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O propósito das provações

Texto base: Tiago 1.1-4

“A pedra preciosa não pode ser polida sem fricção, nem o homem aperfeiçoado sem provação”. (Confúcio)

A nossa fé se demonstra verdadeiramente sólida quando somos provados. As provações podem vir de diferentes circunstâncias, nas quais nossas convicções são testadas e nosso posicionamento é exigido. A maneira como nos posicionamos diante das provações certificam a veracidade de nossa fé. Assim sendo, podemos considerar três afirmações sobre as provações:

As provações são inerentes à vida cristã. Todos passamos por provações, mas, infelizmente, não sabemos como lidar com elas.

As provações são passageiras (Tg 1.2). O versículo diz “passardes”, verbo que está no futuro do subjuntivo, o versículo não diz “permanecerdes nas provações”. Significa que as provações são passageiras, portanto, tenha certeza de que as provações são momentâneas e têm o propósito de aperfeiçoar o caráter cristão.

As provações são andragógicas. Da mesma forma que a pedagogia é voltada para o ensino de crianças, a Andragogia é voltada para o ensino de adultos. Como na escola ou na universidade, o aluno somente avança para o próximo estágio quando é aprovado no estágio em que está. Para avançar é preciso ter aprendido. O filosofo William Ernest escreveu: “As únicas desgraças completas são as desgraças com as quais nada aprendemos”.

As provações desenvolvem uma fé constante e inabalável. Três propósitos são alcançados como resultado das provações:

As provações resultam em perseverança (v.3). Perseverança é uma palavra que ocorre 6 vezes na carta de Tiago (1.3, 1.4, 1.12, 1.25, 5.11). Nela, os seus leitores são encorajados a perseverarem diante das dificuldades e das provações. A vida cristã é uma jornada de perseverança. Somos desafiados a perseverar nas adversidades extremas. A perseverança é resultado da fé em JESUS.
Não persevero para ser salvo, persevero porque sou salvo. O versículo 3 diz que a fé produz perseverança. O discípulo persevera nas adversidades por causa de sua fé, que o mantém firme e constante. A única exigência para uma pessoa ser salva da condenação eterna é crer em JESUS.
As provações testam a fé verdadeira. Se uma pessoa tem fé verdadeira, ela irá permanecer em JESUS nas circunstâncias mais difíceis. Se na provação a pessoa esmorece e abandona a jornada é porque ela nunca teve uma fé genuína. Esse é um dos propósitos da provação: testar a fé verdadeira.

As provações resultam em maturidade (v.4). O que significa maturidade? Segundo o dicionário de língua portuguesa, maturidade significa condição de plenitude ou último estágio do desenvolvimento. Costumamos dizer que uma pessoa é madura quando ela demonstra experiência em lidar com as adversidades. No texto bíblico maturidade, do grego (teleioi), significa uma pessoa completa. Em Mateus 5.48, também encontramos o termo grego (teleioi), porém, traduzido como perfeito. Nunca seremos perfeitos como DEUS. Bem como, nem toda a pessoa com mais tempo de vida é madura (cf. Ec 4.13). Há pessoas que não crescem. Passam por inúmeras dificuldades ao longo da sua vida, mas não aprendem. Ao contrário de muitos jovens que rapidamente colocam em prática o conhecimento adquirido mostrando-se maduros. O que DEUS espera de nós é que sejamos maduros (completos). Mas essa maturidade é alcançada somente pelas provações.

As provações resultam em integridade (v.4). Observe bem o texto: a fim de que vocês sejam maduros e íntegros. O propósito da provação é testar a integridade. A palavra grega usada neste versículo, (holokleroi), significa “irrepreensível”. A mesma palavra usada em 1 Tessalonicenses 5.23: Irrepreensível significa que não tenhamos falta de nada. As provações que atravessamos objetivam preencher as lacunas em nossa vida. Não gostamos de passar por provações porque elas revelam as nossas fragilidades. Empresas investem altas quantias em consultorias para descobrirem os pontos fracos da gestão e de áreas que precisam melhorar para que atinjam os seus resultados. Semelhantemente, as provações contribuem para realizarmos uma autoavaliação. Davi orou desta maneira: “Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece as minhas inquietações. Vê se em minha conduta algo que te ofende, e dirige-me pelo caminho eterno”. (Salmos 139.23-24). Se queremos ter uma vida cristã que alcance os propósitos eternos, precisamos ser provados e aprovados.

Certa vez, uma grande árvore não resistiu à tempestade e tombou. Apesar de ser uma grande e bonita árvore, que oferecia abrigo para os pássaros e sombra para os homens, o seu tronco estava oco. Os cupins arruinaram o seu tronco, deixando somente a casca em boas condições. A tempestade mostrou aquilo que os dias de sol e primavera não foram capazes de revelar. As provações são como as tempestades, revelam as lacunas e buracos escondidos do caráter.

Pastor Olavo Vigil

Culto de ordenação do pr. Anderson Dias

Ontem foi realizado o culto de ordenação ao ministério pastoral de Anderson Weige Dias! Parabéns ao novo pastor! Ele estará indo trabalhar na Igreja Batista Tradicional de Pereira Barreto/SP, que Deus abençoe grandemente o seu ministério!

Tenha atitude – II


“O homem que a dor não educou, sempre será uma criança”. (Niccolò Tommasèo)

Em meio à discussão a respeito dos dons que os discípulos receberam de DEUS, o apóstolo Paulo compôs um hino ao amor, o amor que vem de DEUS e se encarnou em JESUS. O apóstolo não coloca o amor entre os dons que DEUS dá, mas o apresenta como um caminho muito mais excelente, pois os dons variam de acordo com a vontade de DEUS, mas o amor é para todos. Os dons durarão pouco tempo, o amor é para sempre (v.8). Sem o amor, os dons têm pouco valor. O que o apóstolo Paulo está dizendo é que os dons não terão importância alguma quando vier o que é PERFEITO. Ele está fazendo referência a JESUS, CRISTO é PERFEITO. Diante da perfeição, majestade e grandeza de JESUS, quem se importa com os dons? Por isso, Paulo está dizendo que os coríntios não deviam pensar e agir como crianças, preocupados com as coisas efêmeras, mas com o que haveria de vir. Quando JESUS vier, tudo mais não passará de refugo.O Warren W. Wiersbe, ao comentar este texto escreveu: “As crianças vivem em função de coisas efêmeras, os adultos vivem em função de coisas permanentes”.

O apóstolo Paulo diz que quando era menino pensava como menino. A palavra grega usada para pensar é phonesis, que significa ter pensamentos e atitudes. “Phonesis” é muito mais que pensar, é ter consciência, vontade e atitude. O apóstolo está dizendo que os coríntios estavam pensando e agindo como crianças.

Há pessoas que sofrem da Síndrome de Peter Pan. Isso nos faz lembrar do desenho de Walt Disney, no qual Peter Pan é um menino que se recusa a crescer e passa a vida, tendo aventuras mágicas. De acordo com o psicólogo Dan Kiley, no seu livro publicado, em 1983, intitulado a Síndrome de Peter Pan, essa síndrome é caracterizada pela dificuldade de o indivíduo amadurecer e assumir responsabilidades de um adulto. A síndrome o faz agir constantemente de forma infantil, imatura, rebelde e inconsequente. E mesmo assim, querer ser compreendido e aceito nessa forma de ser e agir. De acordo com o estudioso, essa resistência em crescer é mais comum entre os homens e pode afetar a vida acadêmica, profissional e sentimental daqueles que perpetuam comportamentos infantis.

Na vida cristã também há pessoas que sofrem da Síndrome de Peter Pan, elas apresentam as seguintes características:

Egoísmo. Uma das características da criança é ser egoísta. De acordo com o biólogo Piaget, de 0 aos 7 anos o egoísmo é muito latente nas ações da criança. Nessa fase ela tem muita dificuldade de compartilhar seus brinquedos e alimentos. O mundo gira em torno dela. Ela não tem deveres, somente direitos. Altruísmo, empatia e compaixão são inerentes ao caráter do discípulo. Mas, lamentavelmente, há discípulos que não cresceram, são egoístas e clientes dos serviços da igreja. Esperam ser servidos sempre, tendo somente direitos e nunca deveres.

Descomprometimento. Uma coisa que a criança não tem é compromisso. Por exemplo, horário e sustento da casa são coisas que ela nem sabe que existe. Muitos juniores e adolescentes não têm compromisso consigo mesmos, vão para a escola obrigados pelos pais, salvo algumas exceções. Assim, são muitos crentes, não têm compromisso algum com JESUS e sua obra, mas afirmam serem discípulos DELE. A vida cristã exige do discípulo um alto nível de comprometimento. Em Lucas 14.25-33, JESUS conta duas pequenas parábolas para instruir a multidão que o seguia acerca do nível de compromisso esperado do discípulo. Ele fala a respeito da construção de uma torre, lembrando que antes de construí-la é necessário saber se há dinheiro suficiente para concluí-la. Caso contrário, a torre ficará inacabada e todos zombarão do construtor que não teve recursos para finalizá-la. Também fala de um rei que, antes de sair para o combate, deveria avaliar sua capacidade bélica, caso sua força seja inferior à do adversário, faria um acordo de paz. O que JESUS ensinou nesses textos é que aquele que deseja se tornar um seguidor Seu, deve pensar muito antes porque uma vez iniciada a caminhada com o MESTRE, não poderá voltar atrás. Com JESUS é tudo ou nada.

Imediatista. A criança quer tudo para “ontem”. Não tem paciência para esperar.
Por mais que o adulto explique a ela que ainda não é possível, que está fora de tempo ou somente quando receber o salário, não adianta, a criança quer imediatamente. O imediatismo é uma das marcas desta geração. Os crentes se comportam como crianças, não têm paciência para passar pelos processos de amadurecimento.

Na jornada cristã passamos por vários estágios e processos que formam o caráter de JESUS em nós. Certa vez, conversava com um médico anestesista que contou que há muitos anos atrás saiu de Porto Alegre e foi para a Universidade Federal do Rio de Janeiro para estudar medicina. Segundo ele, os primeiros meses foram uma decepção. Havia pensado que, no primeiro mês com um bisturi na mão, iniciaria a praticar as cirurgias, desconsiderando os processos necessários para a sua formação profissional. Semelhantemente, o crente imaturo desconsidera os processos e deseja que tudo aconteça imediatamente.

Na carta aos Filipenses 2.5, Paulo diz que temos que ter a mesma “Phonesis” de JESUS. O mesmo modo de pensar e agir de JESUS. Pensar e agir como JESUS é uma ordem, não é uma sugestão. É um imperativo: “Seja a atitude de vocês a mesma”, na tradução ARA diz: Tende em vós o mesmo sentimento”.

Pastor Olavo Vigil

Tenha as mesmas atitudes de Jesus

Texto base: Filipenses 2.3-5

Na carta aos Filipenses 2.5, Paulo diz que temos que ter a mesma “Phonesis” de JESUS. O mesmo modo de pensar e agir de JESUS. Pensar e agir como JESUS é uma ordem, não é uma sugestão. É um imperativo: “Seja a atitude de vocês a mesma”, na tradução ARA diz: Tende em vós o mesmo sentimento”.

Seja altruísta (Fp 2.3-4). O que é ser altruísta? É colocar as necessidades dos outros em primeiro lugar. É se preocupar mais com outros do que consigo mesmo. Esse foi o modo de pensar e de agir de JESUS. A vida cristã é o oposto de egoísmo. Devemos nos preocupar muito mais com os outros e com a obra de JESUS do que em nós mesmos. Martin Luther King Jr, disse: “Cada homem deve decidir se deseja caminhar na luz do altruísmo criativo ou na escuridão do egoísmo destrutivo. A questão é: O que você está fazendo pelo seu próximo?” É imperativo que a igreja seja altruísta. Que ela pense e responda às necessidades de um mundo perdido em suas próprias carências. Certa vez, um homem que foi visitar um farol disse ao faroleiro: – O senhor não se apavora de viver aqui sozinho? Que terrível este lugar para se permanecer nele! – Não, respondeu o faroleiro. Não tenho medo. Aqui nunca pensamos em nós mesmos. – Como é isto!? Nunca pensam em si mesmos!? Questionou o homem. – Para nós não há dias festivos. Não me lembro qual foi a última vez que passei o Natal ou a Páscoa com a minha querida família. – Nos preocupamos unicamente em ter as nossas lâmpadas brilhando e nossos refletores bem limpos, de modo que aqueles que se acham em perigo, possam ser salvos. Finalizou o faroleiro. Assim devemos pensar e agir! Nos preocuparmos mais com os perdidos do que conosco.

Seja obediente (Fp 2.8). O texto diz que JESUS foi obediente até a morte. No poço de Jacó, JESUS disse para os discípulos que a sua comida era fazer a vontade daquele que o enviou (cf. Jo 4.34). O que DEUS espera de seus filhos é que eles sejam obedientes. A obediência é a maior prova de amor. JESUS foi obediente até a morte, por amor a DEUS e aos pecadores. Se afirmamos que amamos a DEUS e não obedecemos Sua vontade, então não o amamos (cf. 1 Jo 5.3). Obediência à vontade de DEUS é uma demonstração de maturidade. Diante dos desafios, e, principalmente, pela falta de resultados nos tornamos desobedientes. Oramos, lemos a Bíblia e frequentamos a igreja, mesmo assim, não vemos os resultados práticos disso: o filho ainda permanece rebelde, o cônjuge continua incrédulo e a pessoa que amamos prossegue internada na UTI. A obediência à JESUS é ultracircunstancial.

Conta-se uma história que DEUS chamou um homem e lhe deu a seguinte tarefa: – “Quero que você empurre essa pedra sem parar, que nada o interrompa de empurrá-la, empurre-a com toda sua força e toda a sua vontade.” Surpreso, o homem resolveu obedecer. Dia a dia ele pelejava com seus ombros escorados na fria e maciça superfície da pedra, empurrando-a com toda a sua força, mas ela não se mexia. E cada noite, aborrecido, retornava à sua casa, sentindo que o seu esforço era em vão. Percebendo o desânimo do homem, Satanás entrou em cena, sussurrando pensamentos na mente desgastada do homem: “Você tem empurrado essa pedra por tanto tempo, e ela ainda não se moveu. Não acha melhor desistir? Deixe essa tarefa para outro.” Esses pensamentos minavam o espírito dele e davam-lhe a impressão de que era um fracassado. Pensando em desistir, elevou seus pensamentos em oração e disse: – “SENHOR, tenho trabalhado duro e por muito tempo em Seu serviço, colocando toda a minha força para fazer aquilo que o SENHOR me mandou realizar, entretanto, após todo esse tempo não consegui mover a pedra nem um milímetro. O que está errado? Em que tenho falhado?” O SENHOR, em sua infinita misericórdia e conhecendo a aflição que tomava conta daquele coração, respondeu-lhe: – “Meu filho, quando eu lhe disse para me servir e você aceitou, expliquei-lhe que o seu trabalho seria empurrar a pedra todos os dias, e é o que você tem feito. Eu nunca lhe ordenei que a movesse. Olhe para os seus braços, suas mãos e pernas e veja como estão fortes e firmes. Eu o chamei para empurrar a pedra, exercitando sua força e confiança na minha Palavra. Você fez exatamente o que lhe pedi, agora, Eu mesmo moverei a pedra.

Devemos somente obedecer, os resultados não são por nossa conta.

Qual será a sua atitude? A de uma criança ou a de JESUS?

Você tem sido altruísta e obediente, mas pela falta de resultados está desanimado? Prossiga com a mesma atitude de JESUS, que DEUS lhe dê ânimo dobrado.

Pastor Olavo Vigil