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Virando o Jogo – 1

Texto base: Juízes 16.22-31

“Até os mais vitoriosos já sofreram grandes derrotas. Não desista vire o jogo!”
(Dale Carnegie)

No jogo de xadrez tem uma expressão chamada xeque-mate ou simplesmente mate. É usada para designar o lance que põe fim à partida quando o Rei, atacado por uma ou mais peças adversárias, não pode movimentar-se para outra casa, tomar a peça que o ameaça ou bloquear o ataque com outra peça. O xeque-mate encurrala o jogador e o deixa vencido e sem nenhuma alternativa. Assim como no xadrez, inúmeras circunstâncias da vida nos colocam em xeque-mate. Somos tomados pelo sentimento de desespero porque não encontramos nenhuma saída.

Vamos olhar para a vida de Sansão e conhecer esse homem que virou o jogo. Ele foi o décimo terceiro juiz de Israel. Filho de Manoá, da cidade de Zorá, da tribo de Dã (Jz 13.2). A Bíblia não informa o nome da mãe dele, somente diz que ela era estéril (Jz 13.2). A mãe de Sansão ficou grávida após ser visitada por um anjo que lhe deu a notícia de que ela conceberia. Ele nasceu com o propósito de libertar Israel da opressão dos filisteus, mas se envolveu com o pecado e acabou dominado pelos filisteus. Se apaixonou pela prostituta Dalila que cortou os cabelos dele e o entregou aos soldados inimigos.

Sansão era um homem incrivelmente forte. Ele conseguia dominar os outros com a sua força, mas não dominava a si mesmo. Certa vez, ele pôs fogo no campo de cereal, vinhas e olivais dos filisteus. Noutra, feriu mil homens com uma queixada de jumento. Chegou a matar um leão que o encontrou no caminho. Contudo, não conseguia matar as paixões que dominavam a sua carne. Chegou a quebrar as correntes com que os inimigos o prenderam, mas não teve forças para quebrar as correntes do pecado. Ele é facilmente lembrado pelo que destruiu, não pelo que construiu com sua grande força porque não conseguiu dominar o apetite sexual. A história de Sansão nos leva a importantes considerações.

Com a intervenção de DEUS o seu futuro será maior que o seu começo (v.30).
Sansão virou o jogo de forma extraordinária. Quando tudo parecia perdido a narrativa encerra com uma retumbante vitória do povo do SENHOR e a declaração de que ele matou mais filisteus na sua morte do que durante toda a sua vida. À luz desse texto, é possível extrair três verdades:

A graça de DEUS continua agindo em nossa vida apesar dos pecados que cometemos (v.22).
Os cabelos de Sansão cresciam enquanto ele empurrava a roda do moinho. Os cabelos eram símbolo de força e de consagração a DEUS. O crescimento do cabelo de Sansão demonstrou que DEUS estava agindo na vida dele. Apesar de tudo o que Sansão fez de errado para si, para a própria família e para o seu povo, a graça de DEUS continuou viva na vida dele. A graça de DEUS foi maior que os pecados cometidos por Sansão.

Independente do estrago feito na sua vida, seja você o responsável ou não por isso, a graça de DEUS te restaurará. Em meio ao caos, DEUS estava trabalhando na vida de Sansão. Apesar de tudo o que aconteceu, acorrentado, cego e empurrando a roda do moinho, DEUS estava trabalhando na vida de Sansão. DEUS estava resgatando-o para que cumprisse o propósito para o qual foi escolhido muito antes de sua mãe ficar grávida. DEUS o trouxe à superfície novamente. Seja qual for o buraco em que você se meteu, DEUS o trará de volta.

Certa vez, um menino muito pobre começou a frequentar a Escola Bíblica Dominical. Ele ia à igreja sem a sua família e era muito bem acolhido por todos. Em determinado sábado, pela manhã, as famílias da igreja se prepararam para passar o dia num camping. Antes de embarcar no ônibus, o menino pobre iniciou uma briga e golpeou com um objeto a cabeça de outro menino. Foi necessário que a família deste interrompesse o passeio para levá-lo à emergência a fim de suturar o corte. Os pais do menino ferido insistiram que o pastor permitisse que o menino agressor fosse ao passeio mesmo depois do ocorrido. Na segunda-feira, a família foi até casa do menino pobre acompanhado do pastor. Eles levaram brinquedos, alimentos, roupas e uma Bíblia. O menino agredido, ainda com o curativo na cabeça, presenteou o menino pobre com a Bíblia e um abraço, também o convidaram para que continuasse indo à igreja. Os pais do menino pobre, sem nenhum alimento em casa e muito envergonhados, disseram: – “Soubemos que o nosso filho feriu o filho de vocês, aonde ele vai causa problemas e, mesmo assim, o presenteiam e insistem que ele frequente a igreja? Ele não merece”. O pai do menino agredido responde: – “Não é uma questão de merecimento, mas de necessidade. Ele precisa!”. Graça é não merecer, é precisar. Não merecemos, entretanto, precisamos da graça de DEUS! Philip Yancey escreveu: “Não há nada que você possa fazer para Deus te amar mais; e não há nada que você possa fazer para Deus te amar menos”.

A oração reverte uma situação humanamente irreversível (v.28). A situação de Sansão era humanamente irreversível. Ele foi subjugado pelos filisteus e pelo pecado. Estava acorrentado, com os olhos furados e escravizado. Os cabelos dele foram cortados e com a perda de sua incrível força não havia como lutar. Qualquer um de nós concordaria que não havia mais o que fazer nessa situação. Sansão tinha consciência de que a responsabilidade era somente dele. Mas, em meio ao caos, ele tem um insight e ora, pedindo a ajuda de DEUS. Mesmo nas circunstâncias mais severas, ele não deixou de pedir ajuda a DEUS. Mesmo mergulhado no pecado, Sansão ora pedindo o socorro do SENHOR. Temos a ideia de que não devemos pedir a ajuda do SENHOR quando passamos por problemas em que os únicos responsáveis somos nós. Pela oração, DEUS usou um homem perdido. Semelhante ao ladrão da cruz que orou pedindo que JESUS se lembrasse dele, Sansão, preso nas colunas do templo, pediu que DEUS se lembrasse dele. Da mesma forma que a oração do ladrão da cruz, a oração de Sansão foi respondida imediatamente.

As crises revelam oportunidades (v.28). Cego, Sansão foi levado ao templo e percebeu que havia no local muitas pessoas. O versículo 27 diz que havia cerca de três mil pessoas se divertindo com situação de Sansão. Então, ele pediu para ficar entre as colunas do templo e esperou a oportunidade. Antes, Sansão matava pela causa dos israelitas, mas, nesse momento, ele morre pela causa. Ele morreu para salvar o seu povo da opressão dos filisteus. Sansão tipifica JESUS que, semelhantemente humilhado, ferido e preso na coluna da cruz morreu em prol da humanidade. Sansão, mesmo com os olhos furados, enxergava mais do que quando tinha os dois olhos. Mesmo cego, ele conseguiu perceber a oportunidade de destruir de uma vez por todas os filisteus. Cego, ele conseguiu cumprir o propósito pelo qual DEUS o escolhera: salvar o povo israelita da opressão dos filisteus. Sansão fez de uma tremenda crise a maior oportunidade da sua vida.

Com a intervenção de DEUS o seu futuro será maior que o seu começo. A sua vida é como se fosse o jogo num tabuleiro de xadrez no qual você está prestes a receber xeque-mate do adversário no seu casamento, na família, na saúde ou nos seus negócios. Lamentavelmente, até a sua alma estará em xeque-mate, e, se você morrer, hoje, sem o perdão de JESUS CRISTO, terá perdido a mais importante de todas as partidas, sendo destinado ao inferno e a passar a eternidade longe de DEUS. A boa notícia é que JESUS dá o xeque-mate ao adultério, ao desamor, à doença, à ruína, enfim, a todo o pecado. O REI JESUS sempre dá o xeque-mate que o levará a vitória.

Pastor Olavo Vigil

Não corra em vão – 1

Texto base: 1 Coríntios 9.24-27

As pessoas afirmam que a vida é um “corre-corre só”. Que elas não têm tempo para nada. Imagine se depois de correrem tanto, elas perceberem que não chegaram a lugar nenhum. Que ao final da corrida não houve recompensa e elas correram em vão. Que correram a vida inteira atrás de algo que não valeu a pena.

A vida é uma corrida que se corre uma única vez (Hb 9.27). Sendo assim, é necessário considerar três ações para não se correr em vão:

Correr com propósito (v.25). Correr sem propósito é correr em vão. Tal como o atleta treina com o propósito de vencer a corrida e conquistar a coroa de folhas de louro, todo esforço empreendido pelo discípulo de JESUS deve ser feito para glorificar o SENHOR. Podemos fazer muitas coisas nessa vida, mas se fizermos sem o propósito de glorificar a JESUS, o esforço é vão. Para correr com propósito é imprescindível considerar:

Correr por um propósito maior. Um atleta abdica do convívio da família, do lazer e de muitas outras coisas com o propósito de conquistar a sua medalha, que eternizará o nome dele na galeria dos esportes. Da mesma forma, devemos abdicar das coisas desta vida para alcançar um propósito maior, a vida eterna. Se as pessoas correm com todas as forças por propósitos vazios e efêmeros, devemos correr com mais vontade ainda para atingir os propósitos eternos de DEUS.

Correr com o propósito de glorificar a JESUS. Se a vida é uma corrida que corremos uma única vez, devemos correr com o propósito de glorificar a DEUS. O propósito da vida deve glorificar a JESUS porque não corremos para nós, corremos para a glória de JESUS.

O paulistano, José Paulo de Oliveira, 52 anos, correu mais de cinquenta maratonas, no Brasil e no exterior, venceu a metade delas. Sempre que perguntado pela imprensa local sobre sua motivação para correr, ele mostra a foto do filho que morreu há treze anos atrás, vítima de leucemia. A memória de seu filho era o propósito de sua corrida. O propósito da corrida do cristão é o FILHO de DEUS, que morreu na cruz em nosso lugar e ressuscitou ao terceiro dia.

Correr na direção certa (v.26). O atleta não corre sem rumo. O atleta corre com os olhos fixos na linha de chegada. Quando é dada a largada ele sabe para aonde deve correr com todas as suas forças. Infelizmente, as pessoas estão perdidas na corrida da vida. Não sabem para aonde estão indo. Estão correndo com todas as suas forças ao léu, sem direção. JESUS é a direção. Corra para JESUS. Os perigos de correr sem direção:

Desperdício de tempo e energia. Se o atleta não tivesse uma linha de chegada como direção, ele desperdiçaria todos os dias dedicados ao seu treinamento. Semelhantemente, aqueles que não correm em direção à JESUS estão desperdiçando a própria vida. Ainda que frequentem uma igreja ou outra religião, se não crer em JESUS, todo o esforço será em vão. A salvação é um ato de DEUS, portanto, somente a fé em CRISTO pode salvar do castigo eterno todos os homens que vierem a crer NELE (Ef 2.8-9).

Término da corrida sem prêmio. Todos os homens são pecadores e estão separados eternamente de DEUS. Se continuarem correndo sem direção, o tormento eterno reservado para os incrédulos, Satanás e seus demônios será o destino deles. Aqueles que correm sem direção, correm sem a garantia do prêmio. JESUS é o prêmio dessa corrida. Corra para JESUS e a vida eterna será o seu prêmio.

Quando adolescente, trabalhava de office boy para os escritórios de advocacia no centro de Porto Alegre. Um dos escritórios me solicitou que fosse imediatamente até o bairro Belém Novo, região da Zona Sul, colher a assinatura de um cliente. Era uma sexta-feira, 16h30min, o cliente tinha viagem marcada para o exterior, no sábado, pela manhã. Eu devia pegar a assinatura e na segunda-feira deveria ser o primeiro a entrar no tabelionato para reconhecimento de firma e, posteriormente, levar para o escritório de advocacia. O Escritório, por sua vez, precisava levar o documento para o Fórum, na segunda-feira de manhã, pois aquele seria o último dia para dar entrada ao processo. Na sexta-feira, fiz todo o esforço para conseguir a assinatura. Adiei compromissos, embarquei numa lotação que me deixou uns 3km distante da casa do cliente. Caminhei debaixo de forte sol e cheguei tarde em casa. Depois de todo o esforço, descobri que eles me enviaram para o cliente errado, perdendo, assim, o prazo de entrada ao processo. Todo aquele esforço para nada. Pense no prejuízo do cliente. Não tinha mais o que fazer. De igual modo, imagine quanta decepção se chegar ao final da vida e descobrir que se correu para a direção errada. Que todo o esforço foi em vão e que não há mais o que fazer porque durante a vida você correu atrás de religiões, de igrejas e de filosofias para ao final da corrida constatar que tudo isso não valeu de nada. Corra para JESUS. O SENHOR é a direção certa.

Corra para vencer (v.27). Em outras palavras o apóstolo Paulo está dizendo: “Eu não corro por correr, corro para vencer”. Entrar na corrida não significa ganhar. Então, como correr para vencer?

Corra com o VENCEDOR. Há pessoas que estão dentro da igreja, mas não são vencedoras. E não são vencedoras porque não estão com o VENCEDOR. Elas frequentam os cultos e participam das atividades da igreja, mas não estão com o VENCEDOR. Correr a corrida da vida sem JESUS é certeza de fracasso.

Seja exemplo para os corredores. A parte final do versículo 27 diz: “para que, depois de ter chamado outros para entrarem na luta, eu mesmo não venha a ser eliminado dela”. O que o apóstolo está enfatizando é que ele deve ser o exemplo para aqueles que desafia a entrar na corrida da fé. Leon Morris escreveu: “Quem chama os outros para lutar deve estar à frente como um lutador exemplar”. As pessoas querem seguir vencedores. O texto não está ensinando que o crente perde a salvação, e, sim, que o crente perde a sua recompensa (1 Co 3.14). Afinal, a sua vida espiritual é símbolo de vitória para que os outros desejem segui-la?

Finalmente, a vida é uma corrida que se corre uma única vez. É um feito sem segunda chance. Você não terá a oportunidade de corrê-la novamente. Por isso, corra com propósito, na direção certa e para vencer. Não corra em vão!

Pastor Olavo Vigil

Próximos da igreja, porém distantes de Deus


Texto base: 1 Samuel 2.12-26

“O homem longe de DEUS é como uma arvore cortada no tronco. Embora a árvore mantenha sua beleza por um tempo, ela está destinada a murchar e morrer.”
(V. B. dos Santos)

Hofni e Finéias nasceram e cresceram no Tabernáculo. Eles eram filhos de sacerdote, desde a infância aprenderam as sagradas letras com o pai. Eles nunca faltaram os cultos e nem as atividades do Tabernáculo. Ao crescerem se tornaram sacerdotes. Passaram a liderar todos os rituais no Tabernáculo. Eli estava idoso e já não enxergava mais, então os deixou a frente do Tabernáculo como representantes de DEUS. Somente seus corpos cresceram no Tabernáculo, o coração e a mente cresceram em outro lugar. Assim também acontece com muitos. Nascem e crescem na igreja, frequentam e participam de todas as atividades da igreja, ao mesmo tempo estão distantes de DEUS. Os filhos de Eli eram assim: próximos da igreja, mas distantes de DEUS.

Vejamos características dos filhos de Eli:

Retêm o que pertence a DEUS (v.16.) Infelizmente fazemos o mesmo. Imitamos o comportamento de Hofni e Finéias quando retemos os nossos dízimos e ofertas. Quando retemos parte dos recursos e usamos eles como bem entendemos estamos pecando.

Relações sexuais fora do casamento (v.22). Era permitido ao sacerdote constituir família (Lv 21.31). Deveria ter um matrimônio consagrado a DEUS e que servisse de exemplo para o povo. O sexo antes e fora do casamento nunca fez parte do padrão que DEUS estabelecera para o homem e para a mulher. Somos uma geração de sacerdotes e devemos viver os padrões que DEUS estabelecera (cf. 1 Pe 2.5,9).

Mal testemunho (v.23). Observe o texto: “De todo o povo ouço a respeito do mal que vocês fazem”. Eli afirma que todo o povo está falando mal de Hofni e Finéias. As orgias sexuais e a ganância dos filhos de Eli eram conhecidas de todo o povo. O povo de Israel que subia anualmente à Siló para oferecem os sacrifícios a DEUS, não suportava mais o comportamento de Hofni e Finéais. O povo era explorado, as suas ofertas eram saqueadas e suas vidas eram ameaçadas. Era um momento escuro para o povo de Israel, as visões e a Palavra de DEUS se tornaram raras pela falta de temor e mau testemunho dos filhos de Eli.

Vejamos as consequências do mau testemunho:

Tira o crédito da pregação. A pregação não acontece sozinha. A pregação precisa de alguém que a comunique. Se o mensageiro não tiver uma vida coerente com a sua mensagem, as pessoas nunca receberão a mensagem.

Afasta as pessoas de DEUS. Quantas pessoas conhecemos que se afastaram da igreja por causa de mau testemunho?

Auto destruição. O SENHOR JESUS disse que o mau testemunho e os escândalos seriam inevitáveis, mas afirmou que exerceria a Sua justiça sobre a vida daquele que for a causa do escândalo (cf. Mt 18.6-7).

Desonram seus líderes (v.24). “Não é bom o que escuto”. Eli foi desonrado publicamente. O pecado dos seus filhos estava exposto diante de todo o Israel. Todo o povo comentava acerca das orgias sexuais e das extorsões praticadas por Hofni e Finéias. A alma de Eli foi esmagada pela vergonha e a humilhação em que seus filhos o submeteram. Hofni e Finéias quebraram um dos mandamentos de DEUS: Honra teu pai e tua mãe.
A quebra deste mandamento atinge primeiro a DEUS, que também é desonrado quando não obedecemos a sua Palavra. Ao ofendermos os nossos pais, líderes, professores e demais autoridades, estamos ofendendo diretamente a DEUS por não cumprir a Suas leis (cf. Rm 13.1-7).
Em segundo, a quebra deste mandamento envergonha e desanima os pais e os líderes. O pais e líderes perdem a alegria e o ânimo de instruir e investir na vida de filhos e liderados que, deliberadamente, decidem permanecer no pecado. O que alegra os pais e líderes é acompanhar o desenvolvimento de filhos e liderados, ver o crescimento e sucesso deles em todos os setores da vida. Quando desonramos os nossos pais e líderes também estamos desonrando o nosso DEUS. Infelizmente muitos vivem desta maneira, nasceram e cresceram na igreja, conhecem as boas leis de DEUS, mas o desonram quando não praticam a Palavra, envergonhando os seus pais e líderes.

Não temem ao SENHOR (v.25). Observe o texto: “se pecar contra o Senhor, quem intercederá por ele?” O temor a DEUS é a chave para a sabedoria, a falta de temor é princípio da destruição (Pv 9.10). Os filhos de Eli foram destruídos por falta de temor a DEUS. Eles estavam tão envolvidos e embriagados pelo pecado que suas consciências já estavam cauterizadas pela iniquidade. Já não tinham mais capacidade para discernir entre o santo e o profano, entre o certo e o errado. A falta de temor a DEUS é o que leva o homem a mergulhar no rio do pecado, muitos são levados pela correnteza e nunca mais voltam das profundezas deste rio. Casamentos são destruídos, famílias são mutiladas e ministérios são encerrados pela falta de temor de homens e mulheres. A falta de temor faz que com pessoas permaneçam no pecado sem pensar na gravidade e nas consequências.

Incorrigíveis (v.25). O pecado compromete a audição. Hofni e Finéias foram incapazes de ouvirem os gritos de um pai que clamava pela vida deles. Os filhos de Eli estavam obstinados a permanecerem no pecado. Assim é o coração daquele que não permite a correção. A Bíblia chama de tolo aquele que rejeita a correção (Pv 12.1, 13.18, 15.32). Os filhos de Eli foram destruídos porque rejeitaram a correção do pai. Quantas pessoas estão correndo para a destruição por não aceitarem a correção da Palavra de DEUS (cf. 2 Tm 3.16)?
Há pessoas que estão próximas da igreja, mas, lamentavelmente, não temem a DEUS, por isso vivem enroladas em pecados. Por mais que frequentem os cultos e participem das atividades promovidas pela igreja, o seu coração é incorrigível.
Que o teu coração esteja cheio de temor a DEUS e humilde para aceitar a correção.

Pastor Olavo Vigil

Vencendo a crise


Texto base: Mateus 14.13-21
“No meio do caos há sempre uma oportunidade”. (Sun Tzu)

O texto fala de uma crise: mais de cinco mil pessoas num lugar deserto, doentes e famintas, e tudo o que se dispõe é de apenas cinco pães e dois peixes. Hão de concordar que humanamente isso é uma crise insolúvel. É impossível saciar a fome de tanta gente com tão pouco recurso. Nos deparamos com situações semelhantes na vida que julgamos ser impossível resolver. Neste texto, vamos ver que das três ações empreendidas para vencer a crise somente uma delas é transcendente, as outras são humanas. A responsabilidade de vencer é nossa, por isso, devemos aprender com JESUS como vencer a crise. Vejamos o que fazer na crise?

Faça uma leitura da atual situação (v.14). Ao ver a multidão, JESUS faz uma leitura correta do status quo do povo. Por causa de nossa miopia espiritual, não conseguimos fazer a leitura correta para apresentar uma resposta eficaz diante da crise. Passamos por crises no casamento, na família com filhos problemáticos, temos que lidar com doenças emocionais e físicas. Na maioria das vezes, somos vencidos pela crise porque não sabemos fazer a leitura correta do momento que estamos vivendo. Não sabemos explicar de forma racional o que estamos passando – apenas lamentamos a crise que enfrentamos. Faça uma autoavaliação. A Bíblia nos orienta a constantemente fazermos uma autoavaliação (cf. Sl 139.23-24, 1 Co 11.28). Faça um levantamento das necessidades. Qual era a necessidade imediata do povo? Cura para as suas doenças e alimento. Peça a DEUS discernimento para entender o tempo presente. Clamar a DEUS para que ele nos dê capacidade para discernir o que está acontecendo conosco e ao nosso redor.

Valorize o que você tem (v.17). Foi com aqueles cinco pães e três peixes que tudo começou. Pense comigo: O que seria da multidão se os cinco pães e dois peixes fossem deixados para traz? Não teria pão e nem peixe para ser multiplicado. A crise provoca a desvalorização do que temos. Em meio à crise precisamos valorizar o que temos. Se você não valorizar o que tem ninguém valorizará. Valorize o que JESUS valoriza. JESUS não desprezou os cinco pães e dois peixes. JESUS disse: “traga para mim”. Talvez eles tenham pensado: “Será que ELE vai comer sozinho na nossa frente?” Em meio à crise o que você tem pode ser pouco, mas é com esse pouco que JESUS fará muito. É com o que você tem que JESUS fará o milagre.

Organize-se (v.19). O evangelho de Marcos 6.39-40, diz que JESUS, antes de realizar, o milagre organizou a multidão em grupos de cem e de cinquenta. Antes de DEUS multiplicar o azeite da viúva, Eliseu ordenou que ela se organizasse pedindo vasilhas vazias emprestadas, e não poucas, para os vizinhos (cf. 2 Rs 4.1-7). Antes que chovesse, Noé se organizou para salvar a família dele do dilúvio (Gn 6). Neemias organizou o povo para a reconstrução do muro de Jerusalém, mas antes fez uma ronda noturna para avaliar a dimensão da obra a ser realizada (cf. Ne 2.11-16 e 3). Organização é uma questão de fé. Somente se organiza aquele que realmente crê que DEUS fará um milagre. Se não cremos que acontecerá um milagre porque devemos nos organizar? Precisamos nos preparar para aquilo que DEUS vai fazer em nossa vida e através dela.

Olhe para cima (v.19). Faça tudo o que está ao teu alcance: a leitura correta da situação, a valorização do que tem e a organização dos recursos à sua disposição, então, olhe para cima. Tire os olhos da crise e olhe para aquele que é maior que a crise. Eu ouvi uma frase recentemente: “O céu não está em crise!”. Ao focarmos na crise, nosso coração fica preso nas circunstâncias e nas impossibilidades. Ao focarmos na crise sufocamos a nossa fé. Precisamos olhar para cima – é do céu que vem o milagre.
Vença a crise aplicando os princípios ensinados por JESUS.

Pastor Olavo Vigil