Virando o Jogo – 1

Texto base: Juízes 16.22-31

“Até os mais vitoriosos já sofreram grandes derrotas. Não desista vire o jogo!”
(Dale Carnegie)

No jogo de xadrez tem uma expressão chamada xeque-mate ou simplesmente mate. É usada para designar o lance que põe fim à partida quando o Rei, atacado por uma ou mais peças adversárias, não pode movimentar-se para outra casa, tomar a peça que o ameaça ou bloquear o ataque com outra peça. O xeque-mate encurrala o jogador e o deixa vencido e sem nenhuma alternativa. Assim como no xadrez, inúmeras circunstâncias da vida nos colocam em xeque-mate. Somos tomados pelo sentimento de desespero porque não encontramos nenhuma saída.

Vamos olhar para a vida de Sansão e conhecer esse homem que virou o jogo. Ele foi o décimo terceiro juiz de Israel. Filho de Manoá, da cidade de Zorá, da tribo de Dã (Jz 13.2). A Bíblia não informa o nome da mãe dele, somente diz que ela era estéril (Jz 13.2). A mãe de Sansão ficou grávida após ser visitada por um anjo que lhe deu a notícia de que ela conceberia. Ele nasceu com o propósito de libertar Israel da opressão dos filisteus, mas se envolveu com o pecado e acabou dominado pelos filisteus. Se apaixonou pela prostituta Dalila que cortou os cabelos dele e o entregou aos soldados inimigos.

Sansão era um homem incrivelmente forte. Ele conseguia dominar os outros com a sua força, mas não dominava a si mesmo. Certa vez, ele pôs fogo no campo de cereal, vinhas e olivais dos filisteus. Noutra, feriu mil homens com uma queixada de jumento. Chegou a matar um leão que o encontrou no caminho. Contudo, não conseguia matar as paixões que dominavam a sua carne. Chegou a quebrar as correntes com que os inimigos o prenderam, mas não teve forças para quebrar as correntes do pecado. Ele é facilmente lembrado pelo que destruiu, não pelo que construiu com sua grande força porque não conseguiu dominar o apetite sexual. A história de Sansão nos leva a importantes considerações.

Com a intervenção de DEUS o seu futuro será maior que o seu começo (v.30).
Sansão virou o jogo de forma extraordinária. Quando tudo parecia perdido a narrativa encerra com uma retumbante vitória do povo do SENHOR e a declaração de que ele matou mais filisteus na sua morte do que durante toda a sua vida. À luz desse texto, é possível extrair três verdades:

A graça de DEUS continua agindo em nossa vida apesar dos pecados que cometemos (v.22).
Os cabelos de Sansão cresciam enquanto ele empurrava a roda do moinho. Os cabelos eram símbolo de força e de consagração a DEUS. O crescimento do cabelo de Sansão demonstrou que DEUS estava agindo na vida dele. Apesar de tudo o que Sansão fez de errado para si, para a própria família e para o seu povo, a graça de DEUS continuou viva na vida dele. A graça de DEUS foi maior que os pecados cometidos por Sansão.

Independente do estrago feito na sua vida, seja você o responsável ou não por isso, a graça de DEUS te restaurará. Em meio ao caos, DEUS estava trabalhando na vida de Sansão. Apesar de tudo o que aconteceu, acorrentado, cego e empurrando a roda do moinho, DEUS estava trabalhando na vida de Sansão. DEUS estava resgatando-o para que cumprisse o propósito para o qual foi escolhido muito antes de sua mãe ficar grávida. DEUS o trouxe à superfície novamente. Seja qual for o buraco em que você se meteu, DEUS o trará de volta.

Certa vez, um menino muito pobre começou a frequentar a Escola Bíblica Dominical. Ele ia à igreja sem a sua família e era muito bem acolhido por todos. Em determinado sábado, pela manhã, as famílias da igreja se prepararam para passar o dia num camping. Antes de embarcar no ônibus, o menino pobre iniciou uma briga e golpeou com um objeto a cabeça de outro menino. Foi necessário que a família deste interrompesse o passeio para levá-lo à emergência a fim de suturar o corte. Os pais do menino ferido insistiram que o pastor permitisse que o menino agressor fosse ao passeio mesmo depois do ocorrido. Na segunda-feira, a família foi até casa do menino pobre acompanhado do pastor. Eles levaram brinquedos, alimentos, roupas e uma Bíblia. O menino agredido, ainda com o curativo na cabeça, presenteou o menino pobre com a Bíblia e um abraço, também o convidaram para que continuasse indo à igreja. Os pais do menino pobre, sem nenhum alimento em casa e muito envergonhados, disseram: – “Soubemos que o nosso filho feriu o filho de vocês, aonde ele vai causa problemas e, mesmo assim, o presenteiam e insistem que ele frequente a igreja? Ele não merece”. O pai do menino agredido responde: – “Não é uma questão de merecimento, mas de necessidade. Ele precisa!”. Graça é não merecer, é precisar. Não merecemos, entretanto, precisamos da graça de DEUS! Philip Yancey escreveu: “Não há nada que você possa fazer para Deus te amar mais; e não há nada que você possa fazer para Deus te amar menos”.

A oração reverte uma situação humanamente irreversível (v.28). A situação de Sansão era humanamente irreversível. Ele foi subjugado pelos filisteus e pelo pecado. Estava acorrentado, com os olhos furados e escravizado. Os cabelos dele foram cortados e com a perda de sua incrível força não havia como lutar. Qualquer um de nós concordaria que não havia mais o que fazer nessa situação. Sansão tinha consciência de que a responsabilidade era somente dele. Mas, em meio ao caos, ele tem um insight e ora, pedindo a ajuda de DEUS. Mesmo nas circunstâncias mais severas, ele não deixou de pedir ajuda a DEUS. Mesmo mergulhado no pecado, Sansão ora pedindo o socorro do SENHOR. Temos a ideia de que não devemos pedir a ajuda do SENHOR quando passamos por problemas em que os únicos responsáveis somos nós. Pela oração, DEUS usou um homem perdido. Semelhante ao ladrão da cruz que orou pedindo que JESUS se lembrasse dele, Sansão, preso nas colunas do templo, pediu que DEUS se lembrasse dele. Da mesma forma que a oração do ladrão da cruz, a oração de Sansão foi respondida imediatamente.

As crises revelam oportunidades (v.28). Cego, Sansão foi levado ao templo e percebeu que havia no local muitas pessoas. O versículo 27 diz que havia cerca de três mil pessoas se divertindo com situação de Sansão. Então, ele pediu para ficar entre as colunas do templo e esperou a oportunidade. Antes, Sansão matava pela causa dos israelitas, mas, nesse momento, ele morre pela causa. Ele morreu para salvar o seu povo da opressão dos filisteus. Sansão tipifica JESUS que, semelhantemente humilhado, ferido e preso na coluna da cruz morreu em prol da humanidade. Sansão, mesmo com os olhos furados, enxergava mais do que quando tinha os dois olhos. Mesmo cego, ele conseguiu perceber a oportunidade de destruir de uma vez por todas os filisteus. Cego, ele conseguiu cumprir o propósito pelo qual DEUS o escolhera: salvar o povo israelita da opressão dos filisteus. Sansão fez de uma tremenda crise a maior oportunidade da sua vida.

Com a intervenção de DEUS o seu futuro será maior que o seu começo. A sua vida é como se fosse o jogo num tabuleiro de xadrez no qual você está prestes a receber xeque-mate do adversário no seu casamento, na família, na saúde ou nos seus negócios. Lamentavelmente, até a sua alma estará em xeque-mate, e, se você morrer, hoje, sem o perdão de JESUS CRISTO, terá perdido a mais importante de todas as partidas, sendo destinado ao inferno e a passar a eternidade longe de DEUS. A boa notícia é que JESUS dá o xeque-mate ao adultério, ao desamor, à doença, à ruína, enfim, a todo o pecado. O REI JESUS sempre dá o xeque-mate que o levará a vitória.

Pastor Olavo Vigil

Não corra em vão – 1

Texto base: 1 Coríntios 9.24-27

As pessoas afirmam que a vida é um “corre-corre só”. Que elas não têm tempo para nada. Imagine se depois de correrem tanto, elas perceberem que não chegaram a lugar nenhum. Que ao final da corrida não houve recompensa e elas correram em vão. Que correram a vida inteira atrás de algo que não valeu a pena.

A vida é uma corrida que se corre uma única vez (Hb 9.27). Sendo assim, é necessário considerar três ações para não se correr em vão:

Correr com propósito (v.25). Correr sem propósito é correr em vão. Tal como o atleta treina com o propósito de vencer a corrida e conquistar a coroa de folhas de louro, todo esforço empreendido pelo discípulo de JESUS deve ser feito para glorificar o SENHOR. Podemos fazer muitas coisas nessa vida, mas se fizermos sem o propósito de glorificar a JESUS, o esforço é vão. Para correr com propósito é imprescindível considerar:

Correr por um propósito maior. Um atleta abdica do convívio da família, do lazer e de muitas outras coisas com o propósito de conquistar a sua medalha, que eternizará o nome dele na galeria dos esportes. Da mesma forma, devemos abdicar das coisas desta vida para alcançar um propósito maior, a vida eterna. Se as pessoas correm com todas as forças por propósitos vazios e efêmeros, devemos correr com mais vontade ainda para atingir os propósitos eternos de DEUS.

Correr com o propósito de glorificar a JESUS. Se a vida é uma corrida que corremos uma única vez, devemos correr com o propósito de glorificar a DEUS. O propósito da vida deve glorificar a JESUS porque não corremos para nós, corremos para a glória de JESUS.

O paulistano, José Paulo de Oliveira, 52 anos, correu mais de cinquenta maratonas, no Brasil e no exterior, venceu a metade delas. Sempre que perguntado pela imprensa local sobre sua motivação para correr, ele mostra a foto do filho que morreu há treze anos atrás, vítima de leucemia. A memória de seu filho era o propósito de sua corrida. O propósito da corrida do cristão é o FILHO de DEUS, que morreu na cruz em nosso lugar e ressuscitou ao terceiro dia.

Correr na direção certa (v.26). O atleta não corre sem rumo. O atleta corre com os olhos fixos na linha de chegada. Quando é dada a largada ele sabe para aonde deve correr com todas as suas forças. Infelizmente, as pessoas estão perdidas na corrida da vida. Não sabem para aonde estão indo. Estão correndo com todas as suas forças ao léu, sem direção. JESUS é a direção. Corra para JESUS. Os perigos de correr sem direção:

Desperdício de tempo e energia. Se o atleta não tivesse uma linha de chegada como direção, ele desperdiçaria todos os dias dedicados ao seu treinamento. Semelhantemente, aqueles que não correm em direção à JESUS estão desperdiçando a própria vida. Ainda que frequentem uma igreja ou outra religião, se não crer em JESUS, todo o esforço será em vão. A salvação é um ato de DEUS, portanto, somente a fé em CRISTO pode salvar do castigo eterno todos os homens que vierem a crer NELE (Ef 2.8-9).

Término da corrida sem prêmio. Todos os homens são pecadores e estão separados eternamente de DEUS. Se continuarem correndo sem direção, o tormento eterno reservado para os incrédulos, Satanás e seus demônios será o destino deles. Aqueles que correm sem direção, correm sem a garantia do prêmio. JESUS é o prêmio dessa corrida. Corra para JESUS e a vida eterna será o seu prêmio.

Quando adolescente, trabalhava de office boy para os escritórios de advocacia no centro de Porto Alegre. Um dos escritórios me solicitou que fosse imediatamente até o bairro Belém Novo, região da Zona Sul, colher a assinatura de um cliente. Era uma sexta-feira, 16h30min, o cliente tinha viagem marcada para o exterior, no sábado, pela manhã. Eu devia pegar a assinatura e na segunda-feira deveria ser o primeiro a entrar no tabelionato para reconhecimento de firma e, posteriormente, levar para o escritório de advocacia. O Escritório, por sua vez, precisava levar o documento para o Fórum, na segunda-feira de manhã, pois aquele seria o último dia para dar entrada ao processo. Na sexta-feira, fiz todo o esforço para conseguir a assinatura. Adiei compromissos, embarquei numa lotação que me deixou uns 3km distante da casa do cliente. Caminhei debaixo de forte sol e cheguei tarde em casa. Depois de todo o esforço, descobri que eles me enviaram para o cliente errado, perdendo, assim, o prazo de entrada ao processo. Todo aquele esforço para nada. Pense no prejuízo do cliente. Não tinha mais o que fazer. De igual modo, imagine quanta decepção se chegar ao final da vida e descobrir que se correu para a direção errada. Que todo o esforço foi em vão e que não há mais o que fazer porque durante a vida você correu atrás de religiões, de igrejas e de filosofias para ao final da corrida constatar que tudo isso não valeu de nada. Corra para JESUS. O SENHOR é a direção certa.

Corra para vencer (v.27). Em outras palavras o apóstolo Paulo está dizendo: “Eu não corro por correr, corro para vencer”. Entrar na corrida não significa ganhar. Então, como correr para vencer?

Corra com o VENCEDOR. Há pessoas que estão dentro da igreja, mas não são vencedoras. E não são vencedoras porque não estão com o VENCEDOR. Elas frequentam os cultos e participam das atividades da igreja, mas não estão com o VENCEDOR. Correr a corrida da vida sem JESUS é certeza de fracasso.

Seja exemplo para os corredores. A parte final do versículo 27 diz: “para que, depois de ter chamado outros para entrarem na luta, eu mesmo não venha a ser eliminado dela”. O que o apóstolo está enfatizando é que ele deve ser o exemplo para aqueles que desafia a entrar na corrida da fé. Leon Morris escreveu: “Quem chama os outros para lutar deve estar à frente como um lutador exemplar”. As pessoas querem seguir vencedores. O texto não está ensinando que o crente perde a salvação, e, sim, que o crente perde a sua recompensa (1 Co 3.14). Afinal, a sua vida espiritual é símbolo de vitória para que os outros desejem segui-la?

Finalmente, a vida é uma corrida que se corre uma única vez. É um feito sem segunda chance. Você não terá a oportunidade de corrê-la novamente. Por isso, corra com propósito, na direção certa e para vencer. Não corra em vão!

Pastor Olavo Vigil

Próximos da igreja, porém distantes de Deus


Texto base: 1 Samuel 2.12-26

“O homem longe de DEUS é como uma arvore cortada no tronco. Embora a árvore mantenha sua beleza por um tempo, ela está destinada a murchar e morrer.”
(V. B. dos Santos)

Hofni e Finéias nasceram e cresceram no Tabernáculo. Eles eram filhos de sacerdote, desde a infância aprenderam as sagradas letras com o pai. Eles nunca faltaram os cultos e nem as atividades do Tabernáculo. Ao crescerem se tornaram sacerdotes. Passaram a liderar todos os rituais no Tabernáculo. Eli estava idoso e já não enxergava mais, então os deixou a frente do Tabernáculo como representantes de DEUS. Somente seus corpos cresceram no Tabernáculo, o coração e a mente cresceram em outro lugar. Assim também acontece com muitos. Nascem e crescem na igreja, frequentam e participam de todas as atividades da igreja, ao mesmo tempo estão distantes de DEUS. Os filhos de Eli eram assim: próximos da igreja, mas distantes de DEUS.

Vejamos características dos filhos de Eli:

Retêm o que pertence a DEUS (v.16.) Infelizmente fazemos o mesmo. Imitamos o comportamento de Hofni e Finéias quando retemos os nossos dízimos e ofertas. Quando retemos parte dos recursos e usamos eles como bem entendemos estamos pecando.

Relações sexuais fora do casamento (v.22). Era permitido ao sacerdote constituir família (Lv 21.31). Deveria ter um matrimônio consagrado a DEUS e que servisse de exemplo para o povo. O sexo antes e fora do casamento nunca fez parte do padrão que DEUS estabelecera para o homem e para a mulher. Somos uma geração de sacerdotes e devemos viver os padrões que DEUS estabelecera (cf. 1 Pe 2.5,9).

Mal testemunho (v.23). Observe o texto: “De todo o povo ouço a respeito do mal que vocês fazem”. Eli afirma que todo o povo está falando mal de Hofni e Finéias. As orgias sexuais e a ganância dos filhos de Eli eram conhecidas de todo o povo. O povo de Israel que subia anualmente à Siló para oferecem os sacrifícios a DEUS, não suportava mais o comportamento de Hofni e Finéais. O povo era explorado, as suas ofertas eram saqueadas e suas vidas eram ameaçadas. Era um momento escuro para o povo de Israel, as visões e a Palavra de DEUS se tornaram raras pela falta de temor e mau testemunho dos filhos de Eli.

Vejamos as consequências do mau testemunho:

Tira o crédito da pregação. A pregação não acontece sozinha. A pregação precisa de alguém que a comunique. Se o mensageiro não tiver uma vida coerente com a sua mensagem, as pessoas nunca receberão a mensagem.

Afasta as pessoas de DEUS. Quantas pessoas conhecemos que se afastaram da igreja por causa de mau testemunho?

Auto destruição. O SENHOR JESUS disse que o mau testemunho e os escândalos seriam inevitáveis, mas afirmou que exerceria a Sua justiça sobre a vida daquele que for a causa do escândalo (cf. Mt 18.6-7).

Desonram seus líderes (v.24). “Não é bom o que escuto”. Eli foi desonrado publicamente. O pecado dos seus filhos estava exposto diante de todo o Israel. Todo o povo comentava acerca das orgias sexuais e das extorsões praticadas por Hofni e Finéias. A alma de Eli foi esmagada pela vergonha e a humilhação em que seus filhos o submeteram. Hofni e Finéias quebraram um dos mandamentos de DEUS: Honra teu pai e tua mãe.
A quebra deste mandamento atinge primeiro a DEUS, que também é desonrado quando não obedecemos a sua Palavra. Ao ofendermos os nossos pais, líderes, professores e demais autoridades, estamos ofendendo diretamente a DEUS por não cumprir a Suas leis (cf. Rm 13.1-7).
Em segundo, a quebra deste mandamento envergonha e desanima os pais e os líderes. O pais e líderes perdem a alegria e o ânimo de instruir e investir na vida de filhos e liderados que, deliberadamente, decidem permanecer no pecado. O que alegra os pais e líderes é acompanhar o desenvolvimento de filhos e liderados, ver o crescimento e sucesso deles em todos os setores da vida. Quando desonramos os nossos pais e líderes também estamos desonrando o nosso DEUS. Infelizmente muitos vivem desta maneira, nasceram e cresceram na igreja, conhecem as boas leis de DEUS, mas o desonram quando não praticam a Palavra, envergonhando os seus pais e líderes.

Não temem ao SENHOR (v.25). Observe o texto: “se pecar contra o Senhor, quem intercederá por ele?” O temor a DEUS é a chave para a sabedoria, a falta de temor é princípio da destruição (Pv 9.10). Os filhos de Eli foram destruídos por falta de temor a DEUS. Eles estavam tão envolvidos e embriagados pelo pecado que suas consciências já estavam cauterizadas pela iniquidade. Já não tinham mais capacidade para discernir entre o santo e o profano, entre o certo e o errado. A falta de temor a DEUS é o que leva o homem a mergulhar no rio do pecado, muitos são levados pela correnteza e nunca mais voltam das profundezas deste rio. Casamentos são destruídos, famílias são mutiladas e ministérios são encerrados pela falta de temor de homens e mulheres. A falta de temor faz que com pessoas permaneçam no pecado sem pensar na gravidade e nas consequências.

Incorrigíveis (v.25). O pecado compromete a audição. Hofni e Finéias foram incapazes de ouvirem os gritos de um pai que clamava pela vida deles. Os filhos de Eli estavam obstinados a permanecerem no pecado. Assim é o coração daquele que não permite a correção. A Bíblia chama de tolo aquele que rejeita a correção (Pv 12.1, 13.18, 15.32). Os filhos de Eli foram destruídos porque rejeitaram a correção do pai. Quantas pessoas estão correndo para a destruição por não aceitarem a correção da Palavra de DEUS (cf. 2 Tm 3.16)?
Há pessoas que estão próximas da igreja, mas, lamentavelmente, não temem a DEUS, por isso vivem enroladas em pecados. Por mais que frequentem os cultos e participem das atividades promovidas pela igreja, o seu coração é incorrigível.
Que o teu coração esteja cheio de temor a DEUS e humilde para aceitar a correção.

Pastor Olavo Vigil

Vencendo a crise


Texto base: Mateus 14.13-21
“No meio do caos há sempre uma oportunidade”. (Sun Tzu)

O texto fala de uma crise: mais de cinco mil pessoas num lugar deserto, doentes e famintas, e tudo o que se dispõe é de apenas cinco pães e dois peixes. Hão de concordar que humanamente isso é uma crise insolúvel. É impossível saciar a fome de tanta gente com tão pouco recurso. Nos deparamos com situações semelhantes na vida que julgamos ser impossível resolver. Neste texto, vamos ver que das três ações empreendidas para vencer a crise somente uma delas é transcendente, as outras são humanas. A responsabilidade de vencer é nossa, por isso, devemos aprender com JESUS como vencer a crise. Vejamos o que fazer na crise?

Faça uma leitura da atual situação (v.14). Ao ver a multidão, JESUS faz uma leitura correta do status quo do povo. Por causa de nossa miopia espiritual, não conseguimos fazer a leitura correta para apresentar uma resposta eficaz diante da crise. Passamos por crises no casamento, na família com filhos problemáticos, temos que lidar com doenças emocionais e físicas. Na maioria das vezes, somos vencidos pela crise porque não sabemos fazer a leitura correta do momento que estamos vivendo. Não sabemos explicar de forma racional o que estamos passando – apenas lamentamos a crise que enfrentamos. Faça uma autoavaliação. A Bíblia nos orienta a constantemente fazermos uma autoavaliação (cf. Sl 139.23-24, 1 Co 11.28). Faça um levantamento das necessidades. Qual era a necessidade imediata do povo? Cura para as suas doenças e alimento. Peça a DEUS discernimento para entender o tempo presente. Clamar a DEUS para que ele nos dê capacidade para discernir o que está acontecendo conosco e ao nosso redor.

Valorize o que você tem (v.17). Foi com aqueles cinco pães e três peixes que tudo começou. Pense comigo: O que seria da multidão se os cinco pães e dois peixes fossem deixados para traz? Não teria pão e nem peixe para ser multiplicado. A crise provoca a desvalorização do que temos. Em meio à crise precisamos valorizar o que temos. Se você não valorizar o que tem ninguém valorizará. Valorize o que JESUS valoriza. JESUS não desprezou os cinco pães e dois peixes. JESUS disse: “traga para mim”. Talvez eles tenham pensado: “Será que ELE vai comer sozinho na nossa frente?” Em meio à crise o que você tem pode ser pouco, mas é com esse pouco que JESUS fará muito. É com o que você tem que JESUS fará o milagre.

Organize-se (v.19). O evangelho de Marcos 6.39-40, diz que JESUS, antes de realizar, o milagre organizou a multidão em grupos de cem e de cinquenta. Antes de DEUS multiplicar o azeite da viúva, Eliseu ordenou que ela se organizasse pedindo vasilhas vazias emprestadas, e não poucas, para os vizinhos (cf. 2 Rs 4.1-7). Antes que chovesse, Noé se organizou para salvar a família dele do dilúvio (Gn 6). Neemias organizou o povo para a reconstrução do muro de Jerusalém, mas antes fez uma ronda noturna para avaliar a dimensão da obra a ser realizada (cf. Ne 2.11-16 e 3). Organização é uma questão de fé. Somente se organiza aquele que realmente crê que DEUS fará um milagre. Se não cremos que acontecerá um milagre porque devemos nos organizar? Precisamos nos preparar para aquilo que DEUS vai fazer em nossa vida e através dela.

Olhe para cima (v.19). Faça tudo o que está ao teu alcance: a leitura correta da situação, a valorização do que tem e a organização dos recursos à sua disposição, então, olhe para cima. Tire os olhos da crise e olhe para aquele que é maior que a crise. Eu ouvi uma frase recentemente: “O céu não está em crise!”. Ao focarmos na crise, nosso coração fica preso nas circunstâncias e nas impossibilidades. Ao focarmos na crise sufocamos a nossa fé. Precisamos olhar para cima – é do céu que vem o milagre.
Vença a crise aplicando os princípios ensinados por JESUS.

Pastor Olavo Vigil

A Jornada da Vida

Texto base: Êxodo 33.12-23

“Permanece um sentimento de que DEUS também está na jornada”. (Teresa de Ávila)

A vida é uma jornada. Pode ser curta ou longa. A vida é uma jornada cheia de imprevistos. Ninguém prevê sepultar um filho ou ter de enfrentar uma quimioterapia. A vida também é uma jornada de altos e baixos. Há momentos em que celebramos conquistas como a aquisição de um imóvel, o casamento, o nascimento de uma criança, a colação de grau, mas também há momentos em que o coração é esmagado pelo luto, dor que poderá durar dias, semanas e até mesmo anos.

A jornada da vida de Moisés não foi diferente, mesmo sendo um homem de DEUS, por muitas vezes a vida o surpreendeu com os reveses.  O que este personagem bíblico nos ensina é que o sucesso da jornada não está no que a vida nos oferece, mas como lidamos com ela.  Aprendamos com Moisés três ações para uma jornada bem sucedida:

Conheçamos os propósitos de DEUS (v.13). Para vivermos os propósitos de DEUS precisamos conhecê-los. Moisés pede para que DEUS revele os Seus propósitos (caminhos). DEUS tem propósitos para a nossa vida. Propósitos que se revelam através da Bíblia.

Busquemos a presença de DEUS (v.15). Devemos desejar desenfreadamente a presença de DEUS. Um homem sem DEUS é um homem vazio. A presença de DEUS deve ser cultivada através da oração, do estudo sistemático da Bíblia e da comunhão com os santos. A presença de DEUS é uma promessa para todos os dias de nossa existência em quaisquer circunstância que vivamos (cf. Sl 23.4 e Mt 28.20).

Promovamos a glória de DEUS (v.18). Wiersbe, ao comentar este texto, afirma que o verdadeiro servo de DEUS preocupa-se mais com a glória de DEUS do que qualquer outra coisa. A glória de DEUS é o alvo da vida de um homem. O homem não deve almejar outra coisa que não seja a glória do seu CRIADOR e REDENTOR. A alegria do servo de DEUS está em promover a glória do seu SENHOR em todas as áreas de sua vida.

A jornada da vida não é vã quando conhecemos os seus propósitos, se vivemos na companhia Daquele que nos ama (DEUS) e, se por meio de nossos atos, a glória DEUS é proclamada.

Conhecemos e vivemos os propósitos de DEUS? Buscamos com todas as nossas forças a doce e poderosa presença de DEUS? Vivemos de maneira que a glória de DEUS seja promovida em todas as áreas de nossa vida?

Que a efêmera jornada de nossas vidas tenha o propósito, a presença e a glória de DEUS.

Pastor Olavo Vigil

Até quando você irá se entristecer?

Texto base: 1 Samuel 16.1-5

“O objetivo da tristeza é fazer o indivíduo refletir, sentir, lembrar que algo foi perdido, que algo aconteceu”. (Sigmund Freud)

Samuel pranteava a morte espiritual de Saul. Estava abatido, quebrado e arrasado com a vergonha nacional que se tornou Saul. Cada vez que Samuel se lembrava de Saul ele se entristecia, o profeta pensava que tudo chegara ao fim. Assim como Samuel, talvez você esteja mergulhado nas lágrimas da tristeza, sem saída e sem esperança, DEUS lhe faz a mesma pergunta feita a Samuel: até quando você irá se entristecer?

Vejamos três atitudes para vencer a tristeza:

Deixe os fracassos para trás (v.1). Samuel estava tomado pelo sentimento de fracasso por não conseguir fazer Saul permanecer no caminho do sucesso. Saul abandonou os conselhos de Samuel. Não colecione fracassos. Um atleta de alto nível coleciona vitórias, ele não guarda em sua estante os fracassos. Infelizmente há pessoas que fazem pactos de lealdade com os fracassos, se prendendo a eles para o resto da vida. Samuel estava apegado àquilo que DEUS rejeitou: “Eu o rejeitei”. Rejeitar significa abandonar, desprezar ou lançar fora. Em outras palavras DEUS está lhe ordenando a lançar fora os fracassos.

Creia que Deus tem algo novo (v.1). Samuel pensava estar tudo acabado, mas DEUS ainda tinha mais para fazer. As autoridades de Israel o tinham desprezado por ser idoso (cf. 1Sm 8.1). Samuel foi surpreendido por DEUS. Ele não sabia que o melhor de DEUS ainda estava por vir. DEUS tinha planos para Samuel. Ser o mentor do novo rei. Abandone a tristeza. DEUS tem algo novo para tua vida.

Enfrente os seus medos (v.2). Samuel não conseguia avançar, ainda estava estagnado. DEUS tinha algo maravilhoso e fantástico para fazer através da vida de Samuel, mas ele estava paralisado pela fobia. Um dos efeitos da fobia é a paralização. Samuel tinha medo da tirania e da insanidade de Saul. O medo é um instrumento de Satanás para que você não desfrute o que DEUS tem para a tua vida. DEUS mostrou uma estratégia para vencer o medo – diga que vai sacrificar. A verdade é que DEUS amava Samuel e não deixaria que ele fosse derrotado.
Desconheço os teus medos. Mas quero dizer para você que o mergulho no amor de DEUS o curará do medo.

Até quando você irá se entristecer? Há tempo para tudo. Hoje é tempo de abandonar a tristeza. Deixe DEUS curar a tua tristeza.

Pastor Olavo Vigil

Crescendo na Adversidade – IV


Dentro de cada problema está uma oportunidade.” (Robert Kiyosaki)

Texto base: Gênesis 41.1-38

Chegou o momento para o qual DEUS tinha preparado José. Anos terríveis viriam sobre a terra, anos de seca e muita fome. José teve seu caráter e suas habilidades forjados nas mais severas adversidades. Enquanto Faraó e seus assessores estavam preocupados e sem direção acerca do sonho, José viu o problema como uma oportunidade. O psicólogo e antropólogo Gerald M. Weinberg disse: “Os líderes de solução de problemas têm uma coisa em comum: uma fé que há sempre um caminho melhor.” José foi um homem que prevaleceu nas adversidades.

Prevaleça nas adversidades. Saiba como prevalecer nas adversidades, tendo por certo que:
As adversidades são passageiras (v.1). Possivelmente, José tivesse 17 anos quando foi vendido ao Egito, passou 11 anos na casa de Potifar e dois anos na prisão. Depois de 2 anos, o Faraó chamou José e o instituiu primeiro ministro do Egito porque ele foi capaz de interpretar corretamente um sonho. Este versículo nos ensina que as adversidades são passageiras. Seja qual for a adversidade que você esteja atravessando, ela vai passar (Sl 30.5b). Devemos saber de três verdades sobre as adversidades:

As adversidades são inevitáveis (Jo 16.33). O próprio SENHOR JESUS disse: “No mundo, passais por aflições”. Na jornada da vida, enfrentaremos o luto, a enfermidade, o desemprego, os conflitos na família e outros mais. Nossa paz é saqueada por diversos problemas. Entretanto, em algumas adversidades que nos sucedem, somos os causadores dela. Exemplo, disto, foi a tempestade que o profeta Jonas enfrentou, ele foi o causador da tormenta que sobreveio, quando decidiu fugir da vontade de DEUS para ele. Portanto, Jonas foi responsável por todo o infortúnio que o alcançou (Jn 1). Também somos lançados para o meio da tempestade pelas circunstâncias trágicas da vida. José foi enviado para o Egito pela vontade de DEUS. Ele nada fez para que se tornasse um escravo.

Passamos por muitas adversidades (Tg 1.2). O versículo diz “passardes”, verbo que está no futuro do subjuntivo, o versículo não diz “permanecerdes nas provações”. Significa que as adversidades são passageiras, e isto é um consolo. Tenha certeza de que as adversidades são momentâneas e têm o propósito de aperfeiçoar o caráter cristão. Infelizmente, há pessoas que permanecem sofrendo por anos porque elas não foram capazes de superar as adversidades e seguir em frente. É como na universidade, o aluno avança para o próximo semestre quando obtém aprovação na disciplina. Caso ele fique reprovado, deverá cursar novamente aquela disciplina. Para avançar é preciso aprender com a adversidade. José chegou ao posto de governador do Egito porque foi provado e aprovado nas adversidades. O filosofo William Ernest escreveu: “As únicas desgraças completas são as desgraças com as quais nada aprendemos”.

DEUS nos livra na adversidade (Sl 34.19). José passou pela adversidade, não foi salvo dela. DEUS não o livrou da cisterna, nem da casa de Potifar e nem da prisão. DEUS livrou José na cisterna, na casa de Potifar e na prisão. DEUS não nos livra da adversidade, mas livra na adversidade. Creia, a sua adversidade é passageira. Aprenda com ela e se torne mais forte.

Tenha a visão do que DEUS quer fazer (v.32). O que é visão? Segundo Dan Southerland: “A visão é um retrato daquilo que DEUS quer fazer”. A adversidade não cegou José. Mesmo na mais severa aflição, José conseguiu ver o agir de DEUS. Infelizmente, em meio às lutas e desafios perdemos o foco de DEUS e acabamos por soterrar a nossa fé nos escombros da adversidade. Tenha duas atitudes para impedir que isso aconteça:

Olhe para cima (v.16). José esteve diante da maior autoridade do Egito. O faraó possuía autoridade para mandar matá-lo, caso não se agradasse de José. Um tempo de fome viria e devastaria todos os habitantes. O que José fez? Olhou para cima: “É Deus quem vai dar uma resposta”. Na adversidade olhe para cima. O socorro vem dos céus.

Seja convicto (v.32). A convicção de José foi notável. Ele afirmou diante do faraó: “Deus resolveu fazer isso e vai fazer logo”. Na mais severa adversidade José manteve a convicção em DEUS. Lamentavelmente muitos afirmam sua convicção em DEUS em dia de calmaria, mas no dia da angústia se mostram inseguros acerca da sua fé. O que você vê em meio as adversidades? Certa vez, uma mãe assentada em seu confortável sofá bordava calmamente um belo pano de prato enquanto sua filhinha brincava no chão. O bordado ia evoluindo dia a dia e caminhando para seu final, quando a filha diz à mãe: – Mamãe, o que está fazendo nesse pano? – Um belo e colorido bordado, filha! – Mas mamãe, isso não está bonito. Só vejo um emaranhado de linhas feias que não formam nenhum desenho. A mãe, calmamente, convida a filha: – Filha, suba aqui no sofá e veja a parte da frente do pano que a mamãe está bordando. – Que lindo, mamãe! Não imaginei que aquele emaranhado de linhas sem forma que estavam por trás do pano pudessem formar esse lindo desenho em sua frente! A mãe, então, aproveita a oportunidade para ensinar a filha: – Filha, nem sempre a nossa visão dos fatos é a visão plena deles. Às vezes não estamos vendo as coisas do ângulo correto. Você julgou que meu bordado estava ruim porque olhou de baixo para cima, quando o correto era você olhar de cima para baixo. Precisamos sempre confiar que DEUS está bordando o “pano da nossa vida” e buscarmos um olhar no ângulo que DEUS olha e não no nosso próprio ângulo. Por causa das adversidades, vemos a vida como um emaranhado de linhas. Você vê um casamento rompido, DEUS vê um casamento restaurado. Você vê um filho rebelde, DEUS vê um filho convertido. Você não vê a saída, DEUS é a porta. Olhe para cima, DEUS é a solução.

Seja capaz de influenciar (v.37). José possuía uma incrível capacidade de influenciar. Ele não permitiu ser influenciado pelo povo egípcio, pelo contrário, ele influenciou uma nação inteira. Tristemente, sofremos a influência da sociedade ao invés de influenciá-la com a nossa fé. Em situação de extrema dificuldade José conseguiu exercer influência. Precisamos considerar o feito de José:

Sobressaiu na condição social. Pense comigo se isso não é uma grande façanha, a maior autoridade do Egito, um homem que era considerado uma divindade, juntamente com os seus assessores, tomou conselhos de um escravo.

Sobressaiu diante dos assessores e especialistas. Com certeza, faraó possuía os melhores administradores do Egito, homens cultos e com ótima formação. Faraó tinha à sua disposição os melhores especialistas nas áreas exatas e humanas. Mas foi de José que ele tomou conselhos.

Sobressaiu na religião. O Egito cultuava um panteão de deuses, e a religião comandava a gestão pública e a vida doméstica da nação. Em domínio pagão, José exaltou o nome de DEUS e fez com que a vontade de DEUS prevalecesse (v.16, 32). O próprio Faraó reconheceu o agir de DEUS (v.39.) José não precisou de posição social, de cargo ou formação acadêmica para influenciar a autoridade mais importante de sua época. A capacidade de influência era resultado do agir de DEUS na vida dele.
Necessitamos, urgentemente, de pessoas como José, que sobressaiam na sua condição social e influenciem o ambiente onde estão inseridos com o poder de DEUS. Rosa Parks, uma simples costureira impactou e influenciou uma nação inteira com a sua atitude. Ela ficou famosa, em 01 de dezembro de 1955, por ter-se recusado frontalmente a ceder o seu lugar no ônibus a um branco, tornando-se o estopim do movimento que foi denominado “boicote aos ônibus de Montgomery” e, posteriormente, viria a marcar o início da luta antissegregacionista. Uma senhora sem formação acadêmica, sem ocupar um cargo de destaque, mas com uma coragem indomável influenciou uma das grandes transformações da sociedade.

Prevaleça nas adversidades, crendo que elas são passageiras. Por isso busque a visão de DEUS para influenciar e transformar o lugar onde DEUS o colocou.

Pastor Olavo Vigil

Crescendo na Adversidade – III

“A adversidade desperta em nós capacidades que, em circunstâncias favoráveis, teriam ficado adormecidas.” ( Horácio )

Texto base: Gênesis 39.20-40.23

As adversidades ao invés de aniquilarem José, corroboraram para o desenvolvimento de virtudes indispensáveis para a liderança. Dr. Martyn Lloyd-Jones disse: “É trágico quando se alcança o sucesso antes de estar preparado para ele”. O propósito das adversidades é forjar o caráter e preparar-nos para desafios ainda maiores. Antes de José se tornar o primeiro ministro do Egito, DEUS usou a prisão na vida dele para desenvolver atributos fundamentais que o capacitasse a dirigir a mais potente nação do mundo.

José foi preso e contado entre os transgressores, isto faz dele um tipo de JESUS (Is 53.12). JESUS foi condenado injustamente e lançado junto aos criminosos. A prisão foi o último estágio de crescimento de José antes de se tornar o primeiro ministro do Egito. Essa foi a última prova de fogo. Na prisão José desenvolveu competências indispensáveis para a gestão.

Na adversidade desenvolvemos virtudes indispensáveis.

Vejamos 3 virtudes desenvolvidas na adversidade:
Confiabilidade (39.23). José usufruía de uma confiança inabalável por parte do carcereiro. Este sabia que aquilo que estava sob o encargo de José estava bem cuidado. O versículo enaltece a integridade de José de modo surpreendente porque cadeia não é lugar de integridade. Ninguém espera que um preso seja confiável e íntegro, mas José foi íntegro onde não se esperava integridade. Se não formos capazes de ser íntegros onde estamos, não seremos íntegros em lugar nenhum. José se mostrou confiável numa situação extremamente adversa. É no fogo da adversidade que devemos mostrar que somos confiáveis. Há um ditado popular que diz: “a ocasião faz o ladrão”. Isso não é verdade. José tinha desculpas para não ser confiável e íntegro, tinha motivos para se rebelar e usar de sua posição em benefício próprio, estava preso sem ter cometido nenhum crime. (Gn 40.15). Devemos nos mostrar confiáveis e íntegros no dia da adversidade. Se José não fosse íntegro na prisão nunca seria como primeiro ministro do Egito.

Certa vez um jovem foi a um homem sábio, pedir conselhos. O homem sábio disse que só queria saber uma coisa. Ele propôs uma situação imaginária. Ele disse – “Imagine que você nunca seria pego e ninguém seria machucado. Ninguém perderia nada. Se estas circunstâncias fossem garantidas, você mentiria por R$ 100,00?” O jovem pensou um pouco e respondeu. “Sim, por R$100,00, se ninguém saberia e ninguém seria machucado! Eu mentiria!” O sábio balançou a cabeça e disse. “Tenho outra pergunta. Você mentiria por R$ 0,10?” Furioso, o jovem indagou “Que tipo de pessoa você acha que eu sou?!” O sábio respondeu. “Eu já sei que tipo de pessoa você é. Estou apenas tentando estabelecer seu preço.”

Solidariedade (40.6-7). Solidariedade é a qualidade inerente ao homem e à mulher de DEUS. Quanto maior for o nível de liderança, mais solidário deverá ser o líder. O que é ser solidário? É o exercício da empatia e de se importar com as necessidades do próximo. José foi solidário mesmo quando foi vendido pelos próprios irmãos, submetido à condição de escravo, prisioneiro na masmorra sem ter cometido crime algum. Ele foi capaz de se preocupar com as necessidades dos outros. Apesar de todas as suas mazelas, José não olhou para si, mas viu a tristeza dos outros. Ele teve os seus problemas, as suas dores, os seus traumas, mesmo assim ele olha para o lado. Vivemos num mundo egoísta onde somente os nossos anseios e a nossa dor importa, assim, perdemos a capacidade de socorrer os outros em suas necessidades. José foi solidário em um lugar onde não se espera solidariedade. Ninguém espera solidariedade na cadeia. Num dos seus sermões do dr. Martin Luther King Jr. pronunciou: “A pergunta mais importante é: o que você está fazendo pelos outros?” Em 1992, nas paraolimpíadas de Seattle, nove participantes, todos com deficiência mental ou física, alinharam-se para a largada da corrida dos 100 metros rasos. Ao sinal, todos partiram, não exatamente em disparada, mas com vontade de dar o melhor de si, terminar a corrida e ganhar. Todos, com exceção de um garoto, que tropeçou, caiu rolando e começou a chorar. Os outros oito ouviram o choro. Diminuíram o passo e olharam para trás. Então eles viraram e voltaram. Todos eles. Uma das meninas, com síndrome de Down, ajoelhou-se, deu um beijo no garoto e disse: — “Pronto, agora vai sarar”. E todos os nove competidores deram os braços e andaram juntos até a linha de chegada. O estádio inteiro levantou e os aplausos duraram muitos minutos. E as pessoas que estavam ali, naquele dia, continuam repetindo essa história até hoje. Talvez os atletas fossem deficientes mentais… Mas, com certeza, não eram deficientes da sensibilidade… Por que? Porque, lá no fundo, todos nós sabemos que o que importa nesta vida é mais do que ganhar sozinho. O que importa nesta vida é ajudar os outros a vencer, mesmo que isso signifique diminuir o passo e mudar de curso.

Paciência (40.23). Depois de José ter sido solidário com um dos detentos, ele foi esquecido por dois anos. Aquele que foi ajudado por José não se lembrou mais dele. Mesmo assim José foi paciente e continuou sendo confiável e solidário. Esperar, temos muita dificuldade com esse verbo. Não gostamos de esperar. José precisou esperar o tempo de DEUS agir em seu favor. O tempo de espera foi necessário para DEUS tirar as muletas de apoio de José. Ele havia se apoiado no copeiro, mas através do tempo de espera DEUS lhe disse: “EU que vou tirá-lo da prisão, não será o copeiro”. Paciência é fruto do ESPÍRITO SANTO (cf. Gl 5.22), que é desenvolvido no discípulo nas mais severas adversidades. José teve paciência para esperar o agir de DEUS. No esquecimento da prisão foi o período que José mais cresceu. DEUS usou o tempo do esquecimento na escuridão da prisão para acelerar o amadurecimento de José. O abacate é uma fruta que, para acelerar o processo de amadurecimento, é retirada do pé, enrolada em um jornal e guardada em local escuro. Depois de uma semana a fruta está pronta para consumo. DEUS usa o mesmo processo para amadurecermos, nos arranca da zona de conforto, nos envolve nas adversidades e deixa-nos no escuro por algum tempo. Pense na adversidade como um processo de amadurecimento na tua vida.

Que a adversidade que você esteja atravessando não seja um desperdício, mas que DEUS use-a para desenvolver virtudes na tua vida.

Pastor Olavo Vigil

Crescendo na Adversidade – II

Texto base: Gênesis 39

“O caráter de um homem faz o seu destino”. (Demócrito)

O caráter de José precisou ser aperfeiçoado antes que se tornasse o governador do Egito. José precisou vencer a tentação num nível inferior antes de vencê-la no degrau mais alto de sua liderança. Se José não fosse capaz de vencer a tentação na casa de Potifar, onde a influência dele era limitada aos negócios do oficial egípcio, como venceria as tentações quando assumisse o governo do Egito? Quando José assumisse o governo do Egito, seria o responsável por toda a administração do país. Pessoas falidas e famintas viriam de toda a parte do mundo para comprar mantimentos para a sobrevivência. Todas as negociações financeiras seriam feitas por ele. Imagine um homem sem caráter, com todo esse poder. Ele poderia usurpar o direito dos desvalidos, se deitaria com as mulheres dos viajantes e se corromperia muito fácil.

Abraham Lincoln, um dos maiores estadistas do mundo, disse: “Quase todos os homens são capazes de suportar adversidades, mas se quiser pôr à prova o caráter de um homem, dê-lhe poder.” Se José não fosse capaz de vencer a tentação na casa de Potifar, jamais venceria as tentações que surgissem no posto de governador do Egito. Ao lermos a história da família de Jacó, embora a narrativa destaque a biografia de José, o capítulo 37.2 começa assim: “Esta é a história da família de Jacó…” e, no capítulo 38, a narrativa acerca dos acontecimentos com José é interrompida abruptamente para relatar o fracasso de Judá, seu irmão mais velho. Somos arrebatados com o drama vivido por José no capítulo 37, então, inesperadamente, o drama é suspenso para narrar, no capítulo 38, o fracasso moral de Judá. Assim, nos perguntamos: Qual foi o objetivo do autor sagrado com isso? – Mostrar que onde fracassou Judá, José venceu (Gn 38.26). Quando Er, o filho mais velho de Judá, casado com Tamar, morreu, Judá prometeu dar outro filho em casamento para não a deixar sem descendência. Infelizmente, Judá não honrou a sua palavra e ainda se deitou com a própria nora.

José é o que chamamos na teologia de um “tipo de JESUS”. Adão fracassou em obedecer a DEUS e se deixou vencer pela tentação (Gn 3). Assim, como JESUS no deserto venceu a tentação e o Tentador (Mt 4.1-11), antes de iniciar o seu ministério para salvar a humanidade, José também venceu o pecado antes de se tornar o governador do Egito e salvar a humanidade da fome. DEUS usou a adversidade para aperfeiçoar o caráter de José. Isso nos lembra o que o poeta Carlos Drummond de Andrade escreveu: “As dificuldades são o aço estrutural que entra na construção do caráter”. O caráter de José foi testado constantemente. Todos os dias o pecado bateu na porta do coração de José (v.9). Porém, o jovem hebreu reconhecia três razões para não ceder à tentação:

Potifar confiava nele (v.8). José não destruiria a credibilidade que levara cerca de dez anos para conquistar. A confiança adquirida com anos de dedicação e zelo, poderia ser destruída num instante de fraqueza.

Ela era mulher de outro homem (v.9). Provavelmente, ela fosse uma mulher muito bonita, vestisse roupas caras, estivesse bem maquiada e usasse um excelente perfume, porém, não era a mulher dele. José tinha consciência de que por mais bonita que ela fosse, pertencia a outro homem.

Ele temia a DEUS (v.9).  O temor a DEUS livrou José de cair em pecado. Na hipótese de pecar, Potifar nem saberia que José e sua esposa eram amantes, mas ele a rejeitou porque DEUS saberia. Somente o temor a DEUS nos mantém longe das armadilhas do pecado.

Apesar de todos os esforços de José, a túnica dele ficou nas mãos da mulher de Potifar. Ele perdeu as vestes, mas manteve a integridade do caráter.   

DEUS usa a adversidade para aperfeiçoar o caráter. E cabe perguntar: Do que você está disposto a abrir mão para manter um caráter íntegro?

Recursos financeiros (v.6). Potifar entregou tudo o que tinha nas mãos de José, inclusive o dinheiro dele. José não recebia salário por ser um escravo, mas administrava os recursos financeiros da casa e dos negócios de Potifar. Ele tinha autonomia para investir o dinheiro como bem entendia. Entretanto, para preservar seu caráter íntegro, ele abriu mão da gestão financeira.

Há pessoas que fazem qualquer coisa por dinheiro. Negligenciam a família, acabam com a saúde e se desfazem de amigos. Certa vez, perguntaram a John D. Rockefeller, o primeiro homem a se tornar um bilionário, quanto dinheiro um homem precisaria ganhar para ficar satisfeito. Então, ele respondeu: “Apenas um pouco mais”. O dinheiro não é maligno. Precisamos de dinheiro para comer, beber, vestir e para ter onde morar. Todos gostamos de dinheiro e gostaríamos de ter mais dinheiro. Não há nada de errado em desejar ter mais dinheiro e trabalhar para isso. A pergunta é: “A que custo?” Você se corromperia para ter mais dinheiro?

Posição social (v.9). Por duas vezes José perdeu a túnica.  A primeira túnica que lhe tiraram concedia a ele a posição de filho preferido (Gn 37.3). Jacó, seu pai, nutria um sentimento especial por José. Até aquele momento, ele era o único filho com Raquel, a esposa amada, por quem trabalhou quatorze anos. Jacó fizera um acordo com Labão, o seu sogro, de que trabalharia sete anos cuidando dos rebanhos em troca do casamento com Raquel. Depois de sete anos de trabalho, ao invés de entregar Raquel, Labão entregou Lia, a filha mais velha. Enganado por Labão, Jacó se viu obrigado a trabalhar mais sete anos para pagar o dote de Raquel. E, como se isso fosse pouco, Raquel esteve estéril por muitos anos até que veio a conceber de José. Por essa razão, José era tão especial.

Os irmãos de José, motivados pelo ódio e pelo ciúme, arrancaram-lhe a túnica de filho preferido. Isso também faz de José um tipo de JESUS. O filho amado de DEUS, JESUS (Mt 3.17), teve a Sua túnica arrancada (Mt 27.35). A segunda túnica tirada lhe dava a posição de administrador. No versículo 9, José afirmou: “Nesta casa eu mando tanto quanto ele”. José desfrutava de uma posição de confiança e de destaque. Ele era o chefe de todos os empregados da casa e administrava todos os bens de Potifar. Além, de desfrutar de uma posição invejável a vista dos escravos do Egito. Enquanto os vassalos trabalhavam debaixo dos açoites de seus capatazes, José gozava de uma posição social almejada por muitos egípcios. José abriu mão da posição social para manter o caráter íntegro. Reflita, o que mais importa é o seu status ou quem você realmente é?

Sua reputação (v.14). “Este hebreu”, a mulher de Potifar se refere a José de forma pejorativa. Ela reúne os empregados e macula a imagem de José, mentindo que ele tentara estuprá-la. A boa imagem de José com os empregados e com Potifar foi jogada na lama com a falsa acusação. A reputação que José levou anos para construir, foi destruída por uma mulher vingativa. José preferiu perder sua reputação e manter o seu caráter incorruptível. Abraham Lincoln  disse: “O caráter é como uma árvore e a reputação como sua sombra. A sombra é o que nós pensamos dela; a árvore é a coisa real”. Os irmãos de José arrancaram-lhe a túnica de filho preferido, mas não arrancaram a integridade dele. A mulher de Potifar tocou nas roupas de José, mas não tocou na alma dele. Ela lançou a reputação de José na lama, mas não sua índole. Vivemos numa sociedade preocupada com a reputação, mas desleixada com a integridade do caráter.

José abriu mão de recursos financeiros, de posição social e de uma ótima reputação, porém, em circunstância alguma, abriu mão de um caráter imaculado. A cada adversidade e sofrimento ele diminuía no conceito dos homens e crescia na plenitude de um caráter aprovado. Até que se tornou perfeitamente habilitado para governar a poderosa nação egípcia, preservando, assim, o mundo da destruição pela fome.

Pastor Olavo Vigil

Deus usa as circuntâncias para cumprir os seus propósitos

Texto base: 1 Samuel 9.1-14

“O sofrimento é o megafone de Deus para um mundo ensurdecido”. (C.S. Lewis)

Quem iria imaginar que o primeiro rei de Israel seria chamado para o trono enquanto procurava jumentas?  A perda de um bem precioso colocou Saul no centro da vontade de DEUS. O SENHOR usa as circunstâncias adversas para conduzir homens e mulheres ao centro da Sua soberana vontade.  DEUS usou a tempestade e o grande peixe para conduzir Jonas ao centro da Sua vontade; usou a queda e a cegueira para envolver Paulo de Tarso nos Seus planos. Uma circunstância que de um ponto de vista seria uma perda, se transformou em ganho para Saul.  DEUS transforma as perdas em ganhos.  Alexander Solzhenitsyn, escritor e ganhador do Prêmio Pulitzer, o maior prêmio literário do mundo, passou oito anos na prisão durante a era Soviética, por ter criticado Joseph Stalin. Ele entrou ateu na prisão e saiu como uma pessoa de fé. A experiência do cárcere não o deixou amargo. Ela o deixou grato porque lá a fé dele foi desenvolvida e o caráter fortalecido. Ao recordar de sua experiência, ele diz: “Eu te abençoo, prisão – te abençôo por ter entrado em minha vida – pois lá, deitado em palha podre, foi que aprendi que o propósito da vida não é prosperar, como cresci acreditando, mas amadureci a alma”.

Vejamos algumas situações que nos conduzem para o centro da vontade de Deus:

As nossas necessidades são a porta de entrada para DEUS (v.3). A história de Saul com DEUS inicia com as jumentas perdidas. Saul acompanhado do seu servo percorreu um longo caminho a procura das jumentas. Esgotado da jornada, desanimado pela falta êxito e angustiado pela possibilidade de que o seu pai estivesse preocupado com ele, decide voltar para casa. O texto diz que as jumentas do pai de Saul se perderam. O que se perdeu na sua vida? Foi o casamento? A esperança de um filho ser restaurado? A cura de uma enfermidade? O ânimo? De modo semelhante a Saul, você tem pensado em desistir?

Muitos de nós agimos assim. Exaustos e desanimados desistimos. Não desista! Não desanime! As tuas necessidades são a porta de entrada para o centro da vontade de DEUS. Assim como DEUS usou as jumentas perdidas para entrar na vida Saul e conduzi-lo para o centro da vontade dEle, ELE usará as tuas decepções, os teus traumas e os teus fracassos para alcançar o teu coração.

DEUS é a resposta para aquilo que procuramos (v.20). Ao se encontrar com Samuel, Saul foi curado do anseio de achar as jumentas. Por intermédio do profeta, DEUS livrou o coração de Saul da preocupação. DEUS não tem a resposta, DEUS é a resposta. Antes de Saul perguntar ao profeta acerca do paradeiro das jumentas, DEUS já lhe deu a resposta. DEUS conhece os anseios mais íntimos do coração do homem. DEUS é a resposta para todos os nossos anseios. Tudo o que precisamos e procuramos, encontramos em DEUS. Somente DEUS é capaz de preencher o nosso vazio.

Quando cuidamos das coisas de DEUS, ELE cuida das nossas coisas (v.20). Saul está preocupado com os bens da sua família. Todos os seus esforços estão concentrados em encontrar as jumentas perdidas. Ao procurar o profeta, Saul não tem o intuito de buscar a vontade de DEUS, mas de suprir uma necessidade efêmera. Saul está preocupado com as jumentas, enquanto DEUS está interessado no futuro de uma nação. Os interesses de DEUS são maiores e mais nobres. Quando Saul se dispõe a fazer a vontade de DEUS, permanecendo com Samuel, as suas jumentas são encontradas. Devemos ter somente uma única preocupação em toda a nossa vida: conhecer e fazer a vontade de DEUS.

Um dos maiores missionários da história da igreja, o apóstolo Paulo, tinha somente uma preocupação: “Além disso, enfrento diariamente uma pressão interior, a saber, a minha preocupação com todas as igrejas”. (2 Co 11.28). A obra de DEUS deve ser a nossa maior preocupação. Quando priorizamos a vontade de DEUS, ELE supre todas as nossas necessidades. Quando priorizamos a vontade de DEUS, ELE dá mais do que pedimos. Saul queria apenas encontrar as suas jumentas, DEUS deu a ele um grande rebanho, a nação de Israel para governar.

Faça da tua necessidade a porta de entrada para DEUS.
DEUS é a resposta para aquilo que procura.
Cuide das coisas de DEUS e O deixe cuidar das tuas coisas.

Pastor Olavo Vigil