Texto base: Samuel 9.6-10
“Quem não vive para servir, não serve para viver”. (Mahatma Gandhi)
DEUS usou um homem persistente para que Saul fosse conduzido até o profeta Samuel. O texto não informa o seu nome, a sua tribo e nem a sua genealogia. No entanto, informa que ele foi usado por DEUS para insistir que Saul fosse ao encontro do homem de DEUS. O servo de Saul é mais um de vários personagens anônimos da Bíblia que é usado para cumprir os propósitos divinos. O que aprendemos com o servo de Saul?
Devemos cumprir os propósitos de DEUS sem almejar reconhecimento. Esta personagem anônima, não é mais mencionada no decorrer do livro. O livro de 1 Samuel não faz nenhuma menção honrosa ao servo de Saul. Após Saul assumir o reinado de Israel, ele não convida aquele que o levou até o profeta Samuel para ser seu assessor, e, nem lhe oferece um lugar de destaque. Não há palavras de agradecimento. O servo apenas desaparece do cenário. Infelizmente, muitos homens e mulheres atuam na obra de DEUS em busca de reconhecimento. Quando não são reconhecidos, abandonam o que estão fazendo. O anseio por reconhecimento é uma ferrugem que corrói as engrenagens do coração. Há uma frase de Benjamin Constant, que diz: “Verifiquei que, aos homens, se devia agradecer o menos possível, porque o reconhecimento que lhes testemunhamos os convence, facilmente, de que estão a fazer demais!” Os grandes feitos de pessoas como Martin Luther King e Madre Tereza de Calcutá são reverenciados por toda a humanidade. Mas eles não realizaram esses feitos sozinhos. Servos anônimos trabalharam muito, para que os ideais deles se realizassem.
Devemos insistir com as pessoas para que busquem a DEUS. Saul apresentou motivos para não ir ao encontro do profeta. Primeiro, ele alegou que já estavam distantes e que seu pai começaria a se preocupar com eles e deixaria de se preocupar com as jumentas. Segundo, ele disse que não tinha mais recursos em seu saco de viagem para presentear o homem de DEUS. Mas o servo insistiu para que Saul entrasse na cidade em busca do profeta. Lamentavelmente, desistimos fácil das pessoas. Precisamos insistir incansavelmente para que as pessoas se voltem para DEUS. Por mais que as pessoas apresentem motivos para não se envolverem com DEUS ou com a Sua obra, devemos insistir. Assim, como um vendedor não se dá por vencido enquanto não persuadir o cliente a comprar o seu produto, devemos ter disposição maior para apresentar o evangelho. Apesar de sua condição social, o servo insistiu com Saul. Na condição de servo, ele deveria acatar a vontade de seu patrão e imediatamente voltar com ele para casa. Ele foi ousado e persuadiu o seu patrão a buscar a direção de DEUS. O mesmo fez a menina na casa de Naamã, que apesar de sua condição social, persuadiu o senhor dela a se voltar para DEUS. Certa vez alguém disse: “Grande não é o homem que se deixa persuadir pelos pensamentos da maioria, mas aquele que faz a maioria ser persuadida pelos seus”.
Devemos investir nossos recursos para levar as pessoas a DEUS. Os mantimentos do alforje se esgotaram, Saul não tinha valor algum consigo para ofertar ao profeta. O servo prontamente ofereceu o seus próprios recursos para levar Saul até o profeta. Levar as pessoas para DEUS requer investimento. Nenhum investimento é demasiado quando o objetivo é levar pessoas à DEUS. O valor de uma vida é imensurável. Ao investirmos nossos recursos demonstramos que confiamos na ação de DEUS. O servo acreditava que DEUS tinha a resposta para o anseio de Saul. O servo acreditava que DEUS resolveria a situação. Não investimos porque subestimamos o poder de DEUS. Se realmente crêssemos no poder DEUS para transformar pessoas investiríamos os nossos recursos. Ao investirmos o nosso tempo, demonstramos que confiamos na ação de DEUS. Além dos recursos financeiros, o servo investiu o seu tempo levando Saul até a cidade de Ramá para encontrar o profeta. Ele fez porque tinha convicção que a jornada não seria em vão. Para levar uma pessoa à DEUS, é necessário investir tempo. Tempo para orar por ela, para estreitar o relacionamento com ela, para compartilhar de JESUS e para discipular. Oskar Schindler, foi um empresário alemão que salvou a vida de mais de mil judeus durante o Holocausto ao empregar mulheres, crianças e idosos em sua fábrica. No final da guerra, Schindler tinha gasto toda a sua fortuna em subornos e na aquisição de produtos no mercado paralelo para ajudar os seus trabalhadores a fugir da câmara de gás nazista.
Devemos servir porque não fazemos mais que nossa obrigação. Embora o servo de Saul tenha feito muitas coisas, não fez nada além daquilo que se esperava dele. Foi para isso que ele foi enviado juntamente com Saul, por ordem de Quis, o proprietário das jumentas. Em outras palavras, ele não fez mais que sua obrigação. Tudo o que realizamos em prol do avanço da obra de DEUS, não fazemos mais do que a nossa obrigação. Não temos mérito algum em quaisquer esforços investidos no trabalho do SENHOR. Infelizmente, existem pessoas que entendem que fizeram algo extraordinário porque se esforçaram na obra do SENHOR. Mesmo que venhamos a pagar com a própria vida para a expansão do REINO de DEUS, não faremos mais do que a nossa obrigação.
Ser usado por DEUS para cumprir os Seus propósitos eternos é um privilégio imensurável. Jamais um peso ou um desgosto.
Pastor Olavo Vigil
