
Texto base: Lucas 15.11-32
“Sem um arrependimento profundo e duradouro, a vida cristã não passa de desperdício”. (Russel Shedd)
Essa é a Parábola mais conhecida da Bíblia. Somente Lucas 15 registra essa Parábola. A Parábola apresenta três personagens: O pai (vv.11-32), O filho mais novo (vv.11-24) e o filho mais velho (vv.25-32), vamos focar no filho mais novo. O filho mais novo é hedonista, procura o seu prazer a qualquer preço, ainda que custe o sofrimento dos outros. Há pessoas que agem desta maneira, ainda que custe a tristeza e sofrimento de outro, vai fazer de tudo para saciar o seu desejo. Vejamos três verdades acerca do filho mais novo:
Quer as bênçãos do Pai, mas não quer o Pai. De acordo com a Lei de Moisés o filho mais novo tinha direito a um terço da herança e o primogênito a dois terços (cf. Dt 21.17). Ainda com o pai em vida o filho mais novo pede a sua parte na herança. É muito comum os filhos repartirem a herança após a morte do pai, mas não enquanto ele vive. O filho quer a herança do pai e não quer o pai. Agimos da mesma maneira, queremos as bênçãos de DEUS, ao invés do abençoador. As pessoas procuram as igrejas em busca de conforto e consolo. Elas querem saúde, prosperidade financeira, casamento e família abençoada. Vem a procura de DEUS para se sentir melhor. Como se DEUS fosse um frasco de analgésico na prateleira. Querem somente o que DEUS tem a oferecer, não querem compromisso com ELE. Dietrich Bonhoeffer disse: “Os homens em sua angústia chegam a DEUS, imploram ajuda, felicidade, pão; que salve da dor, da culpa e da morte os seus. Assim fazem todos: cristãos e pagãos”. Queremos as bênçãos de DEUS e viver longe DELE ao mesmo tempo. O filho mais novo foi viver distante, longe da casa do pai. Muitas pessoas agem assim, não querem viver perto de DEUS, somente usufruir de Sua bênção. O que você quer: DEUS ou somente as bênçãos de DEUS? Mais importante que as bênçãos é ter o abençoador contigo.
Desperdiça a vida naquilo que não recompensa. Sua recompensa foi miséria, fome, vergonha e abandono. Este é o resultado de uma vida sem DEUS. A vida sem DEUS não compensa. A maior riqueza que recebemos de DEUS é a vida e devemos vivê-la com propósito. A primeira frase do Catecismo Curto de Westminster: “Finalidade do homem é glorificar a DEUS e regozijar nele para sempre”. O filho mais novo desperdiçou seu tempo. O texto não fala quanto tempo ele ficou fora, mas ele passou um certo tempo longe da casa do pai. Ele volta arrependido e ciente que o tempo que passou fora da casa de seu pai foi um desperdício. A vida é curta para desperdiçarmos um dia se quer longe de DEUS. Desperdiçou os seus recursos. Todos os recursos que ele recebeu do pai, ele usou sem propósito. Da mesma forma, desperdiçamos o que recebemos de DEUS. Nossa saúde, nosso dinheiro e bens investidos naquilo que não glorifica a DEUS é desperdício. Ele também desperdiçou a sua alma. O porco é considerado um animal imundo para os judeus. Na parábola, o porco simboliza o pecado. Ele chegou no fundo do poço – “estava a atolado no pecado”, “ele perdeu a alma”. Charles Swindoll: “A vida é como uma moeda. Você pode gastá-lo de qualquer maneira que você quiser, mas você só gasta uma vez”.
A vida não é a respeito de ti, mas de DEUS. A parábola não é sobre o filho pródigo é sobre o Pai que tinha dois filhos. A parábola deveria se chamar “A Parábola do Pai”. O que a parábola ensina é que a vida diz respeito ao que DEUS quer fazer na minha vida e através dela. Não é o que eu penso e quero da minha vida, mas o que DEUS deseja da minha vida. A parábola dá maior ênfase no Pai amoroso que nos filhos pecadores. DEUS é o centro de tudo. O texto fala de dois filhos hedonistas e egoístas, que acham que o pai tem que satisfazer todos os desejos deles. Nenhum dos filhos se satisfazem no pai, mas nas coisas do pai. Os dois filhos são auto suficientes, acham que poderão viver sem o pai. Agimos da mesma maneira, achamos que podemos viver sem DEUS. Achamos que devemos ser o centro de tudo e que DEUS deve satisfazer os nossos desejos. A vida não é a respeito de você, mas a respeito de DEUS. Por isso, pare de lutar contra vontade de DEUS e renda-se a ELE.
Reconheça que depende do PAI. Ele reconheceu que na casa do pai ele seria suprido de todas as suas necessidades. Volte para a comunhão com o Pai. Ele não quer mais passar um dia longe da presença de seu pai. Reconheça que não é merecedor do amor do pai. Não há nada que nos torne dignos do amor de DEUS. Não somos merecedores do amor de DEUS, mas ELE nos ama incondicionalmente.
