foi um empresário alemão que salvou a vida de mais de mil judeus durante o Holocausto ao empregar mulheres, crianças e idosos em sua fábrica. No final da guerra, Schindler tinha gasto toda a sua fortuna em subornos e na aquisição de produtos no mercado paralelo para ajudar os seus trabalhadores a fugir da câmara de gás nazista.

Devemos servir porque não fazemos mais que nossa obrigação. Embora o servo de Saul tenha feito muitas coisas, não fez nada além daquilo que se esperava dele. Foi para isso que ele foi enviado juntamente com Saul, por ordem de Quis, o proprietário das jumentas. Em outras palavras, ele não fez mais que sua obrigação. Tudo o que realizamos em prol do avanço da obra de DEUS, não fazemos mais do que a nossa obrigação. Não temos mérito algum em quaisquer esforços investidos no trabalho do SENHOR. Infelizmente, existem pessoas que entendem que fizeram algo extraordinário porque se esforçaram na obra do SENHOR. Mesmo que venhamos a pagar com a própria vida para a expansão do REINO de DEUS, não faremos mais do que a nossa obrigação.

Ser usado por DEUS para cumprir os Seus propósitos eternos é um privilégio imensurável. Jamais um peso ou um desgosto.

Pastor Olavo Vigil

Há lugar na mesa do Rei

Texto base: 2 Samuel 9

“A graça de Deus não encontra homens aptos para a salvação, mas torna-os aptos para recebê-la”. (Agostinho)

Quero te convidar a olhar para a vida de Mefibosete, filho de Jonatas, o melhor amigo de Davi e neto do rei Saul. Ele morava numa cidade chamada Lo Debar, onde havia sequidão e miséria, e cujos habitantes eram mendigos ou doentes. Compartilho o que aconteceu com Mefibosete e, talvez, a tua história de vida te identifique com a dele:

Ele teve os sonhos assassinados (v.3). Até os cinco anos de idade fora criado com o bom e com o melhor na casa de seu avô Saul. Os familiares, possivelmente, olhavam para ele e diziam: “Vejam o futuro líder da nação. Será um grande combatente. Será o general dos exércitos de Israel. Casará com uma moça da nobreza e juntos governarão Israel”. Esses eram os sonhos sobre Mefibosete que foram assassinados. Muito mais que as pernas, porque aos cinco anos se tornou coxo, seus sonhos e suas ambições foram aleijados. Mefibosete foi um príncipe que se tornou mendigo. Tu também tiveste os teus sonhos assassinados? Sonho de um casamento sólido e feliz, sonho de uma família alegre ou o sonho de uma profissão promissora, mas, infelizmente, hoje, choras pelos sonhos que morreram.

Ele foi marcado por traumas pessoais (2 Sm 4.4). Ao receberem a notícia que Saul e Jonatas foram mortos, a família foi tomada pelo desespero. Com medo que o futuro rei da nação de Israel aniquilasse todos os familiares de Saul, a cuidadora de Mefibosete o tomou nos braços e correu, mas, infelizmente, deixou Mefibosete cair e ele quebrou as pernas, ficando aleijado. Aquela que deveria cuidar dele, o machucou. Infelizmente, há feridas que são causadas dentro do próprio lar por pessoas que amamos e deveriam zelar pela nossa integridade. Em um único dia ele perdeu o pai e o avô. Tudo o que ele possuía, foi tirado em um único dia. Quais são os teus traumas pessoais? Foste ferido dentro do teu próprio lar?

Ele tinha sentimento de insignificância (v.8).  “Um cão morto”, assim se sentia Mefibosete. A psicanálise chama esse sentimento de complexo de inferioridade. Tomado por esta síndrome autodestrutiva, Mefibosete se sentia a pior pessoa do mundo, alguém sem valor e sem importância. Tu tens alimentado este sentimento? Tu te sentes assim?

Ele foi esquecido por todos (2 Sm 4.4). Ele tinha cinco anos de idade quando foi para Lo Debar. A narrativa não informa a quantidade de anos que permaneceu esquecido. Mas podemos especular que foi muito tempo. Mefibosete foi esquecido por todos e com medo de ser descoberto, permaneceu no anonimato. Da mesma forma, muitos vivem escondidos e enclausurados em seus medos. Esquecidos pelos “amigos” e familiares, pensam até que DEUS se esqueceu deles.

Ele estava fora dos padrões da sociedade e da religião. Os príncipes eram guerreiros treinados desde a infância para serem combatentes, também eram instruídos para serem administradores. Mas ele ficou aleijado e por isso estava fora dos padrões. A sociedade, tanto no passado quanto na atualidade, impõe padrões de comportamento e aparência.  Aqueles que não se adequam a eles, são rejeitados. As pessoas também são rejeitadas pela religião que faz exigências que nunca foram feitas por JESUS.  Tu te sentes rejeitado pelos padrões da sociedade e da religião? Tu te sentes fracassado por não alcançar os padrões de sucesso da sociedade?

Em que tu te identificas com Mefibosete? Nos teus sonhos assassinados, nas marcas que carrega dos traumas da vida, no sentimento de insignificância e fora dos padrões da sociedade e da religião? A bondade e a lealdade de DEUS têm poder de te curar e de te restituir. A bondade e a lealdade de DEUS são demonstradas pelo convite de JESUS: O rei JESUS te convida para mesa DELE. JESUS é que vai ao teu encontro. É JESUS que vai em busca de ti nos lugares mais longínquos. Hoje JESUS te convida para te assentar à mesa. JESUS não te obriga, ELE amorosamente te convida. O rei JESUS te convida para a mesa DELE apesar de quem tu és. Não são pelas tuas virtudes que és convidado para a mesa do REI JESUS. Não há nada que te torne digno e merecedor da mesa do REI JESUS. Tu és aceito na mesa do REI JESUS apesar de quem de tu és. Aceito pela graça de DEUS.

Independe de quem és, do que fizeste e da tua história de vida, há lugar na mesa do rei para ti.

Olavo Vigil

A Consagração

Texto base: 1 Samuel 7.2-17

“Nossa vida não é propriedade nossa, mas de DEUS. Por isso, por ser possessão divina ela é sagrada”. (Abraham Heschel)

A palavra consagrar, do Latim consacrare, significa tornar sagrado, dedicar ou oferecer a DEUS, ou aos santos, por culto ou voto. Algumas verdades podem ser compartilhadas sobre a consagração:

A consagração ao SENHOR é uma decisão pessoal (v.3). O profeta Samuel não obrigou os israelitas a se consagrarem ao SENHOR. O profeta apenas os encorajou como pode ser observado no v.3 quando ele usou a conjunção condicional SE. O povo, no v.2, já “dirigia lamentações ao SENHOR” e Samuel, por ser conhecedor disto, interveio, encorajando os israelitas a se corrigirem para avançar no relacionamento com DEUS. Ninguém poderá decidir por você porque uma vida consagrada a DEUS traz consigo a decisão unilateral de dedicar-se ao SENHOR. Seus pais ou seu cônjuge não podem decidir por você. A consagração é um compromisso assumido somente entre você e o SENHOR JESUS.

A consagração ao SENHOR é uma decisão verdadeira (v.3). Com DEUS é tudo ou nada. DEUS não aceita uma entrega parcial. DEUS deseja a mente, o corpo, o tempo e os recursos consagrados a ELE. Por isso, Samuel diz, claramente, o que o povo precisa fazer; “preparai o coração ao SENHOR, e servi a ele só”. Devemos consagrar tudo o que somos e o que temos para crescer no relacionamento com DEUS.

A consagração ao SENHOR exige renúncias (v.3). Para servir a DEUS os israelitas precisavam se livrar dos ídolos. Eles não podiam servir a DEUS e a Baal. Essa sempre foi a fraqueza do povo de Israel, a idolatria. Foi assim no tempo de Moisés, de Josué e de Elias. É assim nos nossos dias. Muitos não se prostram diante de imagens, mas consagram o seu coração a outros deuses. Há pessoas que possuem ídolos muito mais perigosos que os ídolos que estão pendurados nas paredes ou que estão num altar. Warren W. Wiersbe ao comentar este texto diz: “Os ídolos do coração são muito mais perigosos do que os de um templo”. Esse ídolo pode ser um bem, um familiar ou o trabalho.

A consagração ao SENHOR exige exclusividade (v.3). DEUS exigiu dos israelitas exclusividade. Que prestassem culto somente a Ele. Esta é a exigência do primeiro mandamento do decálogo: “Não terás outros deuses além de mim” – (Êx 20.3). DEUS não divide a Sua glória com ninguém. O apóstolo Pedro em sua primeira carta afirma que “somos o povo exclusivo de DEUS” – (1 Pe 2.9).

Livre-se de tudo o que embaraça o teu relacionamento com DEUS e decida trilhar o caminho da consagração

Pastor Olavo Vigil

Razões para manter-se humilde

Não é de hoje que muitos ministérios são destruídos porque o líder permitiu que seu coração se enchesse de orgulho. Vemos líderes não preparados para obter algum sucesso, pois caem no mesmo erro em que Satanás caiu e deixam com que o orgulho os vença.

A seguir são apresentados 5 motivos porque devemos nos manter humildes em todas as situações, mesmo quando o nosso ministério conquista algum grau de sucesso:

1) Tudo provém de Deus: A Bíblia nos diz que tudo de bom que recebemos e tudo que é perfeito vem do céu (Tiago 1.17), tendo isto em mente, podemos fazer uma aplicação em nossas vidas e entendermos que nossas qualidades, dons e talentos provém do Senhor. Não devemos deixar com que o orgulho tome conta de nossas vidas a ponto de acharmos que somos bons em nós mesmos.

Paulo critica os Corintos pelo orgulho deles, mostrando-lhes que o que eles têm provém do Senhor (1 Coríntios 1.7) e por isso eles deveriam ser humildes. Se não entendermos que nossa capacidade vem do Senhor estaremos correndo perigo de cair no mesmo pecado dos Coríntios e nos tornarmos orgulhosos.

2) Estamos cumprindo o nosso dever: Certa feita Jesus explicou aos discípulos que o que eles estavam fazendo era apenas cumprimento de seus deveres (Lucas 17.7-10). Da mesma forma não devemos achar que Deus nos deve algo por causa do que fazemos, mas precisamos manter nosso coração humilde sabendo que participar da Sua obra é um privilégio. Muitas pessoas se orgulham ao acharem que Deus precisa delas e se esquecem que se não fizermos a obra, Deus pode levantar qualquer outra pessoa para fazer.

3) Não somos merecedores: É importante lembrarmos que não somos merecedores da graça que Deus nos deu. Por vezes nos esquecemos que tudo o que nós temos foi por causa da misericórdia de Deus, que nos salvou, nos deu dons e um ministério, sem sermos merecedores disto. O apóstolo Paulo havia entendido que tudo o que ele recebeu, inclusive o seu ministério, foi pela graça de Deus (1 Cor 15.10).

4) É o modelo ensinado por Jesus: Jesus por várias vezes adverte sobre o orgulho e ensina sobre a humildade, como na parábola do fariseu e do cobrador de impostos (Lucas 18.9-14) ou na sua atitude de lavar os pés dos discípulos (João 13.2-17). Ele também é o próprio modelo de humildade ao tomar forma humana e morrer na cruz (Filipenses 2.5-8). Desta maneira devemos também seguir o exemplo de humildade que o próprio Cristo nos deixou.

5) O orgulho é perigoso e afeta as pessoas a nossa volta: O orgulho na Bíblia é relacionado a atitude que Satanás teve, o apóstolo Paulo diz que o pastor não deve ser novo convertido para não ficar cheio de orgulho e ser condenado como Satanás foi (1 Timóteo 3.6). Paulo estava receoso que se novos convertidos adentrassem ao ministério pastoral eles poderiam se orgulhar (talvez pela posição ou pelo status) e pecassem por não serem humildes.

Paulo não queria que o pastor fosse orgulhoso, um líder que deixa de ser humilde pode arruinar toda uma equipe, da mesma forma que um pastor orgulhoso pode arruinar uma igreja. Devemos levar em conta esta exigência de humildade que o apóstolo faz ao ministério pastoral para entendermos o perigo que o orgulho traz para a igreja.

Portanto, ao considerarmos estes 5 motivos, devemos nos avaliar e sermos sinceros, verificando se em nosso coração não existe algum tipo de orgulho que desagrade a Deus, algum tipo de orgulho que faça com que deixemos de dar glória a Deus e busquemos nossa própria glória ou exaltação. Um líder que segue o modelo de humildade ensinado na Bíblia motiva as outras pessoas, já um líder orgulhoso ganha apenas desprezo e prejudica os demais.

Leandro Weige Dias – http://www.institutojetro.com

Melhorando a família

Texto base: 1Samuel 1.1-20

“Tudo que uma pessoa pode imaginar, outras podem tornar real”. (Júlio Verne)

Vejamos três decisões para melhorar a família:

Minha família será balsamo para as feridas da vida (v.6). Há pessoas que foram feridas e traumatizadas pela sua própria família. Aqueles que deveriam proteger e consolar, se tornaram um espinho na vida. Penina provocava e irritava Ana ao ponto de fazê-la chorar. Penina ao invés de ser bálsamo para a sua família era um instrumento de dor. Na família há pessoas que ao invés de ser bálsamo são vinagre nas feridas. O nosso lar deve ser um lugar de cura, de restauração e alívio.

Minha família será um lugar de aceitação incondicional (v.8). Ana não encontrou no seu próprio casamento um lugar seguro e acolhedor para expor os seus sentimentos. A falta de acolhimento fez com que Ana adoecesse e fosse para a casa do SENHOR se derramar. O que apreendemos aqui é que se o familiar não encontrar acolhimento em casa para expor os seus sentimentos, ele vai procurar outro lugar onde seja acolhido. Ana procurou a casa do SENHOR, mas infelizmente muitos procuram abrigo em outros lugares: nas drogas, no álcool ou relacionamento extra conjugal.

Minha família será palco das maiores realizações da vida (v.20). Ana tinha um sonho, ter um filho. Precisava da família para a realização deste sonho. Mas em determinado momento a família se tornou um assassino de sonhos. O lugar que deveria ser a fonte de inspiração de Ana, foi o cemitério dos seus sonhos. Infelizmente, muitas vezes é na família que encontramos os adversários mais cruéis. É na família que sofremos as mais duras críticas. Foi no lar que homens e mulheres proferiram as palavras que mataram o sonho e o sonhador.  A família deve ser a fonte de encorajamento para a realização dos sonhos. A família é onde encontramos os recursos para a realização dos sonhos. O teu familiar tem sonhos, você deve ser a fonte de ânimo para a realização dos sonhos dele.

Seja um bálsamo para as feridas da tua família, acolha incondicionalmente e seja fonte de ânimo para os sonhadores.

Pastor Olavo Vigil

A cura para esterelidade

Texto base: 1 Samuel 1.1-20

“É melhor orar de coração, mas sem palavras, do que orar com palavras mas sem coração”. (John Bunyan)

A oração é a cura para todos os tipos de esterilidade. E a oração feita por Ana deixa um registro precioso do poder que é concedido aos filhos de DEUS que oram, em submissão ao SENHOR, em busca da cura para a esterilidade que alcança diferentes áreas da vida. A esterilidade de um casamento que acabou, a esterilidade de uma família arruinada, a esterilidade do coração de um filho que vive longe de DEUS, a esterilidade de um ministério, a esterilidade de uma igreja que não cresce ou a esterilidade de uma vida sem esperança. Na oração de Ana apreendemos três verdades:

A oração que cura a esterilidade expressa os sentimentos (v.10, 16). Ana não escondeu os seus sentimentos, não maquiou as suas emoções. Ana não optou por demonstrar uma falsa espiritualidade se mostrando feliz e inabalável diante do sofrimento. Ela foi sincera consigo mesma expressando os seus sentimentos de incapacidade, amargura, angústia e tristeza.

A oração que cura a esterilidade expressa compromisso (v.11). Ela fez um voto. A oração de Ana era uma via de duas mãos. Ana não somente queria que DEUS se comprometesse com ela, mas ela estava disposta a se comprometer com DEUS. A criança que DEUS lhe deu de presente ela consagrou para o serviço do SENHOR numa ação voluntária de entrega. A oração de Ana expressou um alto nível de comprometimento com DEUS. Infelizmente, nossas orações exigem compromisso de DEUS para conosco, mas carecem de um comprometimento voluntário com DEUS e com a Sua obra.

A oração que cura a esterilidade expressa confiança e ação (v.17-20). A oração de Ana expressou confiança em DEUS. Ela confiava que DEUS iria cuidar dela. Ela saiu do tabernáculo com o coração aliviado e com expectativas acerca do que DEUS faria na sua vida.

As tuas orações expressam os teus sentimentos?
As tuas orações expressam comprometimento com DEUS e a Sua missão?
As tuas orações expressam grandes expectativas acerca do que DEUS vai fazer?

Pastor Olavo Vigil

A falta de disciplina

Texto base: 1 Samuel 3.11-17

Se a criança não aprende a obedecer em casa, terá dificuldade em obedecer à lei, às autoridades constituídas e até mesmo a DEUS”. (Howard G. Hendricks)

As consequências da falta de disciplina permeiam a vida social e espiritual, e são destruidoras. Vejamos as consequências da falta de disciplina:

A falta de disciplina destrói o relacionamento com DEUS (2.29). Eli sabendo da gravidade do pecado dos seus filhos não os disciplinou. Mesmo ciente de sua reponsabilidade de sacerdote e pai não corrigiu o caminho dos filhos. O coração de Eli estava inclinado a não aborrecer os filhos, ainda que sua atitude desagradasse ao SENHOR. Eli estava tão obstinado em agradar os seus filhos, tanto quanto os seus filhos estavam em permanecer no pecado. A falta de disciplina é pecado (cf. Jr 17.23), e o pecado nos afasta de DEUS (cf. Rm 3.23). Quantas famílias estão se afastando de DEUS e dos Seus planos por causa da falta de disciplina?

A falta de disciplina destrói os filhos (v.13). DEUS já havia revelado o que faria com a família de Eli (1Sm 2.11-18).  O julgamento de DEUS estava decretado sobre Eli e seus filhos para destruição, contudo, Eli não mudou o curso de sua vida. Ele recebeu a palavra revelada e se conformou com ela. Não chorou, nem se lamentou, nem se humilhou. Eli havia perdido de vista que Deus era benigno e abundante em misericórdia.  Ele havia esquecido do que o SENHOR operara em tempos passados e não pôde corrigir a si mesmo e nem disciplinar seus filhos como convinha. A falta de disciplina ocasionou a morte de Hofni e Finéias. Possivelmente, Eli não disciplinou os seus filhos porque os amava e não queria contrariá-los. Afinal, ele já estava velho e cansado e seus filhos o aliviavam do peso das tarefas do templo que cabiam a ele.  Muitos pais usam o amor como desculpa para negligenciar a aplicação da disciplina na vida de seus filhos.   Mas a verdade bíblica é que a falta de disciplina, muitas vezes, pode esconder a acomodação que os próprios pais mantêm em suas vidas porque disciplinar dá trabalho e os obriga a sair da zona do conforto. Assim, eles acabam por destruir os próprios filhos (cf. Pv 13.24). Onde falta a disciplina, o amor não é exercitado em sua plenitude. A falta de disciplina ceifou as vidas de Hofni e Finéias. Infelizmente, muitos filhos estão morrendo pela falta do exercício da disciplina pelos pais. A Bíblia ensina que a disciplina livra os filhos da morte, a falta dela cava a sepultura dos filhos (cf. Pv 23.13-14). Quantos filhos estão cavando a sua própria sepultura pela negligência de seus pais em discipliná-los?

A falta de disciplina corrompe a sociedade (2.23). O povo estava sofrendo com os escândalos e práticas pecaminosas dos filhos de Eli. A falta de disciplina na casa de Eli teve consequências terríveis para o povo de Israel. Da mesma forma, a sociedade sofre pela falta de disciplina nas esferas moral, política e social. Quando pais negligenciam a aplicação da disciplina na vida dos filhos e a sociedade sofre com alunos violentos, com usuários de drogas, com pichadores, com vândalos, estupradores e toda a sorte de desvios morais. Quando um aluno agride verbal ou fisicamente um professor, provavelmente, ele já fez isso em casa. Os casos de filhos que agridem os pais tanto física quanto verbalmente têm se tornado cada vez mais frequentes. A sociedade sofre com as consequências da negligência dos pais em disciplinar os seus filhos.

Pastor Olavo Vigil

Nossa maior necessidade

Texto base: Isaías 6.1-8

“A maior necessidade de nossos dias é o poder do alto”. (Charles G. Finney)

A presença de DEUS em nossa vida é restauradora e comprometedora.

Restauradora: A morte do grande rei Uzías, que liderou os exércitos de Judá em várias conquistas, tornando o seu reino próspero e forte, desanimou a todos. A visão do SENHOR no trono, significa que DEUS continua regendo e governando. A visão enche o coração de Isaías de conforto e esperança.As coisas parecem estar fora de controle para nós, mas na verdade nada foge no controle de DEUS. Há uma verdade incontestável, que, infelizmente, não passa de um clichê para muitos: “DEUS está no controle de tudo”.As pessoas afirmam que tudo está no controle de DEUS, enquanto as coisas não fogem do seu próprio controle.Afirmam que DEUS está no controle enquanto elas estão empregadas, enquanto têm saúde e enquanto a família goza de estabilidade. Afirmo que a apesar da UTI, o luto, o divórcio e o desemprego, DEUS ainda permanece no controle.Em meio à crise devemos olhar para cima. Recentemente ouvi a seguinte frase: “O céu não está em crise”. Em meio à crise precisamos olhar para o alto, para o trono de DEUS, é do céus que vem o milagre, o socorro e o conforto. A Presença do SENHOR restaurou a condição de Isaías. Na presença de DEUS somos restaurados dos nossos pecados. JESUS estende-nos a mão, levanta-nos e restitui a nossa posição diante do DEUS. A presença de DEUS é a cura para todo o pecador. O filho pródigo da parábola contada por JESUS, quando volta para casa, chegando na presença do Pai ele é acolhido e amado e tem a sua condição de filho restituída.

Comprometedora: Depois de restaurar Isaías do pecado, o SENHOR comissiona o profeta para que anuncie a Sua palavra ao povo de Judá. Uma vez que somos restaurados e restituídos diante de DEUS, imediatamente, devemos compartilhar o que recebemos. A obra de DEUS deve ser feita por um coração voluntário: “Eis-me aqui. Envia-me!”. Uma vez que somos tomados pela presença de DEUS, o nosso coração queima de paixão pela obra missionária.

Vejamos os efeitos da presença de DEUS em nossa vida:

Reconhecemos que somos pecadores (v.5). A santidade de DEUS denuncia o nosso pecado. O quanto mais próximos de DEUS estivermos mais pecadores nos sentiremos, mais confessaremos as nossas iniquidades. Quanto mais próximos da Luz estivermos, mais veremos a nossa sujeira. Diante da presença de Deus reconhecemos e confessamos o quanto somos pecadores.

Recebemos perdão (v.7).O ser celestial tocou os lábios do profeta e o purificou de seus pecados. Do trono de DEUS vem a graça que remove as nossas culpas. Na presença de DEUS recebemos o perdão de todos os nossos pecados mediante arrependimento e fé.

Recebemos um propósito (v.8). Depois de perdoado e restaurado, Isaías é comissionado para anunciar o perdão ao povo de Judá. Uma vez que somos impactados pela presença de DEUS, sentimos a necessidade de compartilhar o que recebemos. Todas as pessoas têm a necessidade de consciência de pecado e de perdão, e nós temos a mensagem que reaviva a consciência e promove o perdão. A presença de DEUS nós dá propósito de vida.

A presença de DEUS é o remédio para todas as nossas enfermidades.

Pr. Olavo Vigil

O Propósito da Liderança

Texto base: 1 Samuel 7

“Se você está procurando uma grande oportunidade, descubra um grande problema”.

(Martinho Lutero)

O líder não apresenta o problema, mas a solução. Samuel não faz uma exposição detalhada do problema do povo, ele apresenta a solução.

Vejamos as ações da liderança:

Agregar pessoas (v.5-6). O povo estava disperso, conforme o livro de Juízes cada um fazia o que bem entendia (cf Jz 21.25). As tribos não tinham uma liderança centralizada, cada uma das tribos possuía um líder (cf. Jz 2.6-11, Jz 17.6, Jz 18.1, Jz 19.1, Jz 21.25). Quando Samuel entra em ação, agrega todo o povo em trono de único propósito e de única missão. Uma das virtudes inerentes a liderança é a capacidade de agregar pessoas. Infelizmente há “lideres” que ao invés de reunir as pessoas ele as dispersa. Da mesma maneira que as tribos de Israel viviam debaixo de uma liderança que possuía um propósito diferente de Samuel, os ministérios da igreja são liderados por pessoas que tem um propósito muito diferente do pastor. Os líderes juntamente com a liderança pastoral consomem a sua energia em uma disputa de cabo-de-guerra. O desafio do líder é agregar todos os líderes em torno de um único propósito. Se queremos experimentar uma mudança significativa e relevante a igreja é necessário agregar as pessoas.

Interceder pelas pessoas (v.5). Se o povo demostrasse o desejo genuíno de voltar para o SENHOR, Samuel intercederia em favor deles. O profeta e juiz se coloca à disposição para liderar o povo de volta para DEUS. Samuel nos ensina uma verdade acerca de intercessão:

Devemos interceder para que as pessoas vençam o inimigo (v.8). Enquanto Samuel clamava ao SENHOR, os soldados israelitas triunfavam sobre os filisteus. O mesmo aconteceu quando os israelitas lutavam contra os amalequitas. Enquanto Moisés mantinha as mãos erguidas aos céus o povo de Israel vencia os amalequitas, quando Moisés esmorecia, os amalequitas venciam (cf. Êx 17.8-15). O inimigo que escraviza, que destrói com as famílias e que separa os homens de DEUS é o pecado. O líder deve interceder para que os seus liderados vençam Satanás e o pecado. Devemos interceder pelas pessoas ao invés de se queixar delas (v.9). Samuel tinha todos os motivos para se queixar do povo, devido a idolatria, a rebeldia e falta de compromisso para com o SENHOR, mas o texto não registra o profeta se queixando, mas clamando em favor do povo. As pessoas já tem um Acusador, não precisam de mais um.

Dar direção para as pessoas (v.6). Samuel orientou o povo que estava sem direção. Conforme o livro de Juízes, cada um fazia o que queria (Jz 21.25). Samuel dirige o povo para andar no caminho do SENHOR. A tarefa principal do líder é dar direção para os liderados. Os liderados sem a direção do líder padecem. Verdadeiro líder não é aquele que entrega os mapas para os seus liderados. O verdadeiro líder é aquele que caminha junto com os liderados.

Permanecer com as pessoas (v.15). Samuel não somente liderou o povo, como permaneceu com eles. Samuel investiu sua vida na liderança do povo de Israel. Todos os dias da sua vida foram compartilhados com o povo de DEUS. Não há êxito na liderança espiritual porque a liderança não permanece. A mudança constante na liderança é prejudicial para ambos, os relacionamentos não serão estreitados, nunca haverá intimidade entre o líder e os liderados. O sucesso e o bem- estar dos liderados depende da continuidade da liderança.

Coloque-se à disposição de DEUS para mudar o status quo.

Não se conforme com o status quo.

Pr. Olavo Vigil

Desafios para 2019

“Não é digno de saborear o mel, aquele que se afasta da colmeia com medo das ferroadas das abelhas”. (Shakespeare)

No ano de 2019, vamos nos deparar com desafios, humanamente, intransponíveis. A vida é feita de constantes desafios. O discípulo de JESUS é chamado para transpor os desafios. Os desafios nos farão crescer, nos moverão da zona de conforto e moldarão o nosso caráter.

Os desafios são inerentes à vida do homem e da mulher de DEUS.

Como vencer os desafios de 2019?

Persevere diante dos desafios (v.40). Por que Davi encheu o seu alforje de pastor de pedras? Por que Davi escolheu cinco pedras, sendo que usou uma única pedra para derrubar o gigante? Porque se errasse ele teria outras pedras para tentar novamente. Davi estava disposto a perseverar, a insistir quantas vezes fosse necessário para vencer o gigante. Infelizmente, essa constância é que o falta na vida de algumas pessoas. Alguns desistem dos seus projetos no primeiro ou segundo mês do ano.

A vida cristã é uma jornada de perseverança. O grande pregador e avivalista, o Metodista John Wesley, sabe o que é perseverar. Leiamos este trecho extraído do seu diário: “Manhã de domingo, 5 de maio, preguei em uma igreja e me pediram para não mais voltar ali. Tarde de domingo, 5 de maio, preguei em outra igreja, diáconos me mandaram sair e ficar do lado de fora. Manhã de domingo, 12 de maio, preguei em mais uma igreja. Não posso voltar lá. Manhã de domingo, 19 de maio, estive em outra igreja e os diáconos me chamaram e solicitaram que não retornasse. Tarde de domingo, 19 de maio, preguei na rua e me chutaram. Manhã de domingo, 26 de maio, preguei em uma campina e soltaram um touro acabando com o culto e expulsando-me do local. Manhã de domingo, 2 de junho, preguei longe, na saída da cidade e fui expulso da estrada. Tarde de domingo, 2 de junho, preguei em um pasto e dez mil ouviram o meu sermão.”

Que belo testemunho de perseverança e amor ao SENHOR. Wesley tinha motivos para desanimar diante de tanta resistência. A cada passo, um obstáculo, a cada tentativa, um insucesso. Mesmo assim, perseverou até obter o êxito.

Dependa de DEUS para vencer os desafios (v.47). Golias era um guerreiro experiente, tinha quase 3 metros de altura. Equipado com lança, espada e armadura. Davi era apenas um rapaz, provavelmente, um adolescente, com um alforje de pastor e uma atiradeira. O desafio era imensamente maior que as capacidades de Davi. O pastorzinho venceu o gigante não por causa de sua capacidade, venceu Golias pelo poder de DEUS.

Corra em direção aos desafios (v.48). Davi corre em direção ao desafio. Davi faz o oposto de todos os demais líderes e combatentes israelitas. Todos estão fugindo do desafio, Davi corre para o desafio. Ele não caminha em direção ao desafio, ele corre em direção ao desafio. Os homens e mulheres de DEUS são atraídos pelos grandes desafios da vida.

Os desafios são inerentes à vida do homem e da mulher de DEUS.

Em 2019, persevere, dependa de DEUS e corra em direção aos desafios.

Pastor Olavo Vigil