“Toda a liberdade que eu estiver sem CRISTO, torna-se minha pior prisão”. (John Bunyan)
Quando um criminoso é preso ele esconde o rosto ao ser fotografado ou filmado para não ser reconhecido, por incrível que pareça, sente vergonha das suas algemas. Paulo exibe com alegria as suas algemas e não se envergonha. O apóstolo sabe muito bem os motivos que o levaram ao cárcere, por isso ele declara ser prisioneiro de JESUS e não dos romanos. As algemas para Paulo são adornos de beleza, são acessórios que demonstram o alto nível de comprometimento com SALVADOR e com a missão do SALVADOR. Diferente de suas outras doze cartas, Paulo não se apresenta como apóstolo de JESUS CRISTO, mas sim como prisioneiro de CRISTO JESUS. O apóstolo Paulo estava preso a CRISTO, você está preso a quê?
Preso ao pecado. As correntes do pecado amaldiçoam o homem fazendo sofrer as consequências eternas que começam nesta vida. Maldição da separação de DEUS (cf. Rm 3.23). Todo o homem acorrentado ao pecado está separado de DEUS. As correntes do pecado também amaldiçoam com a escravidão (cf. Jo 8.34). Aquele que peca se torna escravo do pecado. As algemas do pecado o dominam e controlam a vida do pecador. Somente a graça de JESUS CRISTO tem poder para quebrar as correntes do pecado.
Preso ao egoísmo. O altruísmo do apóstolo Paulo é surpreendente! Ele se encontra aprisionado, encarcerado, sob forte pressão e mesmo assim foca o seu olhar para as necessidades dos outros. Em nenhum momento se quer pede algo para si. Seu foco e sua agenda estão nos interesses do REINO de DEUS. Há pessoas estagnadas na mediocridade porque não conseguem enxergar além de suas necessidades imediatas. Vivem à mercê de seus caprichos. Esta carta que chega às mãos de um dos homens mais ricos e influentes de Colossos, não tem por finalidade pedir dinheiro, pedir para que use de sua influência para libertá-lo ou para compartilhar as dores e traumas da prisão. Mas para pedir que um homem fosse acolhido e reintegrado (v.17). Precisamos entender que o discipulado cristão e o egoísmo são opostos.
Preso às amarguras da vida. Paulo foi difamado e aprisionado pelos inimigos do evangelho. Estava preso por inveja. Em Jerusalém os seus compatriotas orquestraram a sua prisão e planejavam matá-lo. Não havia motivos contundentes para que Paulo fosse preso. Apesar de sua prisão indevida não encontramos nenhum resquício de amargura em sua carta. O coração de Paulo era um coração livre de feridas, cicatrizes ou traumas do passado. Há pessoas que selaram um pacto com o passado e não conseguem se desprender dos ressentimentos, das decepções e alimentam diariamente a amargura que cresce cada vez mais. No romance, O Mercador de Veneza, William Shakespeare escreveu: “Guardar ressentimentos é como tomar veneno e esperar que a outra pessoa morra”.
Preso aos vícios. Nos deparamos com notícias horríveis a respeito de mães que no desespero de salvar os seus filhos das drogas, acorrentaram-nos dentro de suas próprias casas. Quantos chefes de casa estão acorrentados pelo álcool que destrói as suas famílias. Aposentados deixam o pouco que ganham dentro de casas lotéricas e bingos por causa do vício do jogo.
Você está preso a quê? Ao pecado que o separa eternamente de DEUS? À amargura, à vaidade ou egoísmo? Em JESUS que dá a vida eterna? O prisioneiro de JESUS CRISTO é um prisioneiro voluntário. Se hoje você colocar as algemas de CRISTO experimentará a paz, a liberdade e novo propósito de vida que somente JESUS pode lhe oferecer.
Pastor Olavo Vigil
