Um antropólogo fez uma brincadeira com as crianças de uma tribo africana. Ele
colocou um cesto cheio de frutas junto a uma árvore e disse para as crianças
que o primeira que chegasse na árvore ganharia todas as frutas. Dado o sinal
todas as crianças saíram ao mesmo tempo… e de mãos dadas! Então se sentaram
juntas para aproveitar a recompensa. Quando o antropólogo perguntou por que
eles haviam agido desta forma sabendo que um entre eles poderia ter todos os
frutos para si, eles responderam: “Ubuntu, como um de nós pode ser feliz se
todos os outros estiverem tristes?” UBUNTU na cultura Xhosa significa: “Eu sou
porque nós somos”.
Já se discutiu bastante no mundo sobre o Socialismo, Comunismo, Democracia e
outros “ismos”. Todos têm seus méritos, porém o mais desastrado é o
Capitalismo, que acha seu berço esplêndido na Democracia. À parte o lado bom
do Capitalismo, qual seja, a livre iniciativa, ele tem a banda podre, que é o
estímulo ao consumo exagerado que gera o desperdício num mundo onde falta
tudo para alguns e o que se produz não chega para todos.
Todos nos lembramos da multiplicação de pães e peixes que aconteceu no
tempo do ministério terreno de Jesus. Ao final de tudo ele deu uma ordem:
“Ajuntem tudo e guardem, para que nada se perca”. Ora, aparentemente foi tão
fácil multiplicar pães e peixes, qual a razão de aproveitar sobras? Jesus dá uma
lição preciosa sobre os limites do consumo, seja de que espécie for. Estudando
sobre a Igreja encontramos uma das descrições de Igreja mais profundo: ela é
um “corpo” e que os crentes são seus membros. Cremos que falta à Igreja uma
cultura que lhe modifique de tal maneira que ela possa um dia dizer: “Eu sou
porque nós somos”. Isso cabe muito bem dentro dos princípios da Igreja como
corpo e no Será que um dia o “mundo Cristão” dará uma lição de união, tal qual
aquelas crianças africanas? Isso é um sonho lindo e realizável! Ou um pedaço
do céu na Terra.
Pr. Ladislau
