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Transformando a crise em triunfo

Texto base: Gênesis 26.1-25

Sem crise não há desafios; sem desafios, a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crise não há mérito. É na crise que se aflora o melhor de cada um”. (Albert Einstein)

Diante da crise há dois tipos de pergunta, elas demonstram um coração incrédulo ou um coração cheio de fé. A incredulidade pergunta: “Como posso sair dessa situação?”. A fé pergunta: “O que posso aprender com essa situação?”. Pessoas de fé crescem nas situações mais severas e saem delas mais fortalecidos e equipados para enfrentarem adversidades ainda maiores. Para as pessoas de fé a crise é mais que um perigo, é uma oportunidade. Para Isaque, filho de Abraão e Sara, o segundo da linhagem dos patriarcas do povo hebreu, a crise não foi o coveiro dos seus sonhos, mas a porta parao agir sobrenatural de DEUS em sua vida. A crise é tempo da intervenção sobrenatural de DEUS. Transforme a crise em triunfo. Como transformar a crise em triunfo?

Busque e obedeça a direção de DEUS (v.3). A fome assolava a terra. Junto com a fome vinha a doença, a morte, o desespero, a angústia, a incerteza acerca do amanhã. Isaque precisava tomar uma decisão. Descer para o Egito, um lugar próspero onde havia alimento em abundância para sua família? Ou permanecer em Gerar onde teria que lidar com o longo período de fome? Uma decisão difícil com desfechos diferentes. Isaque tomou uma decisão fundamentada na orientação de DEUS. Humanamente falando, a melhor decisão seria descer para o Egito; Isaque obedeceu a DEUS e permaneceu em Gerar. A melhor decisão é a que tomamos orientados por DEUS. A melhor decisão é obedecer a vontade de DEUS, ainda que não vejamos os resultados da resolução. Semelhantemente, enfrentamos um tempo de desemprego, de contenção drástica de despesas e de recessão. Para triunfarmos na crise, devemos evitar os atalhos e obedecer à vontade de DEUS. Certa vez, conversava com um senhor de mais de 80 anos, que aguardava a sua consulta no Hospital Banco de Olhos de Porto Alegre. Ele me contou ser daltônico e que havia tirado a carteira de motorista assim que completou a maior idade, e dirigia por toda parte. Eu estava curioso para saber como ele conseguia passar nos sinais luminosos do trânsito. Explicou-me que, para atravessar nos cruzamentos com semáforos, baseava-se nos outros motoristas, ou na posição dos brilhos dos faróis. Pensei comigo: Assim como este senhor, quantos têm a sua vida dirigida pelos outros ou pelas circunstâncias ao seu redor? O homem não pode dirigir a própria vida baseando-se em meras informações dos outros homens e pelo que acontece a sua volta. Infelizmente há muitos daltônicos espirituais.

A presença de DEUS faz a diferença (v.3). O que faz a diferença não é o lugar, mas a presença de DEUS.Gerar não era um lugar ideal para Isaque permanecer com a sua família, devido à hostilidade dos filisteus e a fome que assolava a terra.O Egito seria um lugar melhor devido a abundância de alimentos, mas não teria a aprovação de DEUS. A presença de DEUS fez com que Isaque fosse vitorioso numa terra hostil. Após o episódio do bezerro de ouro no deserto, DEUS puniu o povo afastando-o da Sua presença. Moisés faz a seguinte oração: “Então Moisés lhe declarou: Se não fores conosco, não nos envie”. (Êx 33.15). Moisés sabia que seria impossível chegar à Terra Prometida sem a bênção do SENHOR e que a Terra Prometida com todas as suas riquezas, se tornaria irrelevante sem a presença de DEUS. Vivemos em busca dos melhores lugares e dos melhores métodos, ao invés desejarmos a presença de DEUS. Certa vez, alguém disse: “A causa da nossa vitória não é a ausência de problemas, mas a presença de DEUS nos garantindo a vitória”.

Creia nas promessas invisíveis de DEUS (v. 3-6). Isaque tirou os olhos das circunstâncias e pôs nas promessas. DEUS fez três promessas para Isaque:

A Sua presença (v.3). “Eu estarei com você”. O cenário era terrível: fome e hostilidade. Isaque se ente encorajado a permanecer por causa da promessa de DEUS. Não foram as capacidades de Isaque que o fizeram prosperar numa terra inóspita, foi a presença de DEUS.

A Sua bênção (v.3). “E o abençoarei”. DEUS prometeu abençoar Isaque numa terra seca e infértil. A vitória de Isaque não estava condicionada ao lugar, mas à boa mão de DEUS. O rei dos filisteus reconheceu que Isaque era homem abençoado por DEUS.

A multiplicação (v.3).“A você e a seus descendentes”. DEUS prometeu muitos descendentes para Isaque. DEUS prometeu através de Isaque fazer um povo forte. Isaque também multiplicou as plantações e colheitas em Gerar. Não deixe a ansiedade estrangulá-lo. Não deixe as circunstâncias adversas guiarem o teu coração. Confie nas promessas de DEUS. George Douglas Watson disse: “Um empecilho à fé é olhar para as circunstâncias e não para as promessas imutáveis de DEUS”.

Abandone os modelos de fracasso (v.7). Mais de um século antes, Abraão havia descido para o Egito para escapar da fome (Gn 12.10). Era costume dos reis e nobres daquela época, quando se interessavam por uma mulher casada, matar o marido para se casar com a viúva.Os homens faziam isso porque desde aquele tempo o adultério não era permitido. Para salvar a propria vida, Abraão mentiu que Sara era sua irmã (Gn 12.11-12). Com medo de morrer, Isaque fez o mesmo. Semelhantemente a Isaque, imitamos os modelos de fracassos. Criticamos, veementemente, e afirmamos que faríamos diferente, mas quando temos a oportunidade de fazê-lo, repetimos as mesmas atitudes. Muitos filhos se queixam dos seus pais, da infidelidade conjugal, da desorganização financeira e da ausência de testemunho cristão, mas ao longo da vida repetem os mesmos erros. Certa vez, conversava com um jovem casal, que celebravam seu primeiro ano de matrimônio, bodas de papel. Eles afirmaram que estavam decididos a não repetir o modelo de fracasso dos seus pais. A jovem senhora narrou que, devido o descontrole financeiro da mãe dela, já no décimo dia do mês não tinham mais dinheiro e nem mantimentos em casa. O rapaz contou que cresceu numa pequena cidade do interior, onde todos os moradores se conheciam, que ele e suas irmãs tinham vergonha da vizinhança, por causa dos romances extraconjugais do seu pai e da frequência com que ele visitava o bordel da pequena cidade. Pasme! No quarto ano de casamento, esse mesmo casal, que afirmou que não repetiria os mesmos erros de seus pais, se divorciou. Quais foram os motivos? Os mesmos erros cometidos pelos seus pais. Uma extinta banda de música, da década de 90, chamada Tigres de Bengala, cantou: “E se o mundo dá tanta volta, não há tempo de olhar pra trás, repetindo os velhos erros dos nossos pais”.Devemos abandonar os modelos de fracassos ou continuaremos obtendo os mesmo resultados.

Trabalhe para obter os resultados esperados (v.12). “Colheu a cem por um, porque o Senhor o abençoou”. O texto diz que Isaque teve uma colheita exponencial e que DEUS o abençoou muito. Não devemos ignorar que Isaque trabalhou na terra para ter a colheita. DEUS abençoou o trabalho das mãos de Isaque. Muitos querem as bênçãos de DEUS, mas não querem trabalhar para obter o sucesso no seu empreendimento, seja no casamento, no ministério ou nos negócios. Seja qual for o cenário, nosso compromisso é trabalhar. Jamais obteremos resultados sem trabalho. DEUS abençoará o trabalho das nossas mãos. O texto diz que Isaque semeou. Semear é trabalhar. Semeie no teu casamento, na vida dos teus filhos, no teu trabalho e no teu ministério.

Persevere ao invés de ser vítima (v.15-18). Isaque foi expulso da terra e os seus poços foram entulhados de terra. Ao invés de se lamentar, ele reabriu os poços. Isaque tinha todos os motivos para desistir. Ao invés de desistir, ele perseverou. Isaque foi incansável, os filisteus entulhavam os poços ele os reabria.

Aquele que faz o que é errado não cansa de fazê-lo, mas quem faz o certo se cansa facilmente. A perseverança é uma virtude da vida cristã. É a capacidade de se manter firme diante dos desafios. Um menino, parcialmente surdo, retornou um dia da escola trazendo uma nota dos diretores. A mensagem sugeria aos pais que o retirassem da escola porque ele era “muito estúpido para aprender alguma coisa”. A mãe, ao ler a nota, disse: “Meu filho Tom não é estúpido e incapaz de aprender. Eu mesma o ensinarei.” E foi isso que, ela fez. Quando Thomas Edison morreu, muitos anos mais tarde, todas as pessoas dos Estados Unidos lhe reverenciaram, desligando as luzes do país por um minuto. Este Tom inventou a lâmpada elétrica e não apenas isto, mas também o filme cinematográfico e o toca-discos. Ao todo ele teve a seu crédito, mais de mil patentes. De semelhante modo, sua perseverança poderá mudar não apenas a sua vida, mas o mundo ao seu redor. Seja qual for a dificuldade que esteja enfrentando, não se comporte como vítima, persevere para vencê-la. Pare de lamentar pelo seu casamento, pela sua família, pelo filho distante do Evangelho ou por qualquer outra coisa, seja qual for, persevere para vencê-la. Samuel Johnson escreveu: “Os grandes feitos são conseguidos não pela força, mas pela perseverança”.

Transforme o cenário a sua volta (v.12). Como dissemos antes, o cenário era terrível: fome e hostilidade. Isaque não se conformou com a situação, ele trabalhou para mudar o cenário. Isaque não foi transformado pelo ambiente, ele transformou o ambiente. Ele semeou na terra e reabriu os poços. Infelizmente, nos condicionamos e permanecemos passivos diante das dificuldades à nossa volta. Se desejamos ver as mudanças ao nosso redor precisamos trabalhar para que elas aconteçam. Foi para mudar o cenário à nossa volta que DEUS nos chamou, não para assistir passivamente as coisas acontecerem ou continuarem como estão. Não se condicione ao cenário à sua volta, trabalhe para transformá-lo. Trabalhe para transformar o teu casamento, para transformar a tua família, para alcançar o coração do filho incrédulo e para realizar os teus sonhos.

Trabalhe para o bem das futuras gerações (v.18). Abraão, cerca de cem anos atrás, abriu poços naquela terra. No oriente, quem cavava um poço era considerado um benfeitor público. Isaque foi beneficiado pelos poços que seu pai abriu. Uma geração anterior trabalhou para o bem de outra geração. Infelizmente, quando pensamos construir algo, focamos somente na nossa geração. Pensamos somente em nosso bem-estar e nas nossas conquistas. Os verdadeiros líderes trabalham para construir um legado. Vivemos a geração mais egoísta de todos os tempos. Uma geração que vive somente para si, que não consegue vislumbrar o futuro das próximas gerações. Vivemos uma carência de líderes como Martinho Lutero, Nelson Mandella, Martin Luther King Jr. e Kate Sheppard. Por causa de Lutero, podemos ler e manusear a Bíblia, por causa de Mandella a segregação racial teve o seu fim na África do Sul, por causa de Martin Luther King Jr. os afro-americanos tiverem seus direitos civis legitimados e por causa de Kate Sheppard, as mulheres votam e concorrem às eleições municipais, estaduais e federal. Esses líderes não trabalharam para eles e muito menos usufruíram de suas conquistas, mas deixaram um legado para as futuras gerações. Quando pensamos no crescimento e no avanço da igreja, devemos planejar a igreja para alcançar a próxima geração.

Testemunhe do poder do SENHOR (v.25). Era uma prática dos patriarcas edificarem um altar para adoração ao SENHOR em cada novo lugar que eles acampassem. O Egito foi o único lugar que o altar de culto ao SENHOR não foi edificado quando Abraão desceu para essa terra para fugir da fome (Gn 12.10-20). As consequências foram as piores, ele quase foi morto, foi expulso da terra e levou com ele a escrava Haggar, que no futuro lhe deu sérios problemas. Isaque construiu um altar a DEUS e testemunhou para todos do poder e da graça de DEUS. É no momento de crise que devemos testemunhar do poder de DEUS. O culto a DEUS deve ser ultracircunstancial. Sejam nos momentos bons ou maus, devemos cultuar a DEUS. Precisamos restaurar o altar de DEUS em nossa vida, o culto e o testemunho do poder do SENHOR devem ser prioridade em nossa vida. O pastor Irland Pereira de Azevedo disse: “O culto começa no dia que nos convertemos”. O culto e a fé são o combustível para triunfar na crise.

A crise é tempo da intervenção sobrenatural de DEUS. Você precisa decidir: fazer da crise o coveiro dos seus sonhos ou uma oportunidade para o seu crescimento. Qual será a sua decisão?

Pastor Olavo Vigil

Vítima ou protagonista?

Texto base: Daniel 1

Seja protagonista da sua vida e não plateia da vida dos outros”. (Desconhecido)

O mundo é cheio de pessoas de todo o tipo. Muitas pessoas são protagonistas da própria vida, enquanto outras, infelizmente, sempre se comportam como vítimas. Aquelas que se sentem vítimas nunca se responsabilizam por seus fracassos. Ora responsabilizam os outros ora as circunstâncias pelo insucesso delas. Preferem o caminho da autocomiseração e sustentam uma postura sofredora como se carregassem o peso do mundo nas costas. Para elas, os outros ou as circunstâncias sempre serão os culpados pelo fracasso que bate à porta no casamento, na família, nos negócios ou no ministério. É certo que cada um é o responsável pela própria vida. Então, pare de ser vítima e seja protagonista da sua vida como Daniel bem nos ensina.

Daniel, apesar das tragédias sofridas, não se comportou como vítima, mas foi protagonista de sua história, ensinando por meio do exemplo, a sermos, nós, também, protagonistas da nossa vida. Daniel foi deportado em 605 a.C., no quarto ano do reinado de Jeoaquim, filho de Josias, rei de Judá, no primeiro grupo levado para o cativeiro na Babilônia. O rei Jeoaquim confiou que o rei do Egito faria guerra contra a Babilônia, então, parou de pagar os tributos. Entretanto, o rei do Egito não foi para o combate contra os persas e Nabucodonosor invadiu Judá, matou o rei Jeoaquim e entronizou Joaquim, antes chamado de Jeconias, filho do rei assassinado, como rei vassalo. Segundo o historiador Flávio Josefo, foram levados cativos dez mil e oitocentos e trinta e dois judeus, entre eles, jovens e profissionais do mais alto gabarito. Dentre eles, estava Daniel que chegou a servir a seis governadores babilônios e três persas. Durante os governos de Nabucodonosor, Belsazar e Dario I ele foi o primeiro ministro, contudo, a história dele foi de perdas significativas:

Perdeu a família (v.3). Arrancaram Daniel à força do seio de sua família, e é bem possível que ela tenha sido assassinada. Descendente da família real ou da alta nobreza, tendo nascido em Jerusalém, em 623 a.C.,aproximadamente durante o reinado de Josias e no início do ministério profético de Jeremias, sua condição de nobreza não evitou que ele perdesse a família.

Perdeu a nacionalidade (v.4). Durante três anos ele foi instruído no aramaico. O hebraico deixou de ser a sua língua, apagaram sua pátria e cultura ou, pelo menos, tentaram apagar. Ele foi transformado num escravo do rei da Babilônia, deixando de ser judeu.

Perdeu a identidade (v.7). Seu nome foi trocado de Daniel, que significa “DEUS é meu Juiz”, para “Beltessazar” que significa “Príncipe de Bel”.

Perdeu a religião. Os tesouros da Casa de DEUS foram roubados. Os vasos e os jarros sagrados do templo passaram a ser usados em orgias na Babilônia. O templo foi incendiado.Ele ficou semo altar, sem a Torá, semos sacerdotes e sem os rituais do culto judaico.

Apesar de tudo que sofreu, Daniel não se posicionou como vítima, mas se tornou protagonista da sua história. Daniel nos ensina sobre quatro atitudes de um protagonista:

Supere o seu passado (v.2, 6). Daniel não ficou na Babilônia por vontade própria. Daniel foi levado para a Babilônia à força. Ele nada fez de errado para estar preso na Babilônia. Contudo, não encontramos nenhuma queixa de Daniel sobre isso. Ele não reclama dizendo que a culpa não foi dele, mas do rei Jeoaquim que se rebelou contra Nabucodonosor. Ele não se levanta contra DEUS, dizendo que nunca adorou falsos deuses e nem corrompeu o direito do pobre. Não sabemos nada acerca do passado de Daniel. Não sabemos quem eram os seus pais e qual foi a profissão deles. Não sabemos como foi a sua infância. Daniel rompeu com o passado para viver o futuro. Há pessoas que não conseguem viver nem o presente e nem o futuro porque estão presas no passado. Estão presas nos traumas, nas injustiças sofridas e nos ferimentos do passado. Enquanto estiverem presas aos traumas do passado, se comportando como vítimas, elas nunca conseguirão ser protagonistas da própria vida porque elas não aprenderam que “JESUS cura o nosso passado para fazer parte do nosso presente”.

Exerça a sua fé (v.8-9). Muitos interpretam o versículo 8, afirmando que Daniel não comeu do mesmo alimento de Nabucodonosor porque as iguarias oferecidas no banquete eram consagradas aos deuses pagãos. Com certeza, a pecuária e a agricultura da Babilônia eram consagradas aos deuses pagãos. Os cultos em busca de fertilidade paras os animais e para as plantações eram realizados com pessoas embriagadas e em orgias sexuais. Nesse contexto, Daniel pediu permissão para se alimentar somente de vegetais, e que fosse experimentado nessa dieta por dez dias. Caso os jovens que se alimentassem de vegetais não estivessem em condições mais saudáveis do que aqueles que se alimentavam da mesa do rei, poderiam fazer com Daniel e os seus companheiros o que achassem melhor. Surpreendentemente, dez dias depois, Daniel e seus amigos estavam mais saudáveis e mais fortes que todos os demais. Dois possíveis motivos fizeram Daniel tomar a decisão de não comer da mesma comida do rei: 1- As carnes eram impróprias para o consumo de judeus pela proibição legal, como é o caso do porco, e 2- Comer à mesa do rei significava ter intimidade e concordância com ele. Daniel exerceu a sua fé quando desafiou Aspenaz, chefe dos oficiais, a deixá-lo se alimentar somente de vegetais por dez dias. Os demais não tiveram a mesma fé de Daniel, não ousaram desafiar o chefe dos oficiais. Por isso, DEUS abençoou Daniel de tal maneira que dez dias depois ele e os amigos estavam mais saudáveis e mais fortes do que os outros. De que adianta afirmarmos que temos fé se no dia da luta nos acovardamos e recuamos? É nos desafios experimentados que exercitamos a nossa fé. Não seja vítima das circunstâncias, exerça a sua fé e seja protagonista da sua história, é o que nos ensina Daniel.

Influencie ao invés de ser influenciado (v.19). Daniel foi deportado para a Babilônia para ser mais um escravo. Daniel foi batizado com outro nome, passou a falar outro idioma e foi treinado durante três anos para servir na corte real. Eles mergulharam Daniel numa cultura pagã, mas não conseguiram influenciá-lo. Na corte de Nabucodonosor havia astrólogos, encantadores, magos e feiticeiros, mas a influência de Daniel não só suprimiu os conselhos desses supostos sábios como também serviu para poupá-los da morte iminente. Apesar de a Babilônia mudar o nome dele e o seu idioma, ela não conseguiu influenciá-lo, mas ele influenciou grandemente a Babilônia, a ponto de serem publicados decretos em honra ao SENHOR. A palavra de Daniel exerceu mais influência sobre os reis da Babilônia do que os próprios pagãos. Daniel ao invés de se comportar como vítima, se posicionou como um agente influenciador num mundo pagão. Há pessoas que se queixam da família, do ambiente de trabalho e da cidade em que vivem, mas não fazem nada para promover mudanças de valor. Lamentavelmente, elas estão se moldando ao mundo ao invés de transformá-lo. O recado de Daniel é claro: Não se comportem como vítimas, mas influenciem as pessoas ao seu redor (Rm 12.2)

Prevaleça em tempos difíceis (v.21). Daniel ficou no palácio real até o ano em que o rei Ciro começou a governar a Babilônia. Ele sempre foi respeitado, por diferentes governantes, por sua sabedoria. Não existem registros da data e circunstância de sua morte. Possivelmente, tenha morrido em Susã, com oitenta e cinco anos, onde existe uma provável tumba onde estaria seu corpo, num lugar conhecido como ‘Shush-Daniel’. Daniel atravessou dias difíceis durante o reinado de quatro poderosos reis e conquistadores, de três nacionalidades e dinastias diferentes. Eles subiram ao trono e o deixaram. Reis foram levantados e caíram. Mas Daniel permaneceu. A Babilônia caiu, mas Daniel permaneceu em pé. Daniel foi maior que a Babilônia. Ele sobreviveu a vários atentados contra a sua vida: Ameaça de morte, caso não interpretasse um sonho (2), e foi jogado na cova de leões famintos para que fosse devorado (6). Da mesma forma, os amigos de Daniel foram salvos de dentro da fornalha ardente (3). Tudo e todos caíram, menos Daniel. A sociedade clama por homens e mulheres de DEUS, que assim como Daniel, prevaleçam em tempos difíceis. Daniel não foi vítima e muito menos figurante durante os impérios que se sucediam, ele foi protagonista da própria história. Em DEUS, somente em DEUS é possível permanecer em pé diante das mais severas adversidades. Daniel se manteve prostrado diante de DEUS e de pé diante dos homens. Certa vez, alguém disse: “Quem fica de joelhos diante de Deus, permanece de pé diante de qualquer circunstância”.

Seja protagonista da sua história. A questão não é o que aconteceu, mas o que fará com o que aconteceu na sua vida. Tome uma decisão: ser vítima ou ser protagonista? Daniel foi protagonista da própria história porque fez de DEUS o centro da vida dele. Somente com JESUS você será protagonista da tua vida.

Pastor Olavo Vigil