
Texto base: Êxodo 14.10-31
“A incredulidade não dá um passo sem explicações prévias. A fé não interroga, nem calcula, simplesmente confia”. (George Muller)
Assim como a fé é uma semente que cresce no coração daquele que crê, a incredulidade também é uma semente que cultivada e regada crescerá e dará frutos; decepção e morte. Por incrível que pareça, a incredulidade também pode ser cultivada. O incrédulo colherá os frutos de sua semeadura. A incredulidade resulta em decepção e morte. Vejamos os frutos da incredulidade:
Estagnação (v.9). Os israelitas permaneceram estagnados entre o Mar Vermelho e os exércitos do Faraó. Os israelitas deviam continuar a marchar; essa foi a ordem de DEUS (cf. Êx 14.15). Semelhantemente, DEUS ordena à sua igreja que avance e alargue as fronteiras. DEUS não nos deu ordem para permanecermos parados e estagnados. Devemos parar de apresentar desculpas para não avançar. Infelizmente, igrejas e instituições paraeclesiásticas estão estagnadas por causa da incredulidade. Avancemos ou morreremos.
Medo (v.10). O sentimento de medo contagiou o coração dos filhos de Israel ao se depararem com os exércitos de Faraó. O texto diz que eles ficaram “aterrorizados”. Eles ficaram amedrontados, apavorados, assombrados, assustados, atemorizados e pávidos. O coração deles encheu-se de medo. Noutra feita, o povo deixou-se intimidar pelo gigante Golias (cf. 1Sm 17.11). Durante quarenta dias o gigante impôs medo ao coração dos exércitos de Saul (cf. 1 Sm 17.16). Consideremos as consequências do medo:
O medo paralisa. Os israelitas ficaram paralisados diante dos exércitos de Faraó. Ao invés de seguirem em frente eles permaneceram no mesmo lugar. O mesmo aconteceu com eles diante do gigante filisteu, permaneceram quarenta dias estagnados por causa do medo. Infelizmente, não avançamos devido o medo do insucesso e do fracasso. Permanecemos inertes para não corrermos riscos. William Shakespeare escreveu: “Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o que, com frequência, poderíamos ganhar, por simples medo de arriscar”.
O medo aprisiona. Por causa do medo os israelitas ficaram aprisionados entre o Mar Vermelho e os exércitos do Faraó. Infelizmente, muitos são reféns do medo e por isso não conquistaram nada em suas vidas. O medo é uma corrente que nos impede de avançar em busca dos nossos sonhos. O medo é uma limitação que nos impede de viver plenamente. Qual semente você cultiva? A semente do medo ou da fé? Não deixe o medo dominá-lo. Não tenha medo, tenha fé!
Murmuração (v.11). Ao verem que os exércitos de Faraó se aproximavam os israelitas começaram a murmurar. Queixaram-se para Moisés, responsabilizaram o servo de DEUS por tê-los tirado do Egito. O coração incrédulo é um coração murmurador. Conforme o Salmo 22.3, DEUS habita em meio aos louvores. Satanás, provavelmente, habita em meio às murmurações. Há pessoas que vivem se queixando da vida e dos outros. Nunca estão contentes, sempre encontram motivos para reclamar. Durante a peregrinação pelo deserto o povo de Israel, sempre encontrou motivos para reclamar. O que aprendemos sobre a murmuração?
A murmuração é contagiante. Os líderes de Israel contaminaram o povo com a sua murmuração. Há pessoas que se deixam contaminar pela murmuração.
A murmuração é fruto de um coração amargo. Devido a todas as tristezas vividas ao longo de 430 anos (cf. Êx 12.40, At 7.6, Gl 3.17), pelos israelitas, eles se tornaram amargos. Ao invés de serem gratos pelo que DEUS estava fazendo, eles estavam reclamando.
Acomodação (v.12). Observe bem o texto: “Deixe-nos em paz!”. Em outras palavras: “deixe-nos está bom assim”. O povo preferiu permanecer acomodado ao invés de lutar pela sua liberdade. Preferiram se submeter à chibata do seu feitor a se esforçar para serem livres. Para o acomodado tudo é pesado e difícil demais. Vejamos as cinco marcas do acomodado:
Sem ambição. Não possui um forte desejo de alcançar um patamar maior, de galgar degraus na vida. Não há um desejo de expandir a sua influência cristã. O poeta e cronista brasileiro, Carlos Drummond de Andrade, escreveu: “Necessitamos sempre de ambicionar alguma coisa que, alcançada, não nos torna sem ambição”.
Sem propósito. O acomodado não possui propósito, um objetivo claro, uma meta ou um alvo para atingir. Como não há um propósito, o lugar ou ambiente que ele se encontra está ótimo. O ensaísta escocês, Thomas Carlyle, escreveu: “Um homem sem propósito é como um navio sem leme”. Em outras palavras; o acomodado é uma pessoa à deriva, sem rumo e sem direção, afinal de contas, não possui um propósito.
Conformista. Totalmente condicionado e conformado com a situação. Mesmo que a situação seja negativa, ele permanece conformado.
Raquítico. O conformado não cresce e não se desenvolve por que não aceita novos desafios. A ausência de desafios é a estagnação de um indivíduo ou de uma instituição.
Inseguro. Como dissemos antes, o acomodado tem medo de arriscar e fracassar, por isso nunca avança.
Cegueira (v.19). O texto diz que uma coluna guiava o povo. Se a coluna saiu da frente deles é porque ela estava na primeira fileira, qual o propósito de ela estar à frente do povo? O propósito era guiá-los. Os israelitas foram tomados por uma cegueira espiritual e pararam de enxergar o agir de DEUS. A incredulidade resulta em cegueira espiritual. Infelizmente, muitos sofrem com a cegueira espiritual e perdem a visão de DEUS para a sua vida e para a sua igreja. A cegueira espiritual faz desperdiçar as oportunidades oferecidas por DEUS. Segundo Jonh Maxwell, “oportunidades aparecem todos os dias o problema é a falta de visão”.
Você precisa decidir: Qual semente cultivará? A semente da incredulidade ou a semente da fé?
Pastor Olavo Vigil
