Deus usa as pessoas para cumprir os seus propósitos

Texto base: Samuel 9.6-10

“Quem não vive para servir, não serve para viver”. (Mahatma Gandhi)

DEUS usou um homem persistente para que Saul fosse conduzido até o profeta Samuel. O texto não informa o seu nome, a sua tribo e nem a sua genealogia. No entanto, informa que ele foi usado por DEUS para insistir que Saul fosse ao encontro do homem de DEUS. O servo de Saul é mais um de vários personagens anônimos da Bíblia que é usado para cumprir os propósitos divinos. O que aprendemos com o servo de Saul?

Devemos cumprir os propósitos de DEUS sem almejar reconhecimento. Esta personagem anônima, não é mais mencionada no decorrer do livro. O livro de 1 Samuel não faz nenhuma menção honrosa ao servo de Saul. Após Saul assumir o reinado de Israel, ele não convida aquele que o levou até o profeta Samuel para ser seu assessor, e, nem lhe oferece um lugar de destaque. Não há palavras de agradecimento. O servo apenas desaparece do cenário. Infelizmente, muitos homens e mulheres atuam na obra de DEUS em busca de reconhecimento. Quando não são reconhecidos, abandonam o que estão fazendo. O anseio por reconhecimento é uma ferrugem que corrói as engrenagens do coração. Há uma frase de Benjamin Constant, que diz: “Verifiquei que, aos homens, se devia agradecer o menos possível, porque o reconhecimento que lhes testemunhamos os convence, facilmente, de que estão a fazer demais!” Os grandes feitos de pessoas como Martin Luther King e Madre Tereza de Calcutá são reverenciados por toda a humanidade. Mas eles não realizaram esses feitos sozinhos. Servos anônimos trabalharam muito, para que os ideais deles se realizassem.

Devemos insistir com as pessoas para que busquem a DEUS. Saul apresentou motivos para não ir ao encontro do profeta. Primeiro, ele alegou que já estavam distantes e que seu pai começaria a se preocupar com eles e deixaria de se preocupar com as jumentas. Segundo, ele disse que não tinha mais recursos em seu saco de viagem para presentear o homem de DEUS. Mas o servo insistiu para que Saul entrasse na cidade em busca do profeta. Lamentavelmente, desistimos fácil das pessoas. Precisamos insistir incansavelmente para que as pessoas se voltem para DEUS. Por mais que as pessoas apresentem motivos para não se envolverem com DEUS ou com a Sua obra, devemos insistir. Assim, como um vendedor não se dá por vencido enquanto não persuadir o cliente a comprar o seu produto, devemos ter disposição maior para apresentar o evangelho. Apesar de sua condição social, o servo insistiu com Saul. Na condição de servo, ele deveria acatar a vontade de seu patrão e imediatamente voltar com ele para casa. Ele foi ousado e persuadiu o seu patrão a buscar a direção de DEUS. O mesmo fez a menina na casa de Naamã, que apesar de sua condição social, persuadiu o senhor dela a se voltar para DEUS. Certa vez alguém disse: “Grande não é o homem que se deixa persuadir pelos pensamentos da maioria, mas aquele que faz a maioria ser persuadida pelos seus”.

Devemos investir nossos recursos para levar as pessoas a DEUS. Os mantimentos do alforje se esgotaram, Saul não tinha valor algum consigo para ofertar ao profeta. O servo prontamente ofereceu o seus próprios recursos para levar Saul até o profeta. Levar as pessoas para DEUS requer investimento. Nenhum investimento é demasiado quando o objetivo é levar pessoas à DEUS. O valor de uma vida é imensurável. Ao investirmos nossos recursos demonstramos que confiamos na ação de DEUS. O servo acreditava que DEUS tinha a resposta para o anseio de Saul. O servo acreditava que DEUS resolveria a situação. Não investimos porque subestimamos o poder de DEUS. Se realmente crêssemos no poder DEUS para transformar pessoas investiríamos os nossos recursos. Ao investirmos o nosso tempo, demonstramos que confiamos na ação de DEUS. Além dos recursos financeiros, o servo investiu o seu tempo levando Saul até a cidade de Ramá para encontrar o profeta. Ele fez porque tinha convicção que a jornada não seria em vão. Para levar uma pessoa à DEUS, é necessário investir tempo. Tempo para orar por ela, para estreitar o relacionamento com ela, para compartilhar de JESUS e para discipular. Oskar Schindler, foi um empresário alemão que salvou a vida de mais de mil judeus durante o Holocausto ao empregar mulheres, crianças e idosos em sua fábrica. No final da guerra, Schindler tinha gasto toda a sua fortuna em subornos e na aquisição de produtos no mercado paralelo para ajudar os seus trabalhadores a fugir da câmara de gás nazista.

Devemos servir porque não fazemos mais que nossa obrigação. Embora o servo de Saul tenha feito muitas coisas, não fez nada além daquilo que se esperava dele. Foi para isso que ele foi enviado juntamente com Saul, por ordem de Quis, o proprietário das jumentas. Em outras palavras, ele não fez mais que sua obrigação. Tudo o que realizamos em prol do avanço da obra de DEUS, não fazemos mais do que a nossa obrigação. Não temos mérito algum em quaisquer esforços investidos no trabalho do SENHOR. Infelizmente, existem pessoas que entendem que fizeram algo extraordinário porque se esforçaram na obra do SENHOR. Mesmo que venhamos a pagar com a própria vida para a expansão do REINO de DEUS, não faremos mais do que a nossa obrigação.

Ser usado por DEUS para cumprir os Seus propósitos eternos é um privilégio imensurável. Jamais um peso ou um desgosto.

Pastor Olavo Vigil

A Jornada da Vida

Texto base: Êxodo 33.12-23

“Permanece um sentimento de que DEUS também está na jornada”. (Teresa de Ávila)

A vida é uma jornada. Pode ser curta ou longa. A vida é uma jornada cheia de imprevistos. Ninguém prevê sepultar um filho ou ter de enfrentar uma quimioterapia. A vida também é uma jornada de altos e baixos. Há momentos em que celebramos conquistas como a aquisição de um imóvel, o casamento, o nascimento de uma criança, a colação de grau, mas também há momentos em que o coração é esmagado pelo luto, dor que poderá durar dias, semanas e até mesmo anos.

A jornada da vida de Moisés não foi diferente, mesmo sendo um homem de DEUS, por muitas vezes a vida o surpreendeu com os reveses.  O que este personagem bíblico nos ensina é que o sucesso da jornada não está no que a vida nos oferece, mas como lidamos com ela.  Aprendamos com Moisés três ações para uma jornada bem sucedida:

Conheçamos os propósitos de DEUS (v.13). Para vivermos os propósitos de DEUS precisamos conhecê-los. Moisés pede para que DEUS revele os Seus propósitos (caminhos). DEUS tem propósitos para a nossa vida. Propósitos que se revelam através da Bíblia.

Busquemos a presença de DEUS (v.15). Devemos desejar desenfreadamente a presença de DEUS. Um homem sem DEUS é um homem vazio. A presença de DEUS deve ser cultivada através da oração, do estudo sistemático da Bíblia e da comunhão com os santos. A presença de DEUS é uma promessa para todos os dias de nossa existência em quaisquer circunstância que vivamos (cf. Sl 23.4 e Mt 28.20).

Promovamos a glória de DEUS (v.18). Wiersbe, ao comentar este texto, afirma que o verdadeiro servo de DEUS preocupa-se mais com a glória de DEUS do que qualquer outra coisa. A glória de DEUS é o alvo da vida de um homem. O homem não deve almejar outra coisa que não seja a glória do seu CRIADOR e REDENTOR. A alegria do servo de DEUS está em promover a glória do seu SENHOR em todas as áreas de sua vida.

A jornada da vida não é vã quando conhecemos os seus propósitos, se vivemos na companhia Daquele que nos ama (DEUS) e, se por meio de nossos atos, a glória DEUS é proclamada.

Conhecemos e vivemos os propósitos de DEUS? Buscamos com todas as nossas forças a doce e poderosa presença de DEUS? Vivemos de maneira que a glória de DEUS seja promovida em todas as áreas de nossa vida?

Que a efêmera jornada de nossas vidas tenha o propósito, a presença e a glória de DEUS.

Pastor Olavo Vigil

Vencendo a crise

Texto base: Mateus 14.13-21

“No meio do caos há sempre uma oportunidade”. (Sun Tzu)

O texto fala de uma crise: mais de cinco mil pessoas num lugar deserto, doentes e famintas, e tudo o que se dispõe é de apenas cinco pães e dois peixes. Hão de concordar que humanamente isso é uma crise insolúvel. É impossível saciar a fome de tanta gente com tão pouco recurso. Nos deparamos com situações semelhantes na vida que julgamos ser impossível resolver. Neste texto, vamos ver que das três ações empreendidas para vencer a crise somente uma delas é transcendente, as outras são humanas. A responsabilidade de vencer é nossa, por isso, devemos aprender com JESUS como vencer a crise. Vejamos o que fazer na crise?

Faça uma leitura da atual situação (v.14). Ao ver a multidão, JESUS faz uma leitura correta do status quo do povo. Por causa de nossa miopia espiritual, não conseguimos fazer a leitura correta para apresentar uma resposta eficaz diante da crise. Passamos por crises no casamento, na família com filhos problemáticos, temos que lidar com doenças emocionais e físicas. Na maioria das vezes, somos vencidos pela crise porque não sabemos fazer a leitura correta do momento que estamos vivendo. Não sabemos explicar de forma racional o que estamos passando – apenas lamentamos a crise que enfrentamos. Faça uma autoavaliação. A Bíblia nos orienta a constantemente fazermos uma autoavaliação (cf. Sl 139.23-24, 1 Co 11.28). Faça um levantamento das necessidades. Qual era a necessidade imediata do povo? Cura para as suas doenças e alimento. Peça a DEUS discernimento para entender o tempo presente. Clamar a DEUS para que ele nos dê capacidade para discernir o que está acontecendo conosco e ao nosso redor.

Valorize o que você tem (v.17). Foi com aqueles cinco pães e três peixes que tudo começou. Pense comigo: O que seria da multidão se os cinco pães e dois peixes fossem deixados para traz? Não teria pão e nem peixe para ser multiplicado. A crise provoca a desvalorização do que temos. Em meio à crise precisamos valorizar o que temos. Se você não valorizar o que tem ninguém valorizará. Valorize o que JESUS valoriza. JESUS não desprezou os cinco pães e dois peixes. JESUS disse: “traga para mim”. Talvez eles tenham pensado: “Será que ELE vai comer sozinho na nossa frente?” Em meio à crise o que você tem pode ser pouco, mas é com esse pouco que JESUS fará muito. É com o que você tem que JESUS fará o milagre.

Organize-se (v.19). O evangelho de Marcos 6.39-40, diz que JESUS, antes de realizar, o milagre organizou a multidão em grupos de cem e de cinquenta. Antes de DEUS multiplicar o azeite da viúva, Eliseu ordenou que ela se organizasse pedindo vasilhas vazias emprestadas, e não poucas, para os vizinhos (cf. 2 Rs 4.1-7). Antes que chovesse, Noé se organizou para salvar a família dele do dilúvio (Gn 6). Neemias organizou o povo para a reconstrução do muro de Jerusalém, mas antes fez uma ronda noturna para avaliar a dimensão da obra a ser realizada (cf. Ne 2.11-16 e 3). Organização é uma questão de fé. Somente se organiza aquele que realmente crê que DEUS fará um milagre. Se não cremos que acontecerá um milagre porque devemos nos organizar? Precisamos nos preparar para aquilo que DEUS vai fazer em nossa vida e através dela.

Olhe para cima (v.19). Faça tudo o que está ao teu alcance: a leitura correta da situação, a valorização do que tem e a organização dos recursos à sua disposição, então, olhe para cima. Tire os olhos da crise e olhe para aquele que é maior que a crise. Eu ouvi uma frase recentemente: “O céu não está em crise!”. Ao focarmos na crise, nosso coração fica preso nas circunstâncias e nas impossibilidades. Ao focarmos na crise sufocamos a nossa fé. Precisamos olhar para cima – é do céu que vem o milagre.

Vença a crise aplicando os princípios ensinados por JESUS.

Pastor Olavo Vigil

Filhos dedicados ao Senhor

Texto base: 1 Samuel 1.21-28

“Já transferi todos os meus bens para a minha família. Existe, porém, uma coisa a mais que eu gostaria de oferecer aos meus filhos: a fé cristã. Com ela, poderiam ser ricos, mesmo que eu não lhes tivesse dado nenhum centavo. Sem essa fé cristã, eles seriam pobres, mesmo que eu lhes tivesse dado o mundo inteiro”. (Patrick Henry)

Compartilho três verdades acerca de dedicações de crianças:

As crianças devem ser dedicadas ao SENHOR pela iniciativa dos pais (v.23). Muitos ao lerem este texto, pensam que a dedicação do menino Samuel foi uma decisão e ação unilateral de Ana, mas o texto ensina o oposto. A dedicação do menino Samuel ao SENHOR, foi uma decisão do casal. Conforme Números 30.8, o marido tinha a autoridade para anular o voto da esposa, caso não concordasse. Elcana juntamente com Ana, decidiram dedicar o menino ao SENHOR. Elcana não serviu de empecilho, nem de obstáculo ou de barreira para que o menino Samuel se achegasse a DEUS. Infelizmente há pais que são empecilho para que os filhos se acheguem a DEUS. Se tornam empecilho dando mau testemunho, não frequentando aos cultos e não investindo na formação espiritual do filho.

As crianças devem ser dedicadas ao SENHOR para toda a vida (v.28). A dedicação do menino Samuel não foi o ato de um único culto. Não foi uma decisão “dominical”. Mas foi uma decisão para a vida toda. Há pais que levam os seus filhos ao altar do SENHOR uma única vez na vida, depois daquele dia a criança e muito menos os pais nunca mais voltam ao altar do SENHOR.

As crianças devem ser dedicadas para a obra do SENHOR (v.23).  Elcana e Ana dedicaram o menino Samuel para a obra do SENHOR. Juntamente com o sacerdote Eli o menino foi equipado e treinado para o exercício do ministério. Será que Elcana e Ana tinham consciência no que se tornaria o menino Samuel? Que o menino Samuel se tornaria um dos maiores juízes da história de Israel? Que o menino Samuel se tornaria um dos homens mais importantes da história de Israel? Os pais não dedicam suas crianças com medo de perdê-las… melhor “perdê-las para a obra de DEUS”, que perdê-las para o mundo.

Tem investido na formação espiritual dos teus filhos?

Pr. Olavo Vigil

Pequenas iniciativas, grandes resultados

Texto base: Mateus 13.31-32

“A diferença entre as pessoas que têm iniciativa e as que não têm é a diferença entre o dia e a noite”. (Stephen Covey)

A Parábola do Grão de Mostarda é uma das séries de parábolas acerca do REINO de DEUS contadas por JESUS. Fala de algo que começa pequeno e que se torna grande, nos diz que os grandes resultados desenvolvem-se a partir de pequenos começos e que os grandes movimentos começam pequenos. Um minúsculo grão lançado à terra pelas mãos de um homem, se torna uma árvore capaz de abrigar os pássaros que vem para fazer seus ninhos. Em outras palavras: uma pequena iniciativa produz um grande resultado. Todos nós desejamos grandes resultados em nossa vida. Ansiamos que, pelo mover de DEUS, algo grande e extraordinário aconteça em nossa vida e através da nossa vida. Mas infelizmente, não nos movemos um milímetro que seja em direção ao que desejamos. A Parábola do Grão de Mostarda nos ensina que para vivenciarmos o extraordinário basta uma pequena iniciativa. As iniciativas são nossas, mas os resultados são de DEUS. Vejamos três iniciativas que antecedem os grandes resultados:

Atitude simples (v.31). É incrível! Uma simples atitude resultou em um grande resultado. Um grão de mostarda que um homem plantou em seu campo se tornou em uma grande árvore. Da mesma forma, nossas simples atitudes tem o poder de produzir grandes resultados. Como disse antes, desejamos grandes resultados mas não estamos dispostos a termos uma pequena iniciativa. No capítulo 17.1-7, do livro de Êxodo, o povo hebreu se encontra no deserto de Refidim, milhares e milhares de pessoas, entre elas crianças e idosos, sedentos por água. Por meio de uma atitude simples de Moisés, DEUS fez brotar água de uma rocha para saciar a sede do povo. Moisés apenas tocou a rocha com o seu cajado de pastor. A simples atitude de Moisés, resultou em algo extraordinário. Você deseja e precisa que o extraordinário aconteça em sua vida, mas que simples iniciativa precisa tomar para que isso aconteça? Da mesma forma as simples atitudes negativas têm o poder para produzir grandes resultados danosos em nossa vida. Em Josué capítulo 7, Acã rouba objetos sagrados de Jericó e leva para sua casa. Uma simples atitude negativa resultou na morte de toda a sua família. Quais atitudes negativas você precisa abandonar para que não resultem em danos maiores para você e para a sua família?

Fé simples (Mt 17.20). “Fé do tamanho de um grão de mostarda”. O único recurso necessário para transportar um monte de lugar, a única exigência para que o impossível aconteça é a fé. Uma fé simples, para que o extraordinário aconteça em nossas vidas. Pensamos que grandes coisas acontecem por causa de uma grande fé. Pensamos que temos que ter uma fé semelhante a de homens como Hudson Taylor que expandiu o REINO de DEUS no interior da China em plena guerra civil, George Muller que sustentou mais 120 mil crianças com os seus orfanatos ou John Knox, que ousou orar dessa forma: me dá a Escócia ou e morro. Qual a montanha que você precisa transpor? O quê aos teus olhos é impossível? Os grande milagres da história, foram resultados de uma fé simples. Tome a iniciativa de confiar a tua vida aos cuidados de DEUS e deixe os resultados com ELE.

Visão do amanhã (v.32). “Embora seja a menor dentre todas as sementes”. O agricultor não vê apenas uma semente, o agricultor vê uma árvore, o agricultor vê o que os outros não enxergam. Precisamos aprender com o agricultor da Parábola, ver além da semente. O problema é que temos uma visão limitada, uma visão condicionada ao aqui e agora. Focar a visão somente no aqui e no agora impossibilita de ver o que DEUS fará no futuro. Precisamos abrir os nossos olhos para além do aqui e agora. Hoje estamos vendo uma pessoa perdida e atolada no pecado, mas precisamos ver a transformação que DEUS fará na vida dela amanhã. Hoje vemos um casamento falido, mas precisamos enxergar com os olhos dá fé a restauração que DEUS fará. Hoje vemos uma família sofrida, mas precisamos investir, vendo o que DEUS fará com essa família no futuro. O que você está vendo hoje, pode ser uma realidade diferente amanhã. Mas por causa de nossa visão do aqui e a agora, não investimos na vida de pessoas, não investimos na nossa família ou em outras áreas. Precisamos tirar olhos do aqui e agora, focar os nossos olhos naquilo que DEUS poderá fazer.

Os pequenos começos oferecem grandes resultados. Os grandes rios surgem em pequenas nascentes, o carvalho forte e alto cresce a partir de uma pequena foz. Que grande resultado você almeja ver na sua vida? Qual iniciativa você precisa tomar para o extraordinário acontecer?

Pastor Olavo Vigil

Unidade

Unidade consiste em ter propósito e senso de realização

Texto base: 1 Samuel 7.2-17

“Unidos venceremos. Divididos, cairemos”. (Esopo)

O texto nos ensina que pessoas unidas por um propósito alcançam resultados extraordinários.
Vejamos três razões para buscar a unidade:

Unidos para realizar mudanças (v.4). Todos os israelitas fizeram parte da mudança. Os israelitas se mobilizaram para abandonar a idolatria. Era necessário a participação de todos. Ainda que poucos permanecessem na idolatria, a mudança não teria o mesmo efeito. Os poucos que permanecessem na idolatria continuariam a promovê-la. A mudança somente foi possível, porque todos se envolveram. Se queremos mudanças relevantes na nossa igreja, na nossa família é na sociedade é necessário o envolvimento de todos. A unidade promove mudanças extraordinárias, que sozinhos nunca seríamos capazes de realizar.

Unidos para prestar culto (v.5-6). Todos se mobilizaram para buscar ao SENHOR. Todos foram prestar culto a DEUS. Não havia unidade entre os israelitas para prestar o culto. Muitos prestavam culto a Baal e outros ao DEUS verdadeiro. Em outras palavras, “cada um fazia o que queria”. Essa era a razão de todo o sofrimento dos israelitas. De acordo com o livro de Juízes, toda vez que os israelitas abandonavam o SENHOR, eram oprimidos por outros povos. O mesmo acontece nos dias de hoje. Não há unidade no culto. Muitos frequentam as reuniões públicas da igreja por outros interesses: amigos, lazer e ou até mesmo o cumprimento de um protocolo religioso. Quando nos reunimos para cultuar não devemos estar com a mente dividida. Deve haver somente um sentimento e interesse: adorar ao SENHOR.

Unidos para lutar (v.11). A narrativa diz que naquele dia os israelitas derrotaram os seus opressores. Foi um dia de alegria e festa para eles. A comunhão com DEUS e união entre israelitas os tornaram fortes e imbatíveis. Os filisteus não foram capazes de suportar o força de um povo unido. Infelizmente desconhecemos o poder que há na unidade. Somos derrotados diante das lutas da vida por causa da falta de unidade. As trevas avançam e o evangelho não é anunciado por causa da falta de unidade. A igreja desconhece o força que tem. Se o povo de DEUS se unir não haverá gigante que permaneça em pé.

Pr. Olavo Vigil

Disciplina do Senhor

Os Resultados da Disciplina do Senhor

1 Samuel 6

“E uma das áreas que mais manifesta tal distância com relação ao ideal

Divino é a aplicação da disciplina”. (Russell Shedd)

A disciplina do SENHOR resulta em Sua glória e na restauração do homem. Vejamos os resultados da disciplina do SENHOR:

A disciplina do SENHOR resulta em restituição (v.3). Esta foi a resposta dos sacerdotes aos príncipes filisteus. Os filisteus entenderam que era necessário restituir os israelitas. Devolver a arca da Aliança seria o primeiro passo para a restauração. Enquanto eles não restituíssem o que eles tomaram dos israelitas o sofrimento permaneceria na Filistia. Quando nos arrependemos de nossos pecados também sentimos necessidades de restituir o dano causado. Foi o que fez Zaqueu ao se converter, restitui aqueles à quem ele havia lesado (Lc 19.8). Precisamos restituir a alegria que roubamos de alguém, quando lhe causamos sofrimentos através de nossas ações e omissões. Há alguém que você precisa restituir?

A disciplina do SENHOR resulta na cura dos pecados (v.3). Uma epidemia de tumores acometeu os filisteus. Possivelmente tenha sido uma peste bubônica, por isso os cinco ratos de ouro (cf. v.4). Os cinco tumores de ouro e os cinco ratos de ouro referente as cinco cidades da Filistia: Asdode, Ecrom, Gate, Ascalão e Gaza. Os príncipes deveriam ofertas os cinco tumores de ouro e os cinco ratos de ouro como oferta pela culpa (cf. Lv 5.14-17), segundo a orientação dos sacerdotes filisteus. Oferta pela culpa significa que os filisteus estavam confessando a sua falta diante do SENHOR. Confessar a culpa era condição para os filisteus serem curados dos seus pecados. O mesmo acontece conosco, adoecemos moralmente, fisicamente e espiritualmente por causa do pecado. Enquanto não confessamos e abandonamos o pecado sofremos as suas consequências (cf. Sl 32.3). O pecado nos separa da comunhão com DEUS (cf. Rm 3.23). O SENHOR nos dá a oportunidade de restauramos a nossa vida. Mas a condição para a cura dos nossos pecados é confessá-los e abandoná-los.

A disciplina do SENHOR resulta em alegria (v.13). Não somente alegram-se, mas o texto diz: muito. Ao receberam a disciplina do SENHOR, após serem vencidos pelos filisteus e terem a Arca saqueada como despojo de guerra, a alegria lhe foi devolvida. O que surpreende é que eles estavam na época da colheita do trigo, entre maio e junho, mas ao verem a Arca eles esqueceram a colheita e se voltaram para o SENHOR. A alegria da presença do SENHOR suprime qualquer outra coisa. Quando somos restaurados pelo SENHOR, somos tomados por uma alegria que vai além das circunstâncias. O que significa colheita do trigo? Dinheiro, poder, status, alimento e sobrevivência. O texto diz que eles pararam tudo (colheita) para cultuar a DEUS. Nada é maior que a alegria da presença de DEUS.

A disciplina do SENHOR resulta em Sua glória e na restauração do homem.

Aceite a disciplina do SENHOR e faça restituição, seja curado dos pecados e seja tomado pela alegria.

Pr. Olavo Vigil

Vencendo a crise

Texto base: Mateus 14.13-21

“No meio do caos há sempre uma oportunidade”. (Sun Tzu)

O texto fala de uma crise: mais de cinco mil pessoas num lugar deserto, doentes e famintas, e tudo o que se dispõe é de apenas cinco pães e dois peixes. Hão de concordar que humanamente isso é uma crise insolúvel. É impossível saciar a fome de tanta gente com tão pouco recurso. Nos deparamos com situações semelhantes na vida que julgamos ser impossível resolver. Neste texto, vamos ver que das três ações empreendidas para vencer a crise somente uma delas é transcendente, as outras são humanas. A responsabilidade de vencer é nossa, por isso, devemos aprender com JESUS como vencer a crise. Vejamos o que fazer na crise?

Faça uma leitura da atual situação (v.14). Ao ver a multidão, JESUS faz uma leitura correta do status quo do povo. Por causa de nossa miopia espiritual, não conseguimos fazer a leitura correta para apresentar uma resposta eficaz diante da crise. Passamos por crises no casamento, na família com filhos problemáticos, temos que lidar com doenças emocionais e físicas. Na maioria das vezes, somos vencidos pela crise porque não sabemos fazer a leitura correta do momento que estamos vivendo. Não sabemos explicar de forma racional o que estamos passando – apenas lamentamos a crise que enfrentamos. Faça uma autoavaliação. A Bíblia nos orienta a constantemente fazermos uma autoavaliação (cf. Sl 139.23-24, 1 Co 11.28). Faça um levantamento das necessidades. Qual era a necessidade imediata do povo? Cura para as suas doenças e alimento. Peça a DEUS discernimento para entender o tempo presente. Clamar a DEUS para que ele nos dê capacidade para discernir o que está acontecendo conosco e ao nosso redor.

Valorize o que você tem (v.17). Foi com aqueles cinco pães e três peixes que tudo começou. Pense comigo: O que seria da multidão se os cinco pães e dois peixes fossem deixados para traz? Não teria pão e nem peixe para ser multiplicado. A crise provoca a desvalorização do que temos. Em meio à crise precisamos valorizar o que temos. Se você não valorizar o que tem ninguém valorizará. Valorize o que JESUS valoriza. JESUS não desprezou os cinco pães e dois peixes. JESUS disse: “traga para mim”. Talvez eles tenham pensado: “Será que ELE vai comer sozinho na nossa frente?” Em meio à crise o que você tem pode ser pouco, mas é com esse pouco que JESUS fará muito. É com o que você tem que JESUS fará o milagre.

Organize-se (v.19). O evangelho de Marcos 6.39-40, diz que JESUS, antes de realizar, o milagre organizou a multidão em grupos de cem e de cinquenta. Antes de DEUS multiplicar o azeite da viúva, Eliseu ordenou que ela se organizasse pedindo vasilhas vazias emprestadas, e não poucas, para os vizinhos (cf. 2 Rs 4.1-7). Antes que chovesse, Noé se organizou para salvar a família dele do dilúvio (Gn 6). Neemias organizou o povo para a reconstrução do muro de Jerusalém, mas antes fez uma ronda noturna para avaliar a dimensão da obra a ser realizada (cf. Ne 2.11-16 e 3). Organização é uma questão de fé. Somente se organiza aquele que realmente crê que DEUS fará um milagre. Se não cremos que acontecerá um milagre porque devemos nos organizar? Precisamos nos preparar para aquilo que DEUS vai fazer em nossa vida e através dela.

Olhe para cima (v.19). Faça tudo o que está ao teu alcance: a leitura correta da situação, a valorização do que tem e a organização dos recursos à sua disposição, então, olhe para cima. Tire os olhos da crise e olhe para aquele que é maior que a crise. Eu ouvi uma frase recentemente: “O céu não está em crise!”. Ao focarmos na crise, nosso coração fica preso nas circunstâncias e nas impossibilidades. Ao focarmos na crise sufocamos a nossa fé. Precisamos olhar para cima – é do céu que vem o milagre.
Vença a crise aplicando os princípios ensinados por JESUS.

Pastor Olavo Vigil

A Jornada da Vida

Texto base: Êxodo 33.12-23

“Permanece um sentimento de que DEUS também está na jornada”.
(Teresa de Ávila)

A vida é uma jornada. Pode ser curta ou longa. A vida é uma jornada cheia de imprevistos. Ninguém prevê sepultar um filho ou ter de enfrentar uma quimioterapia. A vida também é uma jornada de altos e baixos. Há momentos em que celebramos conquistas como a aquisição de um imóvel, o casamento, o nascimento de uma criança, a colação de grau, mas também há momentos em que o coração é esmagado pelo luto, dor que poderá durar dias, semanas e até mesmo anos.
A jornada da vida de Moisés não foi diferente, mesmo sendo um homem de DEUS, por muitas vezes a vida o surpreendeu com os reveses. O que este personagem bíblico nos ensina é que o sucesso da jornada não está no que a vida nos oferece, mas como lidamos com ela. Aprendamos com Moisés três ações para uma jornada bem sucedida:

Conheçamos os propósitos de DEUS (v.13). Para vivermos os propósitos de DEUS precisamos conhecê-los. Moisés pede para que DEUS revele os Seus propósitos (caminhos). DEUS tem propósitos para a nossa vida. Propósitos que se revelam através da Bíblia.

Busquemos a presença de DEUS (v.15). Devemos desejar desenfreadamente a presença de DEUS. Um homem sem DEUS é um homem vazio. A presença de DEUS deve ser cultivada através da oração, do estudo sistemático da Bíblia e da comunhão com os santos. A presença de DEUS é uma promessa para todos os dias de nossa existência em quaisquer circunstância que vivamos (cf. Sl 23.4 e Mt 28.20).

Promovamos a glória de DEUS (v.18). Wiersbe, ao comentar este texto, afirma que o verdadeiro servo de DEUS preocupa-se mais com a glória de DEUS do que qualquer outra coisa. A glória de DEUS é o alvo da vida de um homem. O homem não deve almejar outra coisa que não seja a glória do seu CRIADOR e REDENTOR. A alegria do servo de DEUS está em promover a glória do seu SENHOR em todas as áreas de sua vida.
A jornada da vida não é vã quando conhecemos os seus propósitos, se vivemos na companhia Daquele que nos ama (DEUS) e, se por meio de nossos atos, a glória DEUS é proclamada.

Conhecemos e vivemos os propósitos de DEUS? Buscamos com todas as nossas forças a doce e poderosa presença de DEUS? Vivemos de maneira que a glória de DEUS seja promovida em todas as áreas de nossa vida?
Que a efêmera jornada de nossas vidas tenha o propósito, a presença e a glória de DEUS.

Pastor Olavo Vigil

Um projeto para a igreja

“A melhor forma de prever o futuro é criá-lo”. (Peter Drucker)

Por quê um projeto? Enumeremos algumas razões:

As coisas continuam do mesmo onde sempre estiveram. Há uma frase de Amyr Klink que diz: “Se a gente não se movimenta, não persegue, não arrisca, as coisas continuam do mesmo modo onde sempre estiveram”. Entra ano e sai ano, nada de novo aconteceu na vida de nossa igreja. Este tem sido o sentimento nos últimos anos. Se queremos viver novidades na vida da nossa igreja precisamos ter novas ações que produzam novos resultados.

Concentração de tempo. O tempo é um dos bens mais valiosos que temos. O desperdício de tal recurso é irrecuperável. Se um membro frequentar assiduamente todas reuniões públicas da igreja em quatro anos, fará um investimento de 633h30min. Este é um tempo que não podemos desperdiçá-lo, por isso devemos aproveitá-lo com propósito.

Concentração de recursos. Vivemos um período caótico em nosso país referente à finanças. Com a crise que se agrava cada vez mais, tornando os recursos escassos, precisamos ter certeza onde estamos investindo os nossos recursos e quais os resultados atingiremos com os nossos investimentos.

Engajamento das pessoas. Encontramos dificuldades em fazer com que as pessoas se comprometam com o ministério da igreja, a falta de um projeto claro ainda torna mais difícil o envolvimento. Por isso um projeto com propósito e metas claras e atingíveis contribuirá para o engajamento das pessoas com a igreja.

Direção. Saber para onde estamos indo é fundamental. No livro, Alice no País das Maravilhas, ficção de Lewis Carroll, o diálogo entre o Mestre Gato e Alice ilustra muito bem: “- Eu só queria saber que caminho tomar, pergunta Alice. – Isso depende do lugar aonde quer ir, diz o Gato tranquilamente. – Então não importa que caminho tomar, afirma o Gato taxativo”… Resumo deste singelo bate-papo: “quando a gente não sabe para aonde vai, qualquer caminho serve”

Senso de realização. O autor de Eclesiastes afirma que a maior alegria do homem é desfrutar da recompensa do seu trabalho (cf. Ec 5.18). Após a execução de um projeto somos tomados de um sentimento de realização. Não há nada mais gratificante que celebrar aquilo que conquistamos com muito suor e trabalho.

Pr. Olavo Vigil