Você está preso a quê?

Toda a liberdade que eu estiver sem CRISTO, torna-se minha pior prisão”. (John Bunyan)

Quando um criminoso é preso ele esconde o rosto ao ser fotografado ou filmado para não ser reconhecido, por incrível que pareça, sente vergonha das suas algemas. Paulo exibe com alegria as suas algemas e não se envergonha. O apóstolo sabe muito bem os motivos que o levaram ao cárcere, por isso ele declara ser prisioneiro de JESUS e não dos romanos.  As algemas para Paulo são adornos de beleza, são acessórios que demonstram o alto nível de comprometimento com SALVADOR e com a missão do SALVADOR. Diferente de suas outras doze cartas, Paulo não se apresenta como apóstolo de JESUS CRISTO, mas sim como prisioneiro de CRISTO JESUS. O apóstolo Paulo estava preso a CRISTO, você está preso a quê?

Preso ao pecado. As correntes do pecado amaldiçoam o homem fazendo sofrer as consequências eternas que começam nesta vida. Maldição da separação de DEUS (cf. Rm 3.23). Todo o homem acorrentado ao pecado está separado de DEUS. As correntes do pecado também amaldiçoam com a escravidão (cf. Jo 8.34). Aquele que peca se torna escravo do pecado. As algemas do pecado o dominam e controlam a vida do pecador. Somente a graça de JESUS CRISTO tem poder para quebrar as correntes do pecado.

Preso ao egoísmo. O altruísmo do apóstolo Paulo é surpreendente! Ele se encontra aprisionado, encarcerado, sob forte pressão e mesmo assim foca o seu olhar para as necessidades dos outros. Em nenhum momento se quer pede algo para si.  Seu foco e sua agenda estão nos interesses do REINO de DEUS. Há pessoas estagnadas na mediocridade porque não conseguem enxergar além de suas necessidades imediatas.  Vivem à mercê de seus caprichos. Esta carta que chega às mãos de um dos homens mais ricos e influentes de Colossos, não tem por finalidade pedir dinheiro, pedir para que use de sua influência para libertá-lo ou para compartilhar as dores e traumas da prisão.  Mas para pedir que um homem fosse acolhido e reintegrado (v.17).  Precisamos entender que o discipulado cristão e o egoísmo são opostos.

Preso às amarguras da vida. Paulo foi difamado e aprisionado pelos inimigos do evangelho. Estava preso por inveja. Em Jerusalém os seus compatriotas orquestraram a sua prisão e planejavam matá-lo.  Não havia motivos contundentes para que Paulo fosse preso.  Apesar de sua prisão indevida não encontramos nenhum resquício de amargura em sua carta.  O coração de Paulo era um coração livre de feridas, cicatrizes ou traumas do passado.  Há pessoas que selaram um pacto com o passado e não conseguem se desprender dos ressentimentos, das decepções e alimentam diariamente a amargura que cresce cada vez mais.  No romance, O Mercador de Veneza, William Shakespeare escreveu: “Guardar ressentimentos é como tomar veneno e esperar que a outra pessoa morra”.

Preso aos vícios. Nos deparamos com notícias horríveis a respeito de mães que no desespero de salvar os seus filhos das drogas, acorrentaram-nos dentro de suas próprias casas. Quantos chefes de casa estão acorrentados pelo álcool que destrói as suas famílias. Aposentados deixam o pouco que ganham dentro de casas lotéricas e bingos por causa do vício do jogo.

Você está preso a quê? Ao pecado que o separa eternamente de DEUS? À amargura, à vaidade ou egoísmo? Em JESUS que dá a vida eterna? O prisioneiro de JESUS CRISTO é um prisioneiro voluntário. Se hoje você colocar as algemas de CRISTO experimentará a paz, a liberdade e novo propósito de vida que somente JESUS pode lhe oferecer.

Pastor Olavo Vigil

Motivação

João 16:33

    Há momentos na vida, no ministério cristão, no trabalho, nos estudos, na família, no casamento e nos projetos pessoais em que somos bombardeados por uma vontade incrível de desistir de tudo, de sumir e até mesmo de morrer.

    Em meio às aflições e o desencorajamento, precisamos conhecer um pouco sobre a motivação e os seus componentes. JESUS foi quem primeiro ensinou sobre motivação. ELE nunca estudou psicologia, mas como psicólogo por excelência, conhece por completo, nossas emoções, sentimentos e intenções. Seu olhar clínico é capaz de desvendar os segredos do coração, dando solução para todas as angústias e pavores da alma.

    Momentos antes da Sua crucificação, JESUS dirigiu-se aos discípulos com a voz forte e segura: “daqui alguns dias estarei partindo, vocês ficarão sozinhos e cheios de problemas” – (grifo do autor). JESUS os adverte, mas, ao mesmo tempo, procura entusiasmá-los com palavras de fé e coragem. Na verdade JESUS estava dizendo: “vocês estão cheios de motivos”.

    Vejamos, que riqueza de ensino encontramos no sentido dos verbos contidos no discurso de JESUS:

    JESUS previu nossas aflições. “Terão aflições”. Que no mundo enfrentaríamos perseguições, lutas, problemas, desafios, crises, doenças e etc. JESUS estava preparando seus seguidores para esses momentos difíceis, afirmando que a vida e o ministério cristão consistiria num ato de fé, de coragem, de abnegação e amor ao SENHOR em meio as aflições. Portanto, não precisamos nos atemorizar com os problemas que nos afligem, mas estejamos conscientes de que tudo que enfrentamos já estava predito por JESUS antes de Sua crucificação. Em meio as aflições temos a paz de JESUS: “Eu lhes disse estas coisas para que em mim vocês tenham paz”.

    JESUS ordenou a motivação. “Tenham ânimo”. O verbo está no imperativo, exprime uma ordem, e não um conselho. Vejo aqui o ensino da motivação pregado por JESUS, porque estar animado é estar motivado por algo. O triunfo de JESUS no Calvário só aconteceu porque ELE estava motivado e impulsionado a vencer o martírio. A maior motivação de JESUS foi fazer com prazer à vontade de Seu PAI (cf. Jo 5.17). Trabalhar com submissão e coragem era o forte de JESUS. Ele fazia isso movido pelos objetivos propostos por DEUS, deixou o esplendor da Sua glória, para cumprir cabalmente a agenda do PAI. Alguém disse que a melhor maneira de se manter motivado é motivar outrem. Esta mensagem está implícita no discurso de JESUS. Não era JESUS que precisava de ânimo, de coragem, de fé e de determinação para morrer na cruz, então, o que ele faz? Motiva os seus discípulos, encoraja-os para os momentos difíceis, a fim que recebessem motivação. Era como se JESUS pegasse um dos discípulos pelo braço, desse um solavanco e falasse assim: “Eu estou indo para o PAI, mas nada de derrota, nada de fracasso… filho tenha ânimo, esteja sempre motivado, porque EU venci o mal”. Como é bom saber que JESUS quer que estejamos motivados a cada dia. Não se desespere, não se estresse por qualquer razão, mas tenha sempre em mente que uma pessoa motivada não desiste facilmente, porque possui em suas mãos uma arma poderosa.

    JESUS proclamou a nossa vitória. Esse fato pode ser visto no último verbo que denota a ação passada: “eu venci”. Em outras palavras: vocês venceram comigo a guerra do Calvário, ressuscitaram comigo no terceiro dia, juntos descemos ao abismo e tomamos as chaves do inferno das mãos de Satanás. JESUS está nos dizendo que a vitória já foi conquistada, por isso erga a cabeça e prossiga em frente. Não retroceda em momento algum. O apóstolo Paulo ponderou os ensinos de JESUS a este respeito e confirmou a realidade da vitória proclamada por ELE, antes mesmo da sua morte na cruz (cf. Ef 1.3). A bênção sobre a nossa vida já foi decretada por JESUS.

    É melhor você lutar, trabalhar, estudar, caminhar e prosseguir em frente, a fim de que todos os teus sonhos sejam concretizados. Sempre seja uma pessoa motivada.

Pastor Olavo Vigil

Famílias que Prevalecem

Gênesis 6.1-7.5

“A natureza nos uniu em uma imensa família, e devemos viver nossas vidas unidos, ajudando uns aos outros”. (Sêneca)

Os capítulos seis a nove do livro de Gênesis narram o dilúvio que se abateu sobre a terra causando a destruição de todos os seres vivos (Gn 7.21).

A maldade, a violência e o pecado que se tornaram generalizados, foram as causas da catástrofe (Gn 6.12). DEUS decidiu acabar com tudo e começar de novo (Gn 6.17). Apenas a família de Noé sobreviveu àquela tragédia, e com ela DEUS recomeçou a história humana.

Hoje há milhares de famílias sendo destruídas. A crise sem precedentes pode ser vista na banalização do casamento, nos divórcios, na erosão dos princípios éticos, morais e espirituais, na omissão e falta de autoridade dos pais.

Esse dilúvio está destruindo as famílias em nossos dias. Que famílias vão prevalecer a essa crise? Listo abaixo, três princípios que você precisa observar para que a sua família não seja destruída:

Famílias que prevalecem resistem às influências negativas. O texto bíblico descreve o quadro de maldade, violência e pecado que havia contaminado todas as pessoas (Gn 6.12), mas destaca Noé e sua família como exceção. Noé era aprovado por DEUS no que fazia (Gn 6.8), era direito e obediente (Gn 6.9), único que fazia o que era certo (Gn 7.1). Aquela família não foi influenciada pela pressão da sociedade do seu tempo, preservou sua integridade. Há uma torrente de influências negativas que tentam corromper a família nos nossos dias, é preciso resistir e não ceder a essas influências.

Famílias que prevalecem investem na sua preservação. Quando DEUS disse que todo ser vivo iria perecer com o dilúvio (Gn 6.7, 17), ELE ordenou que Noé construísse uma arca para preservar a sua família (Gn 6.14). Noé creu na Palavra de DEUS, construiu o navio e pregou para que outros fizessem o mesmo (cf. 2 Pd 2.5). Ele não questionou, ele investiu tempo e dinheiro. Nenhum outro marido ou pai fez isso, mas Noé se preocupou e investiu na preservação da sua família. O quanto você tem investido em amor, atenção, tempo, oração e recursos para preservar sua família?

Famílias que prevalecem cultivam o relacionamento com DEUS. O segredo de Noé é que “entre os homens do seu tempo, ele vivia em comunhão com Deus” (Gn 6.9). Era uma pessoa diferente e sua fé impactou sua família, ele não teve dificuldades para levar a esposa, filhos e noras para a arca, como teve Ló para tirar a família de Sodoma e Gomorra (cf. Gn). Noé tinha autoridade espiritual como líder de seu lar, porque cultivava um relacionamento com o SENHOR.

DEUS quer que a sua família prevaleça, mas isso depende também de você.

Pastor Olavo Vigil

Um Projeto para a Igreja

“A melhor forma de prever o futuro é criá-lo”. (Peter Drucker)

Por que um projeto? Enumeremos algumas razões:

As coisas continuam do mesmo onde sempre estiveram. Há uma frase de Amyr Klink que diz: “Se a gente não se movimenta, não persegue, não arrisca, as coisas continuam do mesmo modo onde sempre estiveram”. Entra ano e sai ano, nada de novo aconteceu na vida de nossa igreja. Este tem sido o sentimento nos últimos anos. Se queremos viver novidades na vida da nossa igreja precisamos ter novas ações que produzam novos resultados.

Concentração de tempo. O tempo é um dos bens mais valiosos que temos. O desperdício de tal recurso é irrecuperável. Se um membro frequentar assiduamente todas reuniões públicas da igreja em quatro anos, fará um investimento de 633h30min. Este é um tempo que não podemos desperdiçá-lo, por isso devemos aproveitá-lo com propósito.

Concentração de recursos. Vivemos um período caótico em nosso país referente à finanças. Com a crise que se agrava cada vez mais, tornando os recursos escassos, precisamos ter certeza onde estamos investindo os nossos recursos e quais os resultados atingiremos com os nossos investimentos.

Engajamento das pessoas. Encontramos dificuldades em fazer com que as pessoas se comprometam com o ministério da igreja, a falta de um projeto claro ainda torna mais difícil o envolvimento. Por isso um projeto com propósito e metas claras e atingíveis contribuirá para o engajamento das pessoas com a igreja.

Direção. Saber para onde estamos indo é fundamental. No livro, Alice no País das Maravilhas, ficção de Lewis Carroll, o diálogo entre o Mestre Gato e Alice ilustra muito bem: “- Eu só queria saber que caminho tomar, pergunta Alice. – Isso depende do lugar aonde quer ir, diz o Gato tranquilamente. – Então não importa que caminho tomar, afirma o Gato taxativo”… Resumo deste singelo bate-papo: “quando a gente não sabe para aonde vai, qualquer caminho serve”

Senso de realização. O autor de Eclesiastes afirma que a maior alegria do homem é desfrutar da recompensa do seu trabalho (cf. Ec 5.18). Após a execução de um projeto somos tomados de um sentimento de realização. Não há nada mais gratificante que celebrar aquilo que conquistamos com muito suor e trabalho.

Pastor Olavo Vigil

O Ter e o Ser

Somos influenciados diariamente por informações, notícias, propagandas, sensações e  sentimentos das mais variadas formas. Nós as absorvemos, filtramos e praticamos refletindo assim escolhas que falam sobre o nosso viver.
O mundo insiste em nos condicionar a Ter: pode ser uma casa luxuosa, um carro mais moderno, muito dinheiro na conta bancária e outros status, afinal, os maiores possuidores de bens materiais são mais bem vistos e respeitados, concretizando assim a inversão de valores.
Em Mateus 6:19-20, no Sermão da Montanha, o Mestre Jesus aconselha a não juntarmos tesouros aqui na Terra onde a traça e a ferrugem tudo consomem e onde os ladrões minam e roubam.
O maior desafio do Cristão é refletir o amor do Pai fazendo assim a vontade Dele,  acumulando bênçãos celestes e resistindo às paixões e vaidades desta era consumista. Pois sabemos que não podemos servir a dois Senhores, afinal, de que vale ganhar o mundo e perder a nossa alma!
Não é errado ter posses ou uma boa condição financeira, isso é o
resultado da Lei da Semeadura, ou seja, estude, trabalhe, qualifique-se que colherás bons frutos. Porém, não se pode deixar que a busca por riquezas domine o nosso viver e seja maior que a busca pela graça de Deus.
Na velocidade que caminha a humanidade onde está teu coração e pensamento: inclinado a Ter ou a Ser?
Nossa oração é que possamos ter fartura de amor de Deus para enchermos nosso ser de sabedoria e da paz que excede todo o entendimento!

Roger e Aline Kath

Devemos Render Graças a Deus

“Bom é render graças ao SENHOR e cantar louvores ao teu nome, ó Altíssimo, anunciar de manhã a tua misericórdia e, durante as noites a tuafidelid ade” (Salmo 92:1-2)

Render graças a Deus, reconhecendo quantas coisas preciosas vêm de suas mãos, anunciar a misericórdia e a fidelidade do Pai, são todas atitudes que produzem profunda alegria. Vale a pena fazer disso uma prática diária.
Caro irmão, no seu culto a Deus, neste dia do Senhor, diga junto com o salmista: “Pois me alegraste, Senhor, com os teus feitos; exultarei nas obras das tuas mãos. Como são grandes, Senhor, as tuas obras! Os teus pensamentos, que profundos!” (Salmo 92: 4-5).

“Deem graças ao Senhor, porque ele é bom, porque a sua misericórdia dura para sempre” (Salmo 136:1)

Misericórdia é o atributo de Deus por meio do qual Ele não nos dá o que merecemos.  Merecíamos a ira, mas Ele nos dá o seu favor. É como se a ira de Deus viesse com uma lança, para atentar contra a nossa vida, mas Jesus entra na frente e recebe a pena em nosso lugar, pagando o meu e o teu pecado na cruz! Louvado seja o nome do Senhor por  tão grande salvação!
Deus tem sido fiel com a Primeira Igreja Batista de Pelotas durante esses 94 anos de existência, e sempre continuará sendo. Que cada um de nós possa contemplar a fidelidade de Deus para conosco, mesmo quando tudo ir bem, ou quando as dificuldades chegarem, devemos, com todo o nosso coração, render graças a Deus, pois a sua fidelidade dura para sempre.

Permanece na Fé (1 Cr 5.18-26)

Nas terras ao leste do rio Jordão, hoje território da Jordânia, habitou, por cerca de sete séculos, um povo diferente de outras nações: não adorava ídolos cujos cultos induziam a práticas imorais e cruéis, como a prostituição e o sacrifício de bebês inocentes. Esse povo diferente confiava no Deus único e verdadeiro, que lhes dera vitória contra seus inimigos, território e fartura de bens ao clamarem por sua ajuda. Eram as tribos israelitas de Rúben, Gade e a meia tribo de Manassés.

Com o passar dos anos, porém, elas foram afastando-se de Deus e acabaram servindo aos deuses falsos dos povos que tinham sido expulsos daquela região. Consequência: os israelitas foram levados para o cativeiro na Assíria, de onde nunca mais voltaram. Séculos antes, Moisés já os advertira (Dt 8.19-20).

A leitura bíblia de hoje faz parte de 1 e 2 Crônicas, que originalmente eram um livro só, com escritos para os hebreus que voltaram da Babilônia, onde estiveram exilados por setenta anos. Quando voltaram, sua terra estava arruinada e havia muito para ser feito para que voltasse a ser uma nação estruturada e consagrada a Deus. Desolado, o povo precisava ser encorajado a continuar crendo em Deus e saber que ele não os abandonara apesar do castigo do exílio. Precisavam de exemplos de vitórias resultantes da confiança em Deus no passado, como tinha sido o caso das tribos de Rúben, Gade e Manassés. Mas também precisavam ser lembrados do seu passado de afastamento de Deus, para não recaírem na idolatria e, assim, na condenação divina.

A mensagem para nós é clara. Talvez você tenha começado com júbilo a caminhada com Cristo. Mas se não cuidar de sua vida espiritual, poderá afastar-se pouco a pouco de Deus, deixando de confiar nele, o que, no final das contas, acabará mal. Você está firme em sua fé?

Não basta começar bem a vida com Jesus; é preciso manter-se firme nesse caminho até o final.

Manancial – Carmem Regina Keidann

Igreja: Corpo de Cristo

Em Ef 4.15-16 o apóstolo Paulo fala um pouco sobre o Corpo de Cristo, ele explica que a cabeça é Cristo e nós somos o corpo e juntos temos que crescer e edificar. Agora a igreja, a quem Paulo repetidamente chama de Corpo de Cristo, precisa fazer o que ela pode fazer. Ela é chamada a agir em seu próprio benefício, pelo exercício dos dons que cada cristão já recebeu. Um exercício que promove amadurecimento e crescimento, até que alcancemos a estatura e maturidade de Cristo. Somos parte de algo maior que recebe o nome de Corpo de Cristo e existe para manifestar a presença do Reino de Deus.

A igreja não tem saúde sem amor e sem verdade. Sem que sigamos a verdade em amor. A verdade ép mais que uma doutrina, é uma pessoa. Por isso a igreja cresce nele, em Cristo, e não em si mesma ou para si mesma. Seu crescimento pode envolver números, mas precisa envolver caráter e carisma. Ela cresce na proporção em que nos unimos e cooperamos. Assim ela experimenta a edificação de si mesma, porque Cristo já deu a ela, por meio de cada um de nós, o que é necessário para esse crescimento. Mas cada um precisa cumprir a sua função. Cada um deve servir com o seu dom. Ninguém é dispensável. Ninguém é suficiente sozinho. Na igreja não deve faltar o que Deus nos deu para ela.

Enquanto aprendemos a funcionar como Corpo de Cristo somos transformados. Somos aperfeiçoados. Não devemos estranhar as dificuldades dessa jornada e os problemas que aparecem. Isso acontece em razão de que estamos em aperfeiçoamento. O modo como enfrentamos esses desafios e dificuldades é parte fundamental do processo. É em meio a eles que devemos amar, ser pacientes, bondosos e misericordiosos. Jesus formou uma pequena igreja com 12 participantes. Ele, o pastor perfeito, não teve uma igreja perfeita. O que esperamos ter, sendo quem somos? Mas podemos seguir juntos, aprender juntos, crescer juntos e ser edificados juntos. Podemos melhorar e assim honrar a Cristo que tudo fez para que, unidos, sejamos uma poderosa expressão de Sua presença.

Devocional da IBPC escrito por UCS adaptado por João H. F. de Oliveira

Um novo ano para crescer

Surge um novo ano e com ele novos sonhos, novas expectativas, novas metas,
mas na realidade sabemos que nada muda se nós não mudarmos e alinharmos
este desejo com a prática, o sentido da mudança é sempre para melhor,
normalmente avaliamos o ano que se passou e como nos saímos nele, o que
alcançamos, onde erramos, o que precisamos melhorar, analisamos e
procuramos crescer com tudo isso, voltados ao nosso progresso constante seja
qual for a área de nossas vidas.
Mas existe um crescimento que é essencial acima de que qualquer outro
“Antes, crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus
Cristo” 2 Pedro 3.18, crescer nesta graça e no conhecimento de Cristo envolve
muitos aspectos, e desejamos que juntos venhamos a crescer:
-Em plenitude de fé, constância e simplicidade.
-Em uma vida de oração e clamor pelo nosso Deus.
-Em amor, peça ao Senhor que seu amor se torne maior, mais intenso,
influenciando cada pensamento, palavra e ação.
-Em humildade, busque conhecer a si mesmo, reconheça que tudo o que somos
ou temos é por causa da graça de Jesus.
-Em intimidade, aproximando-se mais de Deus através da meditação em sua
palavra e na comunhão com os irmãos (Deus se revela através de pessoas).
-Nos aproximando da Cruz, uma melhor compreensão do amor de Jesus por
nós levara ao crescimento nesta graça.
Que Deus, o Espirito Santo, nos capacite a “crescer no conhecimento de nosso
Senhor e Salvador”, aquele que não cresce no conhecimento de Jesus recusa-se
a ser abençoado, conhecê-lo é ter “vida eterna”, crescer em seu conhecimento é
crescer em felicidade, é ter um novo ano a cada dia, que possamos juntos como
Igreja crescer para honra e Glória de Deus, somente, e é tudo o que precisamos,
são os votos da nossa Diretoria para este novo desafio. “Somente Ele é tudo”.

Gabriel Rodrigues de Jesus – (Devocional Dia a Dia com Spurgeon/Adaptado)

Artigo: Como será amanhã?

Cristão, como você sabe que você será um crente quando você acordar de manhã? E cada manhã até você encontrar Jesus?

A resposta bíblica é: Deus vai cuidar disso.

Você está satisfeito com isso? Isso faz você ficar apreensivo ao admitir que depende decisivamente de Deus? Espero que isso seja sua alegria e canção. Crer assim tem grandes implicações. Deixe a palavra moldar a sua mente nisso.


DEVEMOS PERSEVERAR NA FÉ PARA ENTRAR NO PARAÍSO.

A palavra “devemos” em si mesma não é uma palavra evangélica. Em si mesma, dá a sensação de ameaça e peso. Mas não está por si mesma na Bíblia. “Devemos” ocorre junto de “ele vai” e “nós vamos”. “Nós devemos” se torna “nós vamos” porque “Deus vai”.

“Sereis odiados de todos por causa do meu nome; aquele, porém, que perseverar até ao fim, esse será salvo.” (Marcos 13:13). Nós devemos perseverar.

“Se perseveramos, também com ele reinaremos; se o negamos, ele, por sua vez, nos negará;” (2 Timóteo 2:12).

“Irmãos, venho lembrar-vos o evangelho …por ele também sois salvos, se retiverdes a palavra … a menos que tenhais crido em vão.” (1 Coríntios 15:1-2).


DEUS VAI CUIDAR DISSO.

A perseverança na fé não é devida a nossa primeira profissão de fé como a saúde é devida a uma vacina apenas. A perseverança na fé ocorre porque o grande médico faz o seu trabalho de sustentação todos os dias. Continuamos crendo em Cristo não por causa dos anticorpos deixados na conversão, mas porque Deus faz sua obra de dar a vida e preservar a fé todos os dias.

“Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeços e para vos apresentar com exultação, imaculados diante da sua glória,” (Judas 1:24).

“Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus.” (Filipenses 1:6).

“Farei com eles aliança eterna, segundo a qual não deixarei de lhes fazer o bem; e porei o meu temor no seu coração, para que nunca se apartem de mim.” (Jeremias 32:40).

“(Cristo) também vos confirmará até ao fim… Fiel é Deus, pelo qual fostes chamados à comunhão de seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor.” (1 Coríntios 1:8-9).

“O Senhor me livrará também de toda obra maligna e me levará salvo para o seu reino celestial” (2 Timóteo 4:18).


NÓS VAMOS PERSEVERAR NA FÉ.

Porque Deus vai cuidar disso, nós vamos — não apenas devemos — perseverar até o fim. Se fomos justificados pela fé, nós seremos glorificados. É tão certo quanto garantido.

“E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou.” (Romanos 8:30).


QUATRO “R’S” DERIVAM DESSA SEGURANÇA.

Renúncia

Nós renunciamos o peso da auto-preservação. Nós paramos de nos agitar e deixamos o bombeiro valente nos carregar para fora casa que está queimando. Nós não conseguimos sair. Ele consegue. Ele vai. “Eu sei, ó SENHOR, que não cabe ao homem determinar o seu caminho, nem ao que caminha o dirigir os seus passos.” (Jeremias 10:23).

Regozijo

Não ecoa o seu coração a alegria de Charles Spurgeon quando ele disse: “Oh querido amigos, o coração de alguém se regozija em pensar naqueles potentes deveres e afazeres — aqueles pilares inflexíveis que a morte e o inferno não podem abalar — os deveres e afazeres de um Deus” (The Metropolitan Tabernacle Pulpit Sermons, Vol. IX (364)? “Fiel é o que vos chama, o qual também o fará.” (1 Tessalonicenses 5:24).

Repouso

“Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei.” (Mateus 11:28). O jugo é suave e a carga é leve porque Deus diz: Eu vou te carregar e você vai repousar em mim. “Até à vossa velhice, eu serei o mesmo e, ainda até às cãs, eu vos carregarei; já o tenho feito; levar-vos-ei, pois, carregar-vos-ei e vos salvarei.” (Isaías 46:4).

Risco

Se você sabe que o seu futuro é seguro pelo seu onipotente e fiel Deus, as ameaças da terra e do inferno não podem evitar que você propague Sua Fama. A inferência que Paulo extraiu de “aos que justificou, a esses também glorificou” foi “Que diremos, pois, à vista destas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?” (Romanos 8:31). Portanto, vamos correr o risco de “tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada” (Romanos 8:35). Porque nada pode nos separar do amor de Deus, que está em Cristo (Romanos 8:39).

Extraído de: Desiring God. Você Continuará Crente Amanhã De Manhã?. Disponível em: <https://www.desiringgod.org/articles/will-you-be-a-believer-tomorrow-morning?lang=pt>. Acesso em: 2 jan. 2018.